Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
08
Mai 16
publicado por António Santana, às 20:11link do post | comentar

Desde o inicio que sou critico do reordenamento administrativo e das leis que se criaram para o gerir. De facto, o reordenamento administrativo que visou diminuir o número de autarquias, deveria ter sido aproveitado para ir muito mais longe. Era importante analisar o número de Câmaras Municipais e saber da sua eficiciência e capacidade de serem motor de desenvolvimento local, o que teria que levar a uma discussão profunda sobre as suas competências e disponibilização de meios para tal, assim como os modos de financiamento. Também era importante definir qual o papel das Juntas de Freguesia, que em 2016 fazem 100 anos de existência, o que deveria merecer atenção da Anafre, competências e capacidades, tal como os meios financeiros para tal.

Nada disto aconteceu. O que se fez foi uma lei apressada, confusa e muito pouco motivadora para as uniões feitas. Deveria existir uma discussão alargada capaz de verificar se os limites geográficos definidos no final do século XIX são os adequados ou não e se a agregação deveria ser feita unindo esses espaços ou se seriam necessários outros critérios. Aconteceu também que a Lei 75-2013 atribui ás Juntas de Freguesia praticamente as mesmas competências das Câmaras Municipais, mas não lhe distribuíu as tão propoladas " mochilas financeiras", o que seria muito dificil de cumprir pois teriamos dois órgãos administrativos a actuar com os mesmos poderes numa mesma área. O que aconteceu é que se actuou sobre o elo mais fraco, que são as freguesias e não houve coragem para se actuar sobre as Câmaras Municipais. A lei 75 conduziu aos contratos interadministrativos e à delegação de trabalhos nas Juntas de Freguesia por parte das Câmaras Municipais , mas com uma "imposição" das condições por parte destas sobre as outras. Seguramente algumas Câmaras Municipais foram mais generosas, mas isso é fruto de uma lei que não deveria sujeitar ninguém á generosidade dos outros. Há de facto muito a fazer nesta área.

Entendo que é importante voltar ao tema, mas não para voltar atrás, voltar ao tema com consciência de que as acessibilidades e desenvolvimentos locais são muito diferentes dos que existiam no século XIX e de que as necessidades das populações são muito diferentes das da época. Entendo que se devem encontrar novas formas de gerir o território e ser capaz de o desenvolver, descentralizando, há que ter mente aberta para inovar e dar um salto qualitativo no reordenamento territorial.

 


14
Mar 16
publicado por António Santana, às 23:23link do post | comentar

As terras do interior deste país debatem-se com muitas dificuldades. Cada vez mais a capacidade de atração do litoral excerce a sua força e o interior vais desertificando. Verdade seja dita, nada ou pouco tem sido feito a nível de entidades decisoras para melhorar a situação, bem pelo contrário. Mesmo assim, ninguém está condenado ao insucesso, desde que não se acomode. Tal como dizia um conhecido fisico, ninguém pode esperar algo diferente quando faz o que sempre fez. É por isso importante fazer diferente, identificar essas diferenças e potenciá-las. Na diferenciação está a possibilidade de despertar curiosidade e atraír atenções.


publicado por António Santana, às 23:13link do post | comentar

Nesta estranha Europa a 28 já não pode surpreender o que se passa na Alemanha, Espanha, Grécia, Portugal, Inglaterra ou qualquer outro estado. A verdade é que não existe uma politica económica comum, uma fiscalidade comum, uma visão de desenvolvimeno comum, uma estratégia comum. O que existe é uma ideia comum ; todos queremos ter boas oportunidades de negócios e crescer. O problema é que esta ideia comum esbarra nos interesses individuais e enquanto não apareça uma liderança capaz de se distanciar das lógicas ancestrais dos interesses individuais, será improvável fazer da Europa o motor do mundo. Pelo menos de um mundo que ser pretende solidário e onde o ser humano seja o centro das politicas. O que vemos hoje está muito longe de ser isso. Acredito que a Europa pode ser um palco de desenvolvimento a nível social e económico, mas para isso é preciso definir um rumo, coisa que, pelo que vejo, não existe.


06
Mar 16
publicado por António Santana, às 22:22link do post | comentar

Como já todos sabem sou Portista e gosto de Futebol. Do que não gosto é de ver aquilo em que se está a transformar o FC Porto. As evidências de que os negócios são mais importantes do que o que significa Desporto com ambição de ser Campeão.  Não entendo, nem quero entender, como é possível que o FC Porto tenha chegado a este ponto. Já noutros fóruns referi que Pinto da Costa corre o risco de saír pela porta pequena do clube que tornou como o mais forte de Portugal. O problema é que, como tudo na vida, é necessário saber quando se tem que abandonar o palco e esse é o segedo dos grandes líderes. Este ano está a ser horrível para Pinto da Costa e para os Portistas, por isso acho que este era o momento de saír e não de continuar. Quase me atrevo a dizer que vamos ter mais três anos de penúria e de desastre. Quero estar errado.


04
Mar 16
publicado por António Santana, às 23:12link do post | comentar

Nos últimos dias tenho passado parte das minhas noites a ler actas. São actas da Junta da Paróquia de Tuías desde 1896 e da Junta de Freguesia de Tuías de 1916  até 2013. Fui procurar identidades e posses, porque queria saber se aquilo que me diziam correspondia aos documentos escritos. Verfiquei que poucos, ou nenhuns, teriam lido tais livros, autênticas reliquias que são testemunhos daquilo que foi e é o nosso povo e a sua evolução ao longo de muitos anos. Fui surpreendido por muita coisa e descobri outras tantas. Houve evolução, mas continuam os mesmos defeitos e parece que andamos ás voltas dos mesmos temas sem conseguir seguir em frente. Engraçado ler as actas do meu avô, Presidente de Junta de Freguesia de 1934 a 1954, com um interregno pelo meio de cerca de 6 anos, e ver que algumas das questões que ele colocava nessa altura, também eu as coloco agora. Ler documentos que falam da presença de Adriano José Carvalho e Melo, nas reuniões da Junta Paroquial, é algo fabuloso. Li também actas assinadas por dois Presidentes de Junta de Freguesia de Tuías que foram meus professores como o Professor Carlos da Silva Andrade e da Professora Dª Maria Amália Martins. As actas escritas pela Professora Maria Amália Martins são deliciosas. Para além de retratarem o que seguramente se discutia nas reuniões de excutivo da sua época, são textos com pormenores que diferenciam quem faz as coisas por prazer e convicção, dos que apenas fazem por profissão ou porque sim. Quero aqui prestar uma homenagem àqueles que se dedicaram e dedicam à causa pública por prazer e paixão, e porque não, ao meu avô, aos meus tios, e ao meu pai que também fizeram parte da Junta de Freguesia de Tuías, e que neles tropecei ao ler estes documentos.

Ao retomar este espaço, deixo uma homenagem também ao Coutinho Ribeiro, que também se envolveu na coisa pública e muito contribuíu para longas discussões que sempre tiveram como objectivo o bem comum. Fazem falta homens com ideias e convicções que nos despertem para caminhos mais seguros e menos movediços. Que tal se os começasse a procura para me acompanharem neste desafio de reactivar este espaço ?

 


20
Jun 13
publicado por António Santana, às 21:22link do post | comentar

A notícia da requalificação da Escola Secundária do Marco de Canaveses foi uma das boas notícias que realcei neste blogue. Era, na altura, presidente da Associação de Pais dessa escola, e fiquei realmente satisfeito porque de facto a escola, onde estudei, merecia efectivamente uma intervenção profunda e uma adaptação à nova era tecnológica. Acompanhei os primeiros passos e estive nalgumas das reuniões preparatórias do inicio das obras. As expectativas eram enormes, não só pelos projectos apresentados, como pelo impacto positivo que as novas valências propostas trariam aos jovens deste concelho. Acabei o meu mandato na Associação de Pais satisfeito por haver trabalhado na nova forma de gestão escolar, no seu conselho geral, como pelo facto de verificar que as obras iam avançar e uma nova escola iria nascer. Foi, por isso, uma profunda decepção verificar que as obras avançaram mas não terminaram, estão a meio. As ondas da paragem das obras são fortes e a indignação tem todo o sentido. Muitos se têm envolvido em pressionar o poder para que as obras avancem e já circulou uma petição que reuniu mais de 6150 assinaturas exigindo a continuidade das mesmas. Os responsáveis pelo município têm estado na linha da frente da contestação e a Associação de Pais também, para além de outras instituições politicas e sociais. É, por isso, importante que todos nos unamos neste objectivo e não deixemos que o Marco seja, mais uma vez, prejudicado.


publicado por António Santana, às 20:42link do post | comentar

Nos últimos tempos ouvi a vários comentadores e outras personagens comentários referindo direitos excessivos dos cidadãos dos países em dificuldades financeiras. Estes são comentários e observações que merecem uma reflexão profunda. Eu não aceito uma opinião deste tipo de ânimo leve. Manifesto uma clara oposição àqueles que defendem uma diminuição de direitos  para resolver questões económicas e financeiras. Ao longo dos séculos a evolução humana refletiu-se numa melhor educação, numa evolução dos serviços de saúde e num bem estar geral. Muitos foram aqueles que se sacrificaram para que a dignidade humana se fosse reforçando. São muitos os exemplos daqueles que se sacrificaram para que hoje esses direitos existam.O ser humano desenvolveu meios que lhe proporcionaram a evolução distanciando-se dos primatas e tornando-se dominador no planeta. Entre muitos meios criados, a moeda foi uma invenção importante que facilitou a troca de bens e pagamento de serviços. E assim foi cumprindo o seu papel ao longo de séculos. Hoje verificamos que a moeda já não é apenas metal mas também se caracteriza por outras apresentações que podem ser reais ou virtuais. É nesta nova realidade que nos movemos e onde os novos valores financeiros se impõem. A moeda e a finança só têm sentido quando colocadas ao serviço do HOMEM. Não devemos deixar que os humanos sejam postos ao serviço da moeda e da finança. E isto não tem nada a ver com ser de esquerda ou de direita. Tem a ver com a colocação dos valores humanos nos devidos lugares. Os direitos nunca serão excessivos quando o objectivo seja um ser humano mais solidário, mais respeitador do seu próximo e do seu planeta, mais capaz de partilhar e deixar aos jovens um mundo melhor e proporcionar aos mais idosos um adeus digno. Não me falem de direitos excessivos, falem-me, isso sim, de desvios nos objectivos humanos.


10
Jun 13
publicado por António Santana, às 22:29link do post | comentar

No passado dia 09 de Junho realizou-se no Estádio Municipal do Marco de Canaveses a final da Taça da LIMFA ( Liga Marcoense de Futebol Amador ) em futebol de onze, entre as  equipas de Paredes de Viadores e Carvalhosa.Com uma assistência digna de um bom jogo, muitos estádios na primeira liga por vezes não têm tanta gente, acabou por ganhar a equipa de Paredes de Viadores no desempate por grandes penalidades, depois de um empate a zero durante os 90 minutos. O jogo foi bem disputado e as equipas, assim como o público, dignificaram o evento. Parabéns a ambas equipas e á Limfa.


publicado por António Santana, às 21:17link do post | comentar

 

 

 Nestes últimos 30 dias fiz várias caminhadas. A primeira organizada pelos Amigos do Rio Ovelha e Junta de Freguesia de Sobretâmega, por Caminhos de Canaveses. Foram cerca de 150 caminhantes que junto ao Rio Tâmega e na Freguesia de Sobretâmega puderam apreciar as paisagens e a história desta localidade. A segunda caminhada organizada pela Santa Casa da Misericórdia do Marco de Canaveses e pela Vitanatura, permitiram-nos conhecer percursos antigos dentro das freguesias da cidade. Em Fornos podemos visitar a fonte santa, passamos por Rio de Galinhas e visitamos em Tuías as Casas da Picota e Casa da Quinta, onde foi julgado o Zé do Telhado e em S. Nicolau tivemos o prazer de visitar a primeira albergaria do concelho, entre muitos outros lugares com as suas particularidades e história, contadas com muito saber e muita graça, pelo nosso guia Engº José Mouro Pinto. Seguiram-se uma caminhada de Montedeiras a Vimieiro, na Freguesia de Sande e a Rota das Cerejas em Resende. Ambas com paisagens deslumbrantes e caminhos milenares. Por fim e hoje, fiz uma Eco Caminhada organizada pela Junta de Freguesia de Tuías em colaboração com jardim de infância de Vila Verde, inserido no programa Eco-Escolas. Mais de 90 caminhantes, onde predominavam os mais pequenos tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da história da Casa do Outeiro contada pelo Sr. José Maria Sousa Guedes que nos recebeu com grande amabilidade. Depois, por entre caminhos outrora percorridos por romanos, pelo assim pensamos, podemos ver o excelente trabalho feito feito no Ribeiro de Vilar, entre Souto e Rio Mau, e aí foi colocada uma placa em defesa da preservação da água. Seguimos e visitamos a Casa do Souto e as Tapadas onde foi colocada outra placa em defesa da preservação das florestas. Uma iniciativa louvável.

Esta proximidade aos locais e ás pessoas faz-me pensar que podemos fazer algo mais pelas nossas terras e pelas nossas gentes. As paisagens são preciosas, as gentes humildes e amigáveis, e temos muita história para contar. Existe aqui muito potencial a desenvolver.

 

 

 

 

 

 


28
Mai 13
publicado por António Santana, às 21:45link do post | comentar
Foi com surpresa que recebi hoje a chamada de João Lima a informar que abandonava este espaço. Já era clara a decisão do João de se afastar da politica, possivelmente um retiro bem pensado, mas não era clara a sua intenção de não manter activa a sua opinião que muitos valorizam, e eu sou um deles, nesta área da blogosfera. O seu abandono deste espaço fará repensar o mesmo e, possivelmente, a sua continuidade. Este espaço era muito mais seu do que meu e foi para mim um imenso prazer colaborar com ele e com a sua lealdade, que sempre foi recíproca. Tornámo-nos amigos e não será este ou outros factos, muito menos politicos, que me farão desvalorizar este sentimento.
O espaço que aqui foi criado mereceu muita atenção de muitos e foi motivo de orgulho nosso. Páutamos a nossa conduta pela nossa forma sincera de ser e de ver as coisas. Não respondemos a alguns comentários menos dignos e tentamos elevar a discussão. Grande parte das publicações, creio que mais de 80% foram da responsabilidade do João Lima, pelo menos nos últimos dois anos, o que torna ainda mais complicada a minha tarefa. Devo dar continuidade a este espaço abrindo-o a outros colaboradores ou, como é minha primeira intenção, encerrá-lo ? nos próximos dias decidirei.

publicado por João Monteiro Lima, às 12:55link do post | comentar | ver comentários (1)

Nos últimos tempos, a disponibilidade para escrever e manter este espaço actualizado foi diminuindo. O Marco 2009, desde a sua criação, foi um espaço que graças as suas actualizações diárias foi merecendo uma atenção cada vez maior dos leitores e o tornou no espaço de referência da (e prova disso foram não (só) as visitas diárias que tinha, mas sobretudo a participação dos leitores (uma vezes de forma aberta e outras de forma cobarde sob anonimato, ou pseudo-anonimato) e a discussão que os assuntos que por cá eram abordados geravam entre os marcoenses).

Ora como se sabe, abandonei a Assembleia Municipal, pelos motivos que descrevi num outro post, e estando afastado da vida político-partidária por vontade própria (para que conste fui desafiado por 4 forças partidárias/ movimento independente para integrar as suas listas nas próximas eleições autárquicas), entendo que este é o momento para deixar o Marco2009.

Estando fora da política, não fará, no meu entender, grande sentido manter esta participação. Quando se participa na vida política, tem-se sempre mais informações, mais assuntos para discutir.

Vejo também que os eventuais candidatos aos órgãos autárquicos têm já os seus espaços, pelo que os leitores terão sempre sítios onde encontrar as informações que desejam.

Aproxima-se mais um ato eleitoral, os marcoenses pelo que se vê, serão confrontados com 5 candidaturas aos órgãos municipais, nas quais, uns querem continuar a ser Poder, outros acham que ainda deviam ser Poder, outros querem a todo custo ser Poder, e outros há que ainda não sabem se merecemos que sejam Poder  e os que restam, não sonhando tão alto, também não lhes desagradaria ser Poder.

A luta pelo Poder, as tricas partidárias, as jogadas de bastidores, as facadas nas costas, não fazem parte da minha forma de estar na política. Deixarei essas habilidades para os especialistas. 

Descansem todos os que estavam preocupados (e eram alguns, próximos do actual Poder) com uma candidatura que os próprios  davam por adquirida. Desenganem-se esses senhores, não sou como eles. Ao contrário desses e de outros, o que me levou a participar durante os últimos 19 anos, nunca foi o querer ser Poder, mas tão só ajudar a melhorar a minha Terra.

Aos leitores deste espaço, agradeço a atenção de dispensaram aos textos que escrevi e espero que o Marco 2009, a prosseguir, mantenha a linha que tem tido até aqui.

Termino tal como um dia um ex-Primeiro-Ministro de Portugal, "andarei por aí"


19
Mai 13
publicado por João Monteiro Lima, às 21:25link do post | comentar
O FC Porto sagrou-se campeão da 1a Liga de futebol, depois de derrotar o surpreendente FC Paços de Ferreira.
A 1 ponto do Porto, ficou o SL Benfica depois de uma época muito positiva em que conseguiu chegar à final da Liga Europa e chegar à final da Taça de Portugal
Resta felicitar o FC Porto por mais esta alegria, por mais esta vitória
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15
Mai 13
publicado por João Monteiro Lima, às 00:55link do post | comentar | ver comentários (1)

Recebemos do Movimento Marco Positivo o seguinte pedido de divulgação

 

NOTA DE IMPRENSA

 

Está criado um movimento independente de cidadãos que vai concorrer às próximas eleições autárquicas. Com a designação de "MARCO POSITIVO", este movimento apoiará a candidatura de Artur Melo à presidência da Câmara Municipal e apresentará candidaturas à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia, estando já em curso a recolha de assinaturas para esse efeito.

Na sua origem está um grupo de cidadãos que pretende a resolução dos problemas que afetam o município do Marco de Canaveses e que para além do próximo ato eleitoral querem continuar a sua intervenção cívica e politica. O Marco Positivo posiciona-se como um grupo organizado com uma mensagem positiva para o concelho e que aos seus elementos não questiona a sua origem, classe social, género, opção ideológica ou outro. Estes propõem-se a usar a sua imaginação e ideias em prol de um Marco mais evoluído social e economicamente e entendem que para transformar a nossa terra é necessário uma melhor gestão dos recursos naturais e financeiros.

A situação em que se encontra o concelho do Marco de Canaveses e a falta de políticas locais que atenuem ou eliminem o atraso atualmente verificado, levam a que seja necessário apresentar candidaturas de pessoas que nas suas vidas profissionais e políticas tenham dado provas de serem capazes de protagonizar a desejada mudança para a nossa terra. A viver a segunda década do séc. XXI, o Marco apresenta indicadores que urge retificar, como sejam a elevada taxa de desemprego, a ausência de um projeto educativo ou a incapacidade do município atrair investimento que potencie o tão desejado desenvolvimento económico e social.

Perante este cenário, ao próximo executivo municipal exige-se muito mais do aquilo que até agora foi feito. Ao longo deste mandato assistimos a uma maioria distante dos problemas do município, sem chama nem arrojo para assumir uma postura de ação positiva junto das populações. Por isso, o Marco Positivo afirma-se como um espaço de intervenção cívica e de Esperança num futuro melhor que dependa em grande parte da vontade de cada um.

Assim, consideramos que no atual panorama a criação de emprego deve assumir um lugar de destaque na nossa ação política. Para tal, propomo-nos a potenciar a criação do autoemprego através de apoio aos candidatos ao microcrédito que tenham visto os seus projetos aprovados mas que não tenham condições financeiras para os iniciarem. A maior parte destes projetos são de pequena dimensão e visam a criação de pequenas empresas locais, tais como, cabeleireiros, picheleiros ou mecânicos, e muitas vezes os promotores não têm condições financeiras para os concretizarem, pelo que através da nossa proposta a Câmara Municipal apoiará financeiramente projetos que tenham sido aprovados e demonstrem mérito para serem viáveis, servindo de garantia à sua concretização. Criar o autoemprego significa combater o desemprego, dinamizar a economia local, promover o empreendedorismo e potenciar as capacidades intrínsecas das pessoas, levando-as a acreditar em si.

Daí que seja necessária uma política para as pessoas e com as pessoas, de modo que os habitantes do Marco se sintam parte de um projeto comum, numa política participativa que não exclui ninguém e que pensa no Futuro, pois, mesmo respeitando o papel que tiveram os responsáveis pelos destinos da nossa terra até agora, entende o Marco Positivo que é possível fazer melhor.

 

Marco de Canaveses, 07.05.2013


14
Mai 13
publicado por João Monteiro Lima, às 17:55link do post | comentar

Recebemos do Gabinete de Comunicação e Imagem da candidatura de Lino Tavares Dias (PS) o seguinte pedido de divulgação que se transcreve

 

Bom dia,
 
A candidatura de Lino Tavares Dias à Câmara Municipal de Marco de Canaveses vem por este meio dar conta da alteração da data do próximo debate do ciclo "Uma Política para o Território e para as Pessoas".

O debate está agendado para o dia 18 de Maio, às 21h na Junta de Freguesia de Vila Boa do Bispo, mantendo-se tanto a temática como os oradores.

Com os melhores cumprimentos,

Lino Tavares Dias | Comunicação e Imagem

 

 

 


02
Mai 13
publicado por João Monteiro Lima, às 13:45link do post | comentar | ver comentários (4)

Alertado por um leitor, vejo que António Santana, meu amigo e colega de blogue, faz referências à minha renúncia ao cargo de deputado, estranhando que tenha abandonado a cargo a 6 meses do final de mandato. António Santana questiona se terei uma agenda diferente da do PCP, relevando o meu afastamento da linha oficial do PCP e expondo a sua curiosidade para saber o que “de tão grave se terá passado para que tenha abandonado o cargo e abandonado os eleitores

Por partes, esclareço os leitores dado que o António Santana já sabe os motivos que me levaram a renunciar ao cargo na Assembleia.

Em Outubro de 2010, decidi apoiar Manuel Alegre nas eleições para PR, o que na minha opinião não traria mal ao mundo. No entanto, alguns funcionários-responsáveis do PCP não pensaram assim e decidiram mandar um representante para me “puxar as orelhas” e me impor uma linha de pensamento. Triste sorte a deles, pois como não me conhecem não sabem que não deixo que outros pensem por mim e depois de repudiar tudo o que tentaram dizer, recambiei o mensageiro aconselhando-o a não continuar com as considerações de índole pessoal que ainda proferiu, sob pena de a coisa azedar mais.

De imediato transmiti ao responsável do PCP Marco, a minha vontade de abandonar a Assembleia e a concelhia, sendo que só o concretizei apenas na estrutura local, mantendo-me na Assembleia, respeitando a vontade dos eleitores que me elegeram, os comunistas e (sobretudo) os não comunistas que votaram na lista que encabecei.De lá para cá, participei apenas numa reunião da concelhia do PCP na qual expus os meus argumentos e transmiti a minha decisão de sair da concelhia. Há quem diga que me auto-excluí, mas não explicam porque não fui convocado para o plenário de militantes do PCP realizado acerca de um ano.

Para adensar o afastamento, no dia 24 de Março, recebi duas chamadas telefónicas, uma de uma autarca do PCP (que deverá ser de novo candidata e que ganhará outra vez se souber elaborar uma boa lista) e outra de uma pessoa próxima do PCP. A gravidade da conversa (no meu ponto de vista) com esta última foi tal que me leve a concluir que terei perdido grande parte da estima que tinha por tal pessoa. Não uso determinados argumentos com quem quer que seja, logo não o admito os utilizem comigo. Seja quem for. Quem respeita quem já cá não está, não os tráz para onde não são chamados, até porque se cá estivessem, estariam de um lado. O meu.

Entrei e saí do PCP por vontade própria, estou de consciência tranquila, nunca estive dentro ou fora conforme era mais interessante

Sobre as agendas do PCP, o António Santana deverá perguntar ao PCP e quanto à minha, o meu amigo não tem com que se preocupar, pois aquela pergunta me leva a crer que está preocupado com algo que não diz. Mas poderia retribuir a pergunta sobre a agenda do meu amigo, tem o António Santana alguma agenda que o leve a estar preocupado com eventuais agendas alheias?

Esclareço o meu amigo António Santana que o meu abandono da Assembleia não se traduz num afastamento da participação política e cívica e menos ainda traduz um abandono aos meus eleitores. A participação política continuarei a exercê-la sempre que entenda (tal como o fiz na última Assembleia, embora a minha participação tenha provocado algum prurido em alguns responsáveis do concelho, tal eram as preocupações que por diversas vias me iam transmitindo), a participação cívica continuará inalterada também.

A minha decisão de abandonar a Assembleia foi tomada atendendo também aos eleitores que me confiaram o voto, por um lado os comunistas ou dessa área que terão agora uma nova ideia do que é o funcionamento do PCP ou de pelo menos algumas pessoas do PCP, e por outro, os eleitores que não sendo do PCP confiaram o voto na lista que liderei, pois a confiança que depositaram em mim foi baseada no reconhecimento de um trabalho que iniciei em 2005 e também por acreditarem que nunca delegaria noutras pessoas que pensassem por mim.

António Santana anda curioso e talvez, em breve, se perceba porquê, mas não o vi com tanta curiosidade quando o ex-vice Presidente da Câmara, depois de ter saído do executivo para a Assembleia, renunciou ao cargo de deputado.

E também não o vi curioso para tentar perceber o porquê da “despedida” de Carla Babo

Nem sobre a escolha de Luís Vales para o lugar da actual vereadora.

Nem o vi preocupado com os motivos que levam a que hoje seja perceptível que a concelhia do partido pelo qual foi eleito não tenha (aparentemente) qualquer peso na escolha dos candidatos que vão sendo conhecidos.

Mas lá está, a curiosidade é a curiosidade, e não temos que ser curiosos em tudo


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