Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
25
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 19:10link do post | comentar | ver comentários (4)

A Comissão Nacional de Eleições emitiu, na terça-feira passada, uma nota informativa em que dá conta de que é ilegal promover amanhã, dia 26, quaisquer acções de pré-campanha eleitoral das eleições autárquicas, por se tratar da véspera do dia em que decorrem as eleições legislativas. À atenção dos candidatos.


publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 13:18link do post | comentar | ver comentários (31)

Entendamo-nos: eu acho que o estádio municipal não deve chamar-se Avelino Ferreira Torres e também acho que a toponímia do concelho deve levar alguns acertos. A existência de ruas com o nome do ex-edil em todas as freguesias dão bem a imagem de um concelho terceiro-mundista que urge ultrapassar.

Se eu fosse presidente da Câmara, teria já feito tudo para resolver o problema. O actual executivo optou, porém por não o fazer. No que é, também, uma atitude respeitável e por certo justificada. Tendo sido eleito com o lema de propulsor de "Mudança Tranquila", Manuel Moreira entendeu que os cortes com o passado deveriam ser feitos de forma gradual e não de forma ostensiva. Por várias vezes, nestes e noutros espaços, critiquei a excessiva tranquilidade da mudança, prevendo o que aí viria depois da derrota de AFT em Amarante.

Tido como um rebelde nas coisas da política e um combatente com provas dadas nas lutas que travei no Marco, olho para a fotografia de Artur Melo a colocar uma faixa que tapa o nome de AFT da frontaria do estádio e estarreço. O gesto, para além de ilegal, é de uma inabilidade política como não via há anos e demonstra bem que o candidato do PS não acerta uma, no seu desespero. Melo quer demonstrar que é um valente, mas acaba a dar tiros no pé.

O gesto de Artur Melo é bem demonstrativo de que o candidato do PS tem dificuldades em aceitar as regras do jogo democrático. E denota uma enorme falta de respeito pelas insituitções, ao praticar actos que às instituições dizem respeito. O que deixa uma dúvida: se AM age assim como candidato, que esperar dele se ele fosse eleito presidente da Câmara? Agiria como se fosse o dono do Marco? É que eu já vi outros a começar por menos...

 

(Sendo mandatário da candidatura de Manuel Moreira, as opiniões que aqui deixo são-no ao nível estritamente pessoal)

 


publicado por José Carlos Pereira, às 12:45link do post | comentar

O acórdão do Tribunal Constitucional que deliberou sobre a elegibilidade de Avelino Ferreira Torres como candidato à presidência da Câmara de Marco de Canaveses, cujo relator foi o Conselheiro João Cura Mariano, pode ser lido aqui.

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publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar | ver comentários (9)

O Marco 2009 adiantou anteontem as primeiras reacções de Avelino Ferreira Torres e Manuel Moreira ao acórdão do Tribunal Constitucional. Norberto Soares e António Varela também se pronunciaram no JN de ontem. Artur Melo foi, assim, o último candidato a reagir, em conferência de imprensa, não se compreendendo que nessa ocasião tenha desafiado  "todos os líderes políticos que estão a concorrer às eleições que se pronunciem sobre o assunto".

Depois, Artur Melo protagonizou o "fait-divers" da pré-campanha ao comandar a operação de colocação de uma faixa a tapar o nome de Avelino Ferreira Torres no estádio "rebaptizado" de municipal. Percebo a revolta de Artur Melo, mas o PS não é um pequeno partido radical, anti-sistema, que se permita tomar estas atitudes de protesto inconsequente. Julgo que já nem o Bloco de Esquerda leva a cabo acções deste cariz. Só mesmo os pequenos partidos e movimentos marginais.

Se Artur Melo se mostra respeitador dos órgãos de soberania, como diz, e do Estado de Direito, não pode depois tomar medidas que não respeitam a imagem do PS enquanto partido de Governo e um dos pilares do regime democrático.O que aconteceria a um cidadão comum se cometesse um acto daqueles?

Já agora, será que Artur Melo vai tapar as placas com o nome de Avelino Ferreira Torres na toponímia de todo o concelho? E o pavilhão Bernardino Coutinho? E o auditório Emília Monteiro?


publicado por José Carlos Pereira, às 01:15link do post | comentar

O sociólogo Abel Ribeiro, candidato (suplente) pelo PS à Assembleia Municipal e comentador habitual do Marco 2009, escreveu-nos a dar conta do novo blogue que criou: http://esquerdapossivel.blogspot.com/ .


24
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar | ver comentários (20)

A decisão proferida pelo Tribunal Constitucional faz regressar tudo à casa de partida, ou seja, à realidade do início do mês, quando Artur Melo apresentou o requerimento ao Tribunal de Marco de Canaveses.

Avelino Ferreira Torres sai revigorado deste epílogo judicial e vai cavalgar a onda junto dos seus apoiantes e dos cidadãos mais simples. Manuel Moreira e Norberto Soares usaram de prudência e terão beneficiado de bom aconselhamento jurídico, não dando azo a que Ferreira Torres lhes aponte agora o dedo por quererem impedi-lo de ir a votos. Artur Melo nada tinha a perder e assumiu, em vão, os encargos do "impeachment".

Ferreira Torres vai regressar em força e a disparar para todos os lados. E aquilo que os candidatos democratas têm de vincar é que ele não limpou a sua folha criminal com esta decisão do Tribunal Constitucional. Torres e Lindorfo Costa foram condenados a prisão, embora com penas suspensas, por crimes praticados no exercício das suas funções. Quem é o cidadão comum que não se envergonha disso? Torres e Costa não têm vergonha?

Nunca defendi a politização da justiça nem a judicialização da política, mas se acreditamos no Estado de Direito temos de aceitar todas as deliberações das suas instituições. A mesma justiça que agora permitiu a Torres ir a votos, foi a mesma que o condenou a ele e a Lindorfo Costa. Os marcoenses querem premiar uma dupla de condenados por crimes praticados ao serviço da Câmara Municipal? Eis uma pergunta que não pode deixar de ser insistentemente feita na campanha eleitoral prestes a começar.


23
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 23:50link do post | comentar | ver comentários (7)

Avelino Ferreira Torres e Manuel Moreira já tiveram as primeiras reacções à decisão hoje conhecida do Tribunal Constitucional. Artur Melo, segundo a Lusa, recuou e não se mostrou disponível para comentar, anunciando uma conferência de imprensa para amanhã.


publicado por João Monteiro Lima, às 21:00link do post | comentar | ver comentários (1)

Entrou hoje na caixa do correio dos marcoenses mais uma edição do jornal de campanha da candidatura do PSD. O destaque desta edição vai para António Coutinho, 1º candidato à Assembleia.

Coutinho aborda alguns aspectos do funcionamento da Assembleia. Fala das Assembleias fora dos Paços do Concelho, das transmissões das Sessões via Rádio Marcoense e da Assembleia de Jovens e do Projecto "Escola Feliz".

Não fala dos avanços ao nível de alteração do regimento, da iniciativa sobre a revitalização da linha do Douro no troço Barca D´Àlva até ao Pocinho. Possivelmente porque estes assuntos foram suscitados por pessoas de outros partidos.

Não ingenuamente na página 3 do referido jornal, lá vem o destaque para uma alegada "Aposta na Educação", e lá voltam à carga com o Projecto "Escola Feliz" reproduzindo fotografias da entrega dos materiais em escolas do Concelho.

O projecto "Escola Feliz" é suposto ser um projecto suprapartidário, assim não deveria ser utilizado para fins eleitorais. Também nada ingenuamente trazem uma declaração Ana Cristina Valente, "madrinha" do projecto e ... candidata do PSD à Assembleia.

A intenção do texto é tal que começam da seguinte forma: " O ensino é uma área prioritária para a candidatura social-democrata à Câmara Municipal de Marco de Canaveses. Existem projectos estratégicos para a intervenção nesta àrea - a "Escola Feliz" é um exemplo relevante".

Poderia rebater o que apelidam como "aposta na educação", mas isso fica para outro texto. Agora fica o registo que o PSD tenta aproveitar-se de algo que deveria estar acima dos partidos e abre o precedente para que os outros partidos façam o mesmo. É pena.


publicado por José Carlos Pereira, às 18:02link do post | comentar | ver comentários (24)

A Agência Lusa acaba de editar uma notícia em que dá conta que o Acórdão do Tribunal Constitucional dita a elegibilidade de Avelino Ferreira Torres, que assim pode ser candidato pelo movimento Marco Confiante à presidência da Câmara Municipal de Marco de Canaveses.

 

 

Adenda: A Visão dá conta que o despacho da Lusa refere que a votação do Acórdão dividiu os conselheiros do Tribunal Constitucional - oito votos a favor e quatro votos contra.

 


publicado por José Carlos Pereira, às 13:40link do post | comentar | ver comentários (6)

Artur Melo referiu-se na última edição do jornal "A Verdade" às posições que tomou, enquanto vereador no mandato 2001/2005, no processo de concessão da água e saneamento à empresa Águas do Marco. Disse o candidato socialista: "Aquando da discussão da concessão a privados do serviço de abastecimento de água e saneamento votei como vereador do PS contra aquele contrato pela simples razão de que feria os interesses do Povo marcoense".

Ora bem, eu e Artur Melo já por aqui debatemos sobre esta matéria (vale a pena reler o meu post inicial, o comentário de Melo, a minha resposta, a réplica de Melo e a minha resposta final).

A verdade é concludente. Artur Melo não votou contra nenhuma das duas decisões fulcrais - aquelas que exigiram a deliberação da própria Assembleia Municipal - sobre o processo de concessão da exploração e gestão dos sistemas de abastecimento de água para consumo público e de recolha, tratamento e rejeição de efluentes do concelho de Marco de Canaveses.

Em 29 de Julho de 2002, Melo absteve-se na deliberação do executivo sobre a abertura do processo de concurso público, alegando não ter havido condições para análise aprofundada desse processo. A Assembleia Municipal aprovou por maioria, em 27 de Setembro de 2002, essa proposta da Câmara.

Em 20 de Setembro de 2004, Artur Melo absteve-se na aprovação da minuta do contrato de concessão, da proposta de tarifário para 2004/2005 e do tarifário reestruturado a partir de 2006. A Assembleia Municipal acabou por aprovar em 1 de Outubro de 2004 esses documentos, precisamente os que hoje estão a ser alvo de disputa no Tribunal Arbitral, apesar dos 19 votos contra então registados. O PS votou contra, sim, mas através do grupo na Assembleia Municipal, liderado por Luís Almeida.

 


22
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 19:20link do post | comentar

O leitor Augusto Barbosa escreveu-nos a dar conta da participação, na Regata das Vindimas '09, do Grupo em Formação da Associação de Escoteiros de Portugal de Marco de Canaveses:

 

"Olá,
No seguimento do projecto a que o Grupo em Formação da AEP de Marco de Canaveses se propôs encaminhar e orientar os seus jovens, alguns dos escoteiros do Clã e da Tribo dos Exploradores tiveram a oportunidade de participarem na Regata das Vindimas `09 que se realizou no passado domingo, dia 20 de setembro.
Com partida junto ao cais de Porto Antigo, cerca de 30 participantes em duas dezenas de canoas e um barco dragão fizeram-se ao rio Douro desafiando-o ao longo de 14 km que percorreram em aproximadamente 5 horas.
Um dos momentos mais marcantes dessa aventura foi a passagem da barragem do Carrapatelo, através da eclusagem, uma das maiores da Europa.
Podem visitar algumas imagens no seguinte endereço:

http://escoteirosmcn.wordpress.com/2009/09/22/escoteiros-fazem-a-descida-das-vindimas-com-o-gca/

 

Pronto a Servir
Augusto Barbosa
Esc. Chefe de Grupo
"
 

 


publicado por José Carlos Pereira, às 12:45link do post | comentar | ver comentários (1)

Sabe do que fala!

 

"Acho que todas as eleições são importantes, mas acho que há alguns casos, como Gondomar, Felgueiras, Oeiras ou Marco de Canaveses, em que se joga, mais do que o futuro da terra, também a qualidade da democracia".

  Marques Mendes, in "Jornal de Notícias" - 21/09/2009


publicado por José Carlos Pereira, às 00:35link do post | comentar | ver comentários (8)

A EDP Imobiliária prepara-se para desenvolver um complexo turístico e residencial de elevada qualidade na desactivada aldeia de Carrapatelo, junto à barragem com o mesmo nome, na freguesia de Penha Longa. O presidente da Câmara, Manuel Moreira, deu a notícia na última Assembleia Municipal, relatando os contactos mantidos entre a autarquia e a EDP, designadamente com o presidente da empresa, António Mexia.

A perspectiva de aproveitamento dos terrenos pertencentes à EDP é uma mais valia para o concelho. Os estudos prévios apontam para projectos hoteleiros e residenciais direccionados para o segmento médio-alto, aproveitando o charme e a capacidade de atracção que o Douro hoje exerce.

Aguardemos para ver como evolui este projecto, neste momento ainda numa fase embrionária.

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21
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 19:30link do post | comentar | ver comentários (13)

Falar verdade

 

"A privatização da água e do saneamento básico, levado a efeito no tempo de Avelino Ferreira Torres que teve como consequência o aumento da taxa da água no ano de 2002 em mais de 200% e com a adjudicação à empresa "Águas do Marco" um aumento de 104% na factura mensal, ou seja, em menos de 2 anos a factura mensal subiu mais de 300%".

  António Varela, in "A Verdade" - 18/09/2009

 

ou nem por isso

 

"Pensamos que fizemos um bom contrato, na perspectiva de um serviço destinado a abastecer uma boa parte do concelho,com um tarifário que não é abusivo...".

  Avelino Ferreira Torres, in "A Verdade" - 18/09/2009

 


publicado por José Carlos Pereira, às 01:00link do post | comentar | ver comentários (4)

O Marco 2009 recebeu um comunicado da Lista Tuías Diferente e Independente, candidata à Assembleia de Freguesia de Tuías, que rebate afirmações de Pedro Martins e José Fernando Monteiro ao jornal "Tribuna Livre". Entendemos, no entanto, que essa réplica deve ser procurada em primeiro lugar junto do referido jornal. Por outro lado, algumas apreciações pessoais efectuadas nesse comunicado impedem-nos de publicá-lo.


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