Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
04
Nov 09
publicado por José Carlos Pereira, às 23:30link do post | comentar

No passado domingo tomou posse a Assembleia e a Junta de Freguesia de Soalhães, na sequência da vitória, com maioria reforçada, de Cristina Vieira. A autarca socialista formou o executivo com António Monteiro, também presidente do Grupo Desportivo e Recreativo de Soalhães, e Paulo Pinheiro. Eliseu Monteiro continua como presidente da Assembleia de Freguesia.

Soalhães volta a ter o executivo da Junta completo depois das convulsões do mandato anterior. Com as saídas de José Teixeira e Paulo Raimundo, Cristina Vieira acabou o mandato apenas com Ana Paula Pinto no executivo, já que se viu impedida pela Assembleia de Freguesia de completar a Junta com elementos da sua confiança.

O mandato que agora começa, em que o PS conta com seis eleitos na Assembleia contra três da oposição, promete ser mais tranquilo para Cristina Vieira.


Uma pequena duvida se alguém me souber responder.

A mesa da assembleia de freguesia é formada apenas por elementos do PS ou é multipartidária?
marcoenseatento a 5 de Novembro de 2009 às 08:51

apenas por elementos do Ps . espero ter desfeito a sua duvida.
boss a 5 de Novembro de 2009 às 21:17

Ora aí está uma pergunta curiosa. Julgo que o leitor anterior terá respondido com verdade.

Agradeço o esclarecimento.
Já agora gostaria de saber qual a opinião do José Carlos Pereira sobre essa dualidade de critérios do Partido Socialista.

Julgo que se referirá ao facto do PS ter defendido uma Mesa pluripartidária na Assembleia Municipal e ter optado por outra via na Assembleia de Freguesia de Soalhães .
Gostaria que o entendimento do PS sobre a matéria fosse sempre o mesmo, mas melhor que eu Cristina Vieira, que estava presente nas duas ocasiões, e João Valdoleiros , primeiro eleito do PS na Assembleia Municipal e que interveio nessa qualidade para defender uma Mesa plural, poderiam justificar as diferentes posições do PS.

Pluralidade, é a resposta.
As democracias são assim, mesmo debaixo de um mesmo partido podem (e devem) aparecer opiniões diferentes, logo que não vão contra os princípios do partido.
E eu estou particularmente à vontade, pois já antes defendi que o PSD tinha o direito de ter um mesa na AM constituída só por seus representantes, e considerava até que a oposição não deveria sequer concorrer por qualquer lugar na mesa. E isto porque deveria realizar a sua "oposição" nos outros lugares da AM e desde já responsabilizar em todos os aspectos a "maioria" pelo cumprimentos das suas promessas, sem desculpas.
Depois como pode verificar mesmo na mesma família, podemos não ter a mesma opinião.
Agora continuo também a considerar que tudo isto é ridículo e não passa de uma discussão de lugares quando o que está em causa é uma data de "grandes problemas" que o Marco atravessa.

Em política, os formalismos, por mais inconsequentes que pareçam, nunca são ridículos.

Talvez tenha exagerado ao utilizar a palavra "ridiculo", melhor talvez seria "secundário". Pois também concordo que a formalização em ambos os casos de lista monopartidárias (ou não) trazem responsabilidades acrescidas e uma imagem de como vai ser a postura políticas em ambas Assembleias. Assim Cristina Vieira e o PS em Soalhães, e Manuel Moreira e o PSD no Marco vão ter que asumir por inteiro as responsabilidades no final dos seus mandatos. E sem desculpas.
jvaldoleiros a 9 de Novembro de 2009 às 21:59

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