Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
03
Jan 11
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

Este Domingo, a segunda ida ao Dragão. A primeira vez a ver o Fêquêpê. Boa ideia, péssima oportunidade. Mais de hora e meia de fila para os bilhetes que estavam indisponíveis na net e entrada apenas ao intervalo. Trapalhada inadmissível na distrital, inqualificável num dos maiores clubes da europa.

Primeira parte não vi, o resultado chega ao intervalo tal como começou.

Dentro do estádio o frio era mais que muito. No início (da 2ª parte), o Porto lá marca de grande penalidade. Pouco depois mais frio ficou o estádio quando o Nacional faz o empate. Depois veio o gelo, quando os "madeirenses" viram o resultado. O árbitro também ajudou à vergonha.

Fim do jogo, envergonhado. Pelo resultado (valha-nos que não foi para a 1ª Liga) e pior pela desorganização na bilheteira.

Este post termina com uma mensagem para uma pessoa que me deu uma grande responsabilidade que a seguir retribuí, que não lê este blogue, mas que neste momento precisa de um abraço. Para ele, o meu abraço.


Antes de mais, um BOM ANO.
Li das suas desventuras no acesso ao Estádio do Dragão.
Embora seja Benfiquista (sabe-se lá porquê...) desde que me conheço, ainda não fui ao novo Estádio do "Glorioso" mas, por razões profissionais, ligadas á minha actividade de consultor, nos últimos 3 anos, fui, algumas vezes, convidado a ver jogos do FCP, ainda por cima em camarote VIP. Curiosamente, vi mais jogos nos demolidos "Alvalade" ou "Antas" do que nas duas versões da Luz...; enfim, "Más companhias" a isso me levaram.
Gosto, sinceramente, da arquitectura do "Dragão" (embora eleja, sempre, o Municipal de Braga - a "Pedreira"-, como o mais arrojado e belo).
Também senti o frio e a corrente de ar que atravessa um Estádio tão aberto. Disseram-me ser isso que mantem o relvado natural vivo, porque arejado. É um custo ...
Realço o que o João diz, sobre as bilheteiras e o "calvário" das entradas. É nisto que o FCP continua a falhar, já desde o velhinho "Antas" : um Clube de topo de gama, na Europa, com uma Direcção eficaz (mas, contudo, discutível e/ou condenável, cuja ética desportiva reprovo), não pode ter uma gestão de relações com os adeptos, em termos funcionais (e entrar no Estádio é isso...) tão rudimentar.
Um belíssimo Estádio, como o "Dragão" merecia melhor gestão corrente...
Abel Ribeiro a 5 de Janeiro de 2011 às 10:18

Amigo Abel Ribeiro,
desejo-lhe um bom ano de 2011.
sobre a beleza dos estádio penso que o Dragão e o de Braga são os mais bonitos. Nunca estive no Estádio das Antas, mas visitei o da Luz.
Pelo que vejo na televisão, o novo Estádio do Benfica deve ser muito bonito também.

Apresenta-se um sócio do FC Porto, com lugar anual e que raramente perde um jogo no Dragão. O jogo com o Nacional foi mau de mais, de facto, mesmo se a derrota teve origem em erros individuais de suplentes que não deviam comprometer tanto.
Lamento as experiências de bilheteira relatadas, mas a vivência que tenho acompanhado não é essa. Os serviços do FCP, regra geral, são eficazes e muito orientados para o cliente/adepto. A título de exemplo, já estão à venda os bilhetes para todos os restantes jogos do clube no corrente mês.
Quanto ao famigerado vento, eu, que lá estou recorrentemente com o meu filho, posso garantir que faz lá o mesmo vento que faz cá fora, sendo certo que poderá haver zonas mais expostas às correntes de ar. De resto a arquitectura e a gestão do estádio são um comprovado "case study" por essa Europa fora.
José Carlos Pereira a 6 de Janeiro de 2011 às 19:30

Amigo José Carlos,
o jogo, aliás, o meio jogo que vi foi mau.
As bilheteiras uma desagraça, embora já me tenham garantido que tive azar e normalmente situações daquelas não acontecem.
Sobre o vento, acho que tem razão, haverão zonas mais expostas, no domingo senti o vento, embora quando estive no Dragão pela primeira vez em Outubro, em noite de temporal, no local em que estava não se sentia nada.
A arquitectura é e deve ser estudada, penso que o facto de se conseguir sair da cadeira ao exterior do Estádio em dois ou três minutos é extraordinário. Manuel Salgado (na altura pouco ligado à política) estava inspirado.

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