Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
06
Mai 12
Por João Monteiro Lima, às 00:05 | comentar

Recebemos de Cristina Vieira um pedido de divulgação da moção de censura aprovada por unanimidade na Assembleia de Freguesia de Soalhães, sob proposta do executivo:

 

No passado dia 30 de Abril foi aprovada por unanimidade, com todos os elementos desta assembleia presentes, uma moção de censura que foi apresentada à assembleia de freguesia pelo executivo da junta de freguesia.
Esta moção tem como objectivo mostrar o descontentamento deste orgão pelo facto de não haver por parte da câmara municipal uma resposta sobre a construção do centro escolar

MOÇÃO DE CENSURA

A freguesia de Soalhães tem uma vasta comunidade escolar, que apesar de num passado não muito longínquo ter taxas de absentismo e abandono escolar que preocupavam os agentes sociais, políticos e a comunidade docente, tem hoje, com um esforço de todos e por razões inerentes às mudanças sócio económicas resultados muito gratificantes em termos educativos e formativos da população soalhense.
Não obstante, as condições sociais, educativas e económicas terem evoluído, os centros escolares surgem como alternativa a uma Escola em que as condições físicas estão já ultrapassadas, onde o conforto e as condições para o sucesso educativo das crianças estão em causa. Assim surgem as candidaturas aos centros escolares. E o concelho do Marco de Canaveses não foi excepção. O centro escolar de Soalhães foi aprovado pelo ministério da educação no primeiro trimestre do ano 2008.
O município pagou 500 mil euros ( cem mil contos) pela quinta do casal, local onde estava previsto construir o centro escolar de Soalhães. Contudo verificamos passados quatro anos, que afinal o terreno não permite tal construção. Estranho processo este, onde se paga a uma entidade exterior ao municpio o projecto de arquitectura, para construir num terreno onde o PDM não permite a sua construção. Mas mais estranho é a CCDR-N enviar ofícios à câmara municipal a pedir elementos para que esta situação se resolva, e esperar 6 meses por respostas. Esta é uma atitude de irresponsabilidade e de incompetência. Até há poucas semanas atrás o Sr. Presidente afirmava que o Centro Escolar de Soalhães ainda não estava construído apenas porque o problema do terreno não estava resolvido; há poucos dias atrás já justificava a situação dando conta de que o país atravessa uma situação difícil e que o município não tem dinheiro. À Junta de Freguesia nunca a câmara respondeu aos pedidos de informação sobre em que ponto se encontrava o projecto. Colocada a questão pela Sra. Presidente de Junta na última reunião de assembleia municipal, se a freguesia ia ou não ter um centro escolar e para quando, nem uma palavra por parte do Sr. presidente da câmara sobre o assunto.
O executivo da câmara municipal tem faltado à verdade em todo este processo, não tem demonstrado vontade em construir o centro escolar de Soalhães, pois este está aprovado pelo ministério da educação desde 2008, com financiamento em cerca de 80% com fundos comunitários, ou seja num total de investimento elegível 1.622,658€, era financiado em 1.135,658€, e mesmo assim não vimos por parte da autarquia vontade em avançar com este projecto. É uma opção política do executivo da câmara e que nos exclui de um novo e próspero modelo educativo. Censuramos esta inoperância da autarquia, pois as nossas crianças mereciam uma escola diferente e com melhores condições.
Além do centro escolar a freguesia perde também o polidesportivo que estava agregado ao centro escolar. Um polidesportivo que a freguesia ambiciona há já vários anos. Duas perdas de grande importância para o futuro da freguesia que resultam de opções do executivo PSD da câmara municipal.


Soalhães, 30 de Abril de 2012

O Executivo da Junta

tags:

pesquisar blog
 
blogs SAPO