Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
28
Mai 13
publicado por João Monteiro Lima, às 12:55link do post | comentar

Nos últimos tempos, a disponibilidade para escrever e manter este espaço actualizado foi diminuindo. O Marco 2009, desde a sua criação, foi um espaço que graças as suas actualizações diárias foi merecendo uma atenção cada vez maior dos leitores e o tornou no espaço de referência da (e prova disso foram não (só) as visitas diárias que tinha, mas sobretudo a participação dos leitores (uma vezes de forma aberta e outras de forma cobarde sob anonimato, ou pseudo-anonimato) e a discussão que os assuntos que por cá eram abordados geravam entre os marcoenses).

Ora como se sabe, abandonei a Assembleia Municipal, pelos motivos que descrevi num outro post, e estando afastado da vida político-partidária por vontade própria (para que conste fui desafiado por 4 forças partidárias/ movimento independente para integrar as suas listas nas próximas eleições autárquicas), entendo que este é o momento para deixar o Marco2009.

Estando fora da política, não fará, no meu entender, grande sentido manter esta participação. Quando se participa na vida política, tem-se sempre mais informações, mais assuntos para discutir.

Vejo também que os eventuais candidatos aos órgãos autárquicos têm já os seus espaços, pelo que os leitores terão sempre sítios onde encontrar as informações que desejam.

Aproxima-se mais um ato eleitoral, os marcoenses pelo que se vê, serão confrontados com 5 candidaturas aos órgãos municipais, nas quais, uns querem continuar a ser Poder, outros acham que ainda deviam ser Poder, outros querem a todo custo ser Poder, e outros há que ainda não sabem se merecemos que sejam Poder  e os que restam, não sonhando tão alto, também não lhes desagradaria ser Poder.

A luta pelo Poder, as tricas partidárias, as jogadas de bastidores, as facadas nas costas, não fazem parte da minha forma de estar na política. Deixarei essas habilidades para os especialistas. 

Descansem todos os que estavam preocupados (e eram alguns, próximos do actual Poder) com uma candidatura que os próprios  davam por adquirida. Desenganem-se esses senhores, não sou como eles. Ao contrário desses e de outros, o que me levou a participar durante os últimos 19 anos, nunca foi o querer ser Poder, mas tão só ajudar a melhorar a minha Terra.

Aos leitores deste espaço, agradeço a atenção de dispensaram aos textos que escrevi e espero que o Marco 2009, a prosseguir, mantenha a linha que tem tido até aqui.

Termino tal como um dia um ex-Primeiro-Ministro de Portugal, "andarei por aí"


Caro amigo João M. Lima

Respeito, mas lamento a sua decisão, pois pela sua postura na vida política e social do Marco sempre o considerei um Homem livre, independente, convicto nas suas ideias, respeitado e até admirado pelos seus adversários políticos. E convenhamos, que por muito que custe a muito boa gente, homens da têmpera e no modo de estar na vida política como o meu amigo João Lima, há poucos cá pelo Marco, com muita pena minha.
O João M. Lima já explanou em anterior poste, as razões e motivos de índole variada, que o levaram a fazer uma pausa (?) na sua atividade política. Entendo talvez melhor que ninguém alguns desses motivos - não alinha nas tricas e tricas políticas, não corrobora certas atitudes hipócritas, não respeita, nem se dispõe a colaborar no modo de fazer política doutros tantos, muito menos se revê nos processos que uma larga maioria utiliza habitualmente para tentar ser, ou se manter no Poder, em especial aqueles que parafraseiam PPC ,custe o que custar.
Creio que João M. Lima me compreenderá e me perdoará este meu longo discurso.
Um abraço do amigo
João Valdoleiros
João Valdoleiros a 28 de Maio de 2013 às 16:24

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