Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
04
Mar 16
publicado por António Santana, às 23:12link do post | comentar

Nos últimos dias tenho passado parte das minhas noites a ler actas. São actas da Junta da Paróquia de Tuías desde 1896 e da Junta de Freguesia de Tuías de 1916  até 2013. Fui procurar identidades e posses, porque queria saber se aquilo que me diziam correspondia aos documentos escritos. Verfiquei que poucos, ou nenhuns, teriam lido tais livros, autênticas reliquias que são testemunhos daquilo que foi e é o nosso povo e a sua evolução ao longo de muitos anos. Fui surpreendido por muita coisa e descobri outras tantas. Houve evolução, mas continuam os mesmos defeitos e parece que andamos ás voltas dos mesmos temas sem conseguir seguir em frente. Engraçado ler as actas do meu avô, Presidente de Junta de Freguesia de 1934 a 1954, com um interregno pelo meio de cerca de 6 anos, e ver que algumas das questões que ele colocava nessa altura, também eu as coloco agora. Ler documentos que falam da presença de Adriano José Carvalho e Melo, nas reuniões da Junta Paroquial, é algo fabuloso. Li também actas assinadas por dois Presidentes de Junta de Freguesia de Tuías que foram meus professores como o Professor Carlos da Silva Andrade e da Professora Dª Maria Amália Martins. As actas escritas pela Professora Maria Amália Martins são deliciosas. Para além de retratarem o que seguramente se discutia nas reuniões de excutivo da sua época, são textos com pormenores que diferenciam quem faz as coisas por prazer e convicção, dos que apenas fazem por profissão ou porque sim. Quero aqui prestar uma homenagem àqueles que se dedicaram e dedicam à causa pública por prazer e paixão, e porque não, ao meu avô, aos meus tios, e ao meu pai que também fizeram parte da Junta de Freguesia de Tuías, e que neles tropecei ao ler estes documentos.

Ao retomar este espaço, deixo uma homenagem também ao Coutinho Ribeiro, que também se envolveu na coisa pública e muito contribuíu para longas discussões que sempre tiveram como objectivo o bem comum. Fazem falta homens com ideias e convicções que nos despertem para caminhos mais seguros e menos movediços. Que tal se os começasse a procura para me acompanharem neste desafio de reactivar este espaço ?

 


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