Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Mai 09
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar

TRANSPORTES E ACESSIBILIDADES

 

A Câmara Municipal deve gerir eficazmente a rede viária sob sua jurisdição e lutar junto das autoridades competentes pela melhoria das acessibilidades que servem o município. 

A construção de uma ligação do baixo concelho ao IC 35, permitindo dessa forma um acesso mais fácil dessas freguesias à A4, em Penafiel, assim como a criação de um novo nó da A4 na zona da Livração, merecem que todas as forças políticas se unam num pacto local que reivindique essas obras junto do poder central.

Ao nível do caminho-de-ferro, o projecto de reformulação da linha do Douro até Marco de Canaveses não pode ser mais adiado, sob pena de vir a agravar alguns dos constrangimentos actualmente existentes, pelo que a autarquia deve exigir do Governo o cumprimento do planeamento recentemente anunciado. A Câmara deve lutar igualmente pela eliminação de todas as passagens de nível e pela remodelação das estações que servem o concelho. Defendo uma negociação com a CP e a REFER com vista à construção de um centro multimodal de transportes junto à nova estação, em Rio de Galinhas, fazendo desse pólo o centro da rede de transportes rodoviários que servirá a estação de caminho de ferro e o centro da cidade.

Deve haver uma aposta no uso de transportes públicos nas deslocações de e para o centro da cidade e entre os principais aglomerados urbanos. Para tanto, a autarquia deve avançar com negociações com os operadores privados no sentido de implementar uma rede de transportes públicos eficaz, que sirva os interesses dos utentes. A capacidade de estacionamento é outra área a merecer uma intervenção atenta, devendo aumentar, de forma racional, o número de lugares de estacionamento disponíveis, designadamente na cidade.

O desenvolvimento do concelho passa pelo aproveitamento dos dois grandes rios, o Douro e o Tâmega. A construção de uma via marginal ao Rio Tâmega, entre o Torrão e a cidade, permitiria fomentar essas potencialidades naturais. Esta marginal devia ser enquadrada por um plano de ordenamento e construção urbana que privilegie a construção unifamiliar de primeira e segunda habitação e novos equipamentos de apoio aos desportos náuticos e ao turismo.


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