Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Mai 09
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar

SAÚDE E SOLIDARIEDADE

 

Os marcoenses exigem que os seus representantes políticos reivindiquem de forma permanente, junto da Administração Central, as instalações e os meios técnicos e humanos indispensáveis para a prestação de melhores cuidados de saúde aos marcoenses, tanto no centro de saúde da sede de concelho como nas extensões existentes nas freguesias. 

A falta de médicos que se faz sentir em muitas freguesias é um assunto que deve merecer uma particular mobilização da Câmara. O futuro executivo terá de empenhar-se na resolução urgente deste problema, mobilizando todas as forças partidárias para este objectivo e criando incentivos para a deslocação ou fixação no município dos profissionais de saúde que aceitem vir preencher as vagas existentes. Adicionalmente, a autarquia deve reunir as condições exigidas para instalar em Marco de Canaveses as Unidades Móveis de Saúde  suficientes para percorrer as freguesias mais problemáticas e prestar os cuidados de saúde necessários às populações.

À Administração Regional de Saúde deve exigir-se melhores condições para os cidadãos marcoenses no acesso às unidades hospitalares da região. A Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses, por seu lado, justifica todo o apoio da Câmara no desenvolvimento do Hospital Santa Isabel, uma unidade emblemática e de uma importância extrema para a saúde e o bem-estar dos marcoenses.

Na área social, deve privilegiar-se o investimento em equipamentos sociais para idosos, criando uma rede de centros de dia, complementada por um serviço de apoio domiciliário e de prestação de cuidados continuados, em articulação com as instituições de solidariedade social existentes. 


Permita que acrescente um item á sua lista. No nosso concelho existe um número significativo de cidadãos portadores de deficiência Os jovens e adolescentes são apoiados enquanto frequentam o ensino oficial, apoio que cessa no momento em que os mesmos deixam de frequentar a Escola. Actualmente alguns, em idade escolar, são apoiados em instituições fora do concelho. Assim, torna-se necessário encontrar, no nosso concelho, resposta para as necessidades para estes CIDADÃOS durante e após a frequência do ensino obrigatório, de modo a permitir a sua plena integração na sociedade.
antonio ferreira a 15 de Maio de 2009 às 15:00

Não podia estar mais de acordo. Temos de ser capazes de proporcionar a essas pessoas as condições que elas merecem e de que necessitam para serem cidadãos em plenitude.

Sublinho o último parágrafo, sobre a Acção Social, um vedadeiro deserto onde, curiosamente, existe um "cortejo" de lugares (instituições) comuns.
O elogio à Misericórdia é lógico. Contudo,será um exemplo de excelência na solidariedade, mesmo na saúde ? Duvido. Quem vai á Rede Social só para obter pareceres favoráveis para grandes obras deve refectir sobre o que entende por parcerias sociais e sobre liderança que devia exercer.
Mas o exemplo vem de cima.
Quando, para uma figura de intervenção estruturante para encararar a "emergência social", que será o Contrato Local de Desenvolvimento Social, a Câmara escolhe uma instituição que, há 2 anos, por causa de um punhado de euros, tem equipada, mas não abre, uma unidade de cuidados continudos, fica claro o que Manuel Morerira pensa da Acção Social, que não é muito diferente do que aquilo que Ferrera Torres dizia : "Para o que é que são precisos profissionais para a àrea social, se temos padres e as suas obras ?" Até Bento XVI coraria de vergonha...
Perante isto, também as obras de apoio social precisam de um espírito "republicano" : nascerem nas comunidades locais. Manuel Moreira sabe que, aqui, já há quem o faça, fora da sua alçada, o que lhe custa muito; talvez por isso já me "sopraram ao ouvido", que vou ter um "desgosto" na reunião da Rede Social de dia 19. Que instituições terá Manuel Moreira indicado, para acolitar o "escolhido" Fundação de Stº António, ", no dito Contrato Local de Desenvolvimento Social ? Fico esperando.
Abel Maria Simões Ribeiro a 15 de Maio de 2009 às 19:06

As suas observações são pertinentes, mesmo se não conheço em profundidade as disputas que refere entre as diferentes instituições com intervenção social, sob a capa da autarquia.
Se distingui a Misericórdia e o seu Hospital foi por saber que os serviços que presta são muito importantes para os marcoenses, desde logo por razões de proximidade. O que não quer dizer que tudo seja um mar de rosas. Efectivamente, não é.

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