Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Jun 09
publicado por João Monteiro Lima, às 22:47link do post | comentar

Em Sesimbra, a edilidade liderada por Augusto Pólvora (PCP) - mas onde todos os vereadores têm pelouros - tem uma forma diferente de envolver os municipes na decisão dos investimentos a realizar.

Denominadas "Opções participadas",  estas iniciativas visam envolver as populações na gestão do concelho, através de sessões públicas onde são apresentadas as propostas que integrarão as Opções do Munícipio. Em simultâneo, os munícipes são ouvidos, e as decisões tomadas são responsabilidades de todos.

A verba disponibilizada pela Câmara ascende a € 500.000, sendo esta distribuída pelas freguesias com base no território e eleitores de cada um das freguesias do concelho.

Para além desta iniciativa, a Câmara de Sesimbra tem sempre um calendário repleto de eventos, e não só neste ano de eleições.

Apostando claramente no turismo e na cultura, o munícipio é projectado ainda mais longe e são cada vez mais os que visitam este concelho da Costa Azul.

E  mesmo distante de Sesimbra é fácil saber o que por lá se passa. Basta um clique no site da Câmara.

Esta é, sem dúvidas, uma Câmara mais próxima dos cidadãos. Onde todos contam. Desde a divisão de pelouros à participação dos munícipes.

Seria possível aplicar esta forma de fazer política ao Marco?


Caro João
A prática de todos os Vereadores, mesmo de oposição, terem Pelouros, significa, quer do Poder, quer da dita Oposição, uma cultura de participação e responsabilidade, que não se compagina com discursos de campanha onde se diz, antecipadamente, "eu sou me candidato a Presidente". Tirando algumas Câmaras, como a que refere, o hábito é uma oposição amorfa e silenciosa, no executivo camarário , que, quanto muito, usa a sua voz só na Assembleia Municipal.
Isso significa um desperdício daquilo que é uma característica do nosso Poder Local : haver executivos multipartidários, onde todos, mesmo os que não conseguiram "presidir", podem ter responsabilidades, se, simultaneamente , as quiserem e também, se lhe as derem. Mas algo podem sempre fazer : ter voz, propor , sugerir, criticar, como Vereadores de oposição.
Por isso, caro João, quando vejo, na Câmara do Marco, ou, mesmo, na Câmara de Baião, vereadores de oposição mudos, em ideias e intervenções, isso fá-los cúmplices das medidas tomadas pela maioria autárquica que governa. E isso dá-lhes, hoje, muito pouca legitimidade para se dizerem alternativa. Precisamente, pela "ausência" que tiveram em todo este tempo.
Abel Maria Simões Ribeiro a 30 de Junho de 2009 às 11:51

Caro Abel Ribeiro,
Estou de acordo com tudo o que escreveu.
Muitas vezes, as opsoições não sabem fazer o seu trabalho.
Olhando para o caso da oposição na Câmara do Marco, vemos que os vereadores da "oposição" poucas vezes estiveram contra as decisões do executivo, e não foi por falta de assuntos. Dos 3 vereadores da oposição não saõ conhecidas muitos votos contra propostas do executivo. Abstenções sim, e ausência da sala também.

Caro João Lima,

Honra seja feita a esta autarquia, mas convenhamos lembrar que isto só foi possível por negociação, dado que a CDU não tinha maioria!!
José Guerreiro a 30 de Junho de 2009 às 14:18

Caro José Guerreiro,
Obviamente o facto da CDU não ter tido maioria absoluta levou a que tivesse que negociar com as outras forças. Mas podia tê-lo feito só com uma das forças, e fê-lo com as duas.

João, Sesimbra é uma terra agradável, bonita, com bom peixe, à beirinha da Arrábida e a que apetece sempre voltar.
A situação que descreve só acontece porque a CDU ganhou sem maioria. Assim, como o adversário que se equivale é o PS, a CDU ou fazia maioria contranatura com o PSD ou partia para uma solução mais abrangente, de modo a diminuir os danos. Se a CDU ganhar em Outubro próximo com maioria distribuirá pelouros? Aposto que não.
Quanto às Opções Participadas, que apenas dizem respeito a uma pequena parcela do orçamento, não me custa elogiar este exemplo de democracia participada.
Recordo que eu e o João temos desafiado Manuel Moreira e o PSD a dialogarem com a oposição no momento de elaborar o orçamento e as opções do plano de Marco de Canaveses. Para mais quando o PSD não tinha maioria na Assembleia Municipal. Passou-se o mandato com Moreira a reconhecer que tínhamos razão, mas a oportunidade foi-se sempre escapando...
José Carlos Pereira a 1 de Julho de 2009 às 19:46

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