Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
17
Jul 09
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar

A Câmara de Paços de Ferreira deu um bom exemplo de atenção ao crescimento do desemprego e inaugurou ontem um gabinete de inserção profissional, com o objectivo de apoiar os desempregados pacenses, divulgando ofertas de emprego e encaminhado-os para acções de qualificação.

Estas boas práticas devem estimular a autarquia marcoense a encetar medidas que ajudem os nossos conterrâneos desempregados - que pretendam trabalhar! - a enfrentar os tempos difíceis que vivemos.


Caro Zé Carlos, realmente apresenta aqui mais um exemplo de boas práticas de gestão autárquica e, independentemente da cor dos partidos políticos que as governam, parece-me que os autarcas deveriam estar atentos às mesmas e tentarem "copiar" o que se encontra de bom e implementar o que se adapta às necessidades do nosso concelho. A relação entre a procura no mercado do trabalho e a oferta de formação tem que ser estreita e a Câmara Municipal pode e deve ter aqui um papel muito importante. Contudo, continuo a dizer que se a autarquia não conseguir cativar novos investidores que criem postos de trabalho,este trabalho será em vão. O Marco tem que ter uma estratégia neste âmbito, coisa que nunca aconteceu.
mariahelenalves a 17 de Julho de 2009 às 10:42

Estamos de acordo. E desafiei por várias vezes este executivo a implementar uma estratégia de promoção e atracção de investimento para o nosso território.

Apenas uma pequena correcção. Esse exemplo não serve para o nosso Concelho, pois desta vez antecipamo-nos.
A camara do Marco já colocou em funcionamento à algum tempo 1 Gabinete de Inserção Profissional.
Afinal sempre temos pessoas atentas a dirigir a nossa autarquia.
Luis Soares a 17 de Julho de 2009 às 12:29

Não disse que a Câmara do Marco não tem um Gabinete. Disse, sim, que a autarquia, olhando para as boas práticas, deve fazer mais e melhor pelos desempregados marcoenses.

De facto não disse que a camara do Marco não tinha, mas que deu a entender lá isso deu, mas admito que é tudo uma questão de interpretação, no seu texto diz:
"Estas boas práticas devem estimular a autarquia marcoense a encetar medidas que ajudem os nossos conterrâneos desempregados"
O que Paços de Ferreira fez foi exactamente o mesmo que o Marco fez, mas o Marco fez primeiro, Paços seguiu o bom exemplo do Marco.
Mas interpretações á parte o importante é que se tenha feito e que os bons exemplos, venham eles de onde vierem, sejam seguidos ou de preferencia melhorados.
Luis Soares a 17 de Julho de 2009 às 12:55

Poderá haver quem tenha interpretado assim, mas o que disse foi retirado da reconhecida linha de actuação da Câmara de Paços de Ferreira. Uma simples visita ao site dessa Câmara permite ver a importância que aí é atribuída ao desenvolvimento económico, às zonas de acolhimento empresarial, ao emprego, aos apoios ao investimento. Paços de Ferreira tem sido citado pelos bons exemplos e foi isso que pretendi salientar. Aliás, há até quem pense que os esforços nessa área, designadamente as condições para instalação da IKEA, foram para além das capacidades financeiras da autarquia, mas isso são contas de outro rosário...

Posso confirmar. Foram atribuídos pelo menos, dois GIP, no Concelho, á Câmara e à AE Marco.
O reverso da medalha foi o facto de ter havido mais duas candidaturas a esses GIP (Gabinetes de Inserção Profissional), preteridas, pelo IEFP.
Uma era feita por um consórcio de instituições (e respectivas Juntas de Freguesia) de Toutosa, S. Nicolau, Banho e carvalhosa, Constance, Stº Isidoro, visando, precisamente, facilitar o acesso dessas populações, presencialmente, com um sistema de atendimente descentralizado. Este consórcio tem uma história dese Novembro de 2007, de candidaturas comuns, de ensaios de planeamento estratégico, muito mal vistas, ao que parece, pelo executivo municipal.
A outra, liderado pela Associação das Colectividades do Concelho, que visava, simplesmente, utilizar os espaços do movimento associativo para tal fim.
Mais uma vez, optou-se por um "não" a estas duas candidaturas, da sociedade civil, preferindo-se o conforto de "mais um serviço" municipalizado" ou "corporativizado".
Por isso, um dos problemas do Marco é o "adormecimento" da sociedade civil ou o seu anulamento e o "anátema" que se lança sobre quem afronta a corporação municipal ou de interesses económicos.
Pessoalmente, já o sinto "na pele".
Por isso, governar a Câmara, à esquerda, é necessário. Porque a esquerda, por conceito, é civilista, associativa e participativa.
Abel Maria Simões Ribeiro a 17 de Julho de 2009 às 15:05

Caro Dr. José Carlos Pereira

Eu também fiquei com a ideia que nada tinha sido feito pela Câmara, é tudo uma questão de interpretação daquilo que escreveu. Nem sempre corre tudo bem, mas o importante a reter é que a questão foi colocada e com sentido positivo. Valha-nos isso e tem a sua acuidade no momento que se vive no Concelho.
Um abraço

José António
José Antonio a 17 de Julho de 2009 às 17:24

Penso que já expliquei acima o que pretendi sublinhar com este post.

O facto de já existir na Câmara do Marco um gabinete de apoio ao desempregado não tira a pertinência da questão. Se existe e as pessoas não se aperceberam é mais um dos muitos gabinetes que têm nascido, como cogumelos e que só servem para constar no papel. Por outro lado a inexistência de um plano estratégico para cativar investidores é por demais evidente para alguém a contestar.
Em relação a questões de formação profissional tenho informação privilegiada de que houve várias tentativas e pedidos do Centro de Emprego para que a Câmara disponibilizasse, por exemplo, uma cozinha industrial para serem ministrados cursos de cozinheiro e a resposta foi sempre a mesma, negativa ou inexistente.

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