Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Ago 09
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 05:20link do post | comentar

Os mais entusiastas apoiantes de Artur Melo andam embebecidos com o que reclamam ser as dissenções no seio do PSD do Marco,  para tentarem demonstra que elas não são só no PS. Percebo-lhes o raciocínio e o objectivo. mas acho que está o raciocínio inquinado. As dissenções no PSD dizem, apenas, que o presidente Manuel Moreira optou por deixar os inúteis de fora. Já quanto ao PS, a questão é outra::Artur Melo não conseguiu cativar os socialistas úteis para a sua causa.


Desculpa-me mas não percebi!
Eu ainda acredito que o PSD é um partido democrático, o D deve ter a ver com isso, e por isso tem que respeitar que mesmo os “inúteis” tem o direito de votar e pelo que sabemos ganharam as eleições no PSD Marco. Agora a exclusão pura e simples pela parte de um candidato (desse partido) dos eleitos pelos militantes para as várias listas concorrentes é que acho estranho. Também acho estranho que não sejam respeitadas as regras do próprio partido e não seja dada opção para que os seus militantes se possam pronunciar sobre as mesmas listas. Muitos neste fórum não devem sequer lembrar-se do que representou a Revolução dos Cravos mas de certeza que todos sabem que esse dia permitiu aos portugueses poderem escolher os seus representantes quer nas eleições nacionais ou autárquicas, mas também dentro dos próprios partidos.
Se o PSD que tu apoias hoje representa um recuo ao passado e não aceita as escolhas democraticamente realizadas que venha o diabo que escolha entre MM e AFT pois estamos sempre a falar de soluções que cheiram a ditadura.
E porque digo isto? Eu e muitos militantes da Juventude Centrista do distrito Porto sofremos na pele uma situação idêntica no passado. Tentávamos defender as escolhas democráticas que centenas de militantes tinham democraticamente realizado em eleições internas do partido. Na altura também altos quadros impuseram nos órgãos distritais e nacionais as suas escolhas. E mais não digo.
Eu não quero recuar a esses tempos e muito menos a 24 de Abril de 1974. E teoricamente sou um liberal e hoje todos nos apontam como de direita. Antes do 25 de Abril éramos de esquerda.
Por isso não posso deixar defender as posições dos militantes do PSD do Marco que não se reconhecem no candidato do próprio partido. E apesar de ser apoiantes do Artur não fico contente com o que se passa no PSD. Acredito que nem o Artur está contente. Qualquer democrata percebe e defenderá até às últimas forças que a representatividade democráticas dos eleitos dentro dos partidos é algo que todos devem defender sejam liberais, democratas cristão, sociais democratas, socialistas ou comunistas.
Eu fiquei apreensivo quando soube que o Artur passava por uma situação idêntica onde os interesses de poucos se impunham às escolhas democráticas dos militantes do PS Marco. E foi nesse dia que lhe transmiti que teria todo o meu apoio. Felizmente o Artur ganhou a sua (nossa) guerra e repôs os direitos dos socialistas marcoenses.
Infelizmente o PSD Marco não conseguiu isso, mas eu não estou feliz, nem acredito que socialistas ou qualquer um dos outros simpatizantes de forças democráticas o possam estar. A DEMOCRACIA é que está triste e ai a tua bipolarização passa para os que defendem a democracia e os interesses dos marcoense ou simplesmente os interesses mais mesquinhos das minorias.


Sobre os socialistas úteis que o Artur não conseguiu cativar, mais uma vez tenho que defender os princípios democráticos que tem que existir dentro dos partidos. O Artur está legitimado por aqueles que o elegeram e ai a responsabilidades das suas escolhas terá que ser avaliada é devida altura. Pelo que eu conheço dos seus apoios dentro do Partido Socialista tem ao lado dele os que são importantes, são que aqueles que respeitando as regras democráticas do seu partido apoiam o seu líder. Mas além disso conseguiu apoios em simpatizantes de outras ideologias (tal como eu) pois reconhecem nele um verdadeiro democrata, marcoense e capaz de dar um novo rumo ao concelho.
O que eu próprio recomendo a todos aqueles que não estão contentes com os seus representantes é que dêem uma oportunidade ao Artur. Conheço o Artur desde de sempre e sei que continua a ser o mesmo e a defender sempre as mesmas causas. E só isso merece de nós todos respeito. E mais não digo.
jvaldoleiros a 29 de Agosto de 2009 às 14:15

Jorge:
Estás a confundir planos. Esqueces que a Secção do PSD-Marco confirmou por unanimidade Manuel Moreira como candidato. A partir daí, o candidato tem que ter liberdade para escolher. Nâo fez assim o Artur? Escolheu quem quis... Ou quem pôde.
Quanto a solidariedades, talvez valha a pena referir que devo ter sido a primeira pessoa que, publicamente, defendeu o Artur na malfeitoria que lhe fizeram...

Desculpa-me, mas depois da tua resposta reli o meu post e cometi um erro.
Não deveria ter dito que: “Por isso não posso deixar defender as posições dos militantes do PSD do Marco que não se reconhecem no candidato do próprio partido.” Mas sim “Por isso não posso deixar defender as posições dos militantes do PSD do Marco que não se reconhecem nas listas do próprio partido.”
Pois como dissestes, e até agora ninguém o desmentiu, o PSD Marco aprovou o candidato por unanimidade. Mas pelo que se diz não aprovou as listas e ninguém também o desmentiu.
Esta pequena diferença é que foi um erro de Manuel Moreira. A democracia obriga a consensos que deveriam ter sido conseguidos por um verdadeiro líder.
Sobre o Artur não quis dizer também que não o defendeste. Só quis comparar as situações. Mas se a situação em si, que o Artur passou, serviu para que muitos o criticassem por falta de apoio dentro do Partido Socialista, o que agora as mesmas vozes tentam minimizar em relação à situação do MM.
jvaldoleiros a 31 de Agosto de 2009 às 21:49

Convido todos leitores que visitem a minha Sede de Campanha online, e deixem se quizerem as vossas ideias para que todos juntos tornemos "SOALHÃES PRIMEIRO"


www.miguelgregorio2009.com
Miguel Gregorio a 30 de Agosto de 2009 às 12:44

Por vezes (muitas....) é fácil falar (escrever...).
No entanto quando não se sabe a verdade, fica feio vir falar e escrever sabre "coisas" que não se sabe ou não se conhece. É natural as pessoas enganarem-se quando nem sempre estão ou estiveram presentes nestes últimos anos na vida "política" marcoense. Será que se lembram do que se passou no PSD em 1997 ??
E o que se passou na candidatura do Qim Manel em 2001 ? E mesmo na candidatura de Manuel Moreira em 2005 ?
Pois é, não sabem nem se interessaram em escrever ou dizer nada nessa altura, não foi ?
A vida política para algumas pessoas não começou em 2005. Há gente que por cá anda há muito tempo e tem memória. Há gente que cá anda há muito tempo a batalhar por um Marco mais democratico, que não precisou do ano de 2005 para poder falar dizendo o que lhe vai na alma. Na verdade foi preciso MM ganhar as eleições para muita gente (alguns que sempre apoiaram FT e viam-se nas suas listas...) poder escrever e dizer o que lhes vai na alma... Cada um é livre de dizer e fazer o que quer sobre estas eleições autárquicas mas, depois não se arrependam se a "coisa" volta a "descambar".
pascoaez a 30 de Agosto de 2009 às 22:22

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