Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
31
Ago 09
publicado por José Carlos Pereira, às 20:45link do post | comentar

O desemprego voltou a subir em Julho em Marco de Canaveses, sinal de que o recuo verificado no mês anterior terá ficado a dever-se sobretudo à sazonalidade. Com efeito, em Julho o número de inscritos no centro de emprego aumentou para 3.478 pessoas, o número mais elevado desde o início do ano.

Segundo os indicadores do Instituto do Emprego e Formação Profissional, Marco de Canaveses continua a ser o quarto concelho com maior volume de desemprego na subregião do Tâmega e Sousa, depois de Paredes (subiu para 5.361), Amarante (cresceu para 3.859) e Felgueiras (diminuiu para 3.550).

 

 


Sr. José Carlos Pereira, não vale a pena o sr. colocar esses post sobre o desemprego, pois esse desemprego é ficticio. toda a gente sabe que 75% desses "desempregados", de desempregado só tem o titulo. esses 75% são os biscateiros e as mulheres a dias. em suma se houvesse fiscalização em portugal, não se registava desemprego.
José Augusto Pereira a 31 de Agosto de 2009 às 22:47

Parece-me que exagera. Infelizmente, o desemprego é bem maior do que aquele que está registado nos centros de emprego. Embora também seja verdade que a economia informal faz com que haja desemprego declarado que não é desemprego efectivo...

Infelizmente não é uma novidade pois esta tendência como já tinha sido transmitida no site do Artur Melo no passado dia 18. Representa um crescimento no desemprego de 20% desde o início do ano. Um crescimento ainda maior, 32%, desde Julho de 2008 E ainda um crescimento de 21% relativamente a Julho de 2006. Podem verificar os dados no site do IEFP.
Assustador é que o crescimento do desemprego desde Julho de 2006 na faixa etária dos 35 aos 54 anos é de 54%.
Como o Artur Melo também disse isto é uma autêntica “bomba social” que requer uma resposta clara dos candidatos.
Na minha opinião a autarquia tem muito que fazer para inverter a capacidade de atrair investimento privado ao Marco. A era do investimento à procura de mão-de-obra barata já passou pelos menos na Europa a que pertencemos. A capacidade de atracão dos investidores passa por outros factores o principal dos quais é a formação. Esta é outra das bandeiras do Artur Melo.
Se não se inverter definitivamente estas tendências no Marco, estaremos sempre a falar de uma autarquia falida, sem emprego, sem capacidade dos eleitos darem respostas aos problemas dos Marcoenses.
Não tem sido este o tema das intervenções da maior parte dos candidatos?
- A autarquia estava falida (e agora ainda está mais) e não pude fazer nada.
- Se eu tivesse continuado lá a obra tinha continuado (mas fui para Amarante e ninguém me obrigou).
- Eu vou fazer diferente (mas fui vereador, presidente e braço direito durante anos).
Agora temos que mudar de atitude, enfrentar a situação e escolher alguém que traga uma Mudança não tranquila, mas efectiva.
jvaldoleiros a 31 de Agosto de 2009 às 22:56

Eu não disse que era novidade. É tão só a continuação da informação sistemática que aqui tenho deixado há uns meses a esta parte.
Escreverei em breve sobre esta matéria, em publicação prestes a sair para as bancas.

Não me compreenda mal pois não estava a criticá-lo relativamente à questão de este assunto ser novidade, ou não, antes pelo contrário. Estava somente a referir-me que o facto já não era só de agora e que um dos candidatos já o tinha colocado em discussão.
Concordo totalmente consigo neste caso e penso que é tratando deste tipo de assuntos que se eleva uma discussão que todos deveriamos estar a ter.
Os números que eu apontei , tinha estado a olhar para eles no fim de semana, para tentar perceber qual estava a ser o impacto real do desemprego em vários concelhos do Distrito do Porto a curto e a médio prazo. Pois como todos sabemos é só com muito trabalho que no fim de tudo os problemas se resolvem. E se muitos não conseguirem dar o seu contributo, porque nem sequer emprego tem, mais difícil será a todos ultrapassarem a crise.
Continue nesta linha de debate, pois independentemente dos candidatos que cada um intervenientes neste blogue apoie, é uma verdadeira mais-valia a reflexão neste temas.
jvaldoleiros a 1 de Setembro de 2009 às 00:38

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