Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
03
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 12:50link do post

Aproximam-se as eleições legislativas de 27 de Setembro e com elas vêm alguns constrangimentos para as estruturas partidárias de PS, PSD e CDS-PP em Marco de Canaveses. Vejamos:  

Artur Melo, presidente da concelhia do PS e candidato à Câmara Municipal tem insistido que a sua candidatura é um movimento abrangente de cidadãos, de todas as áreas e credos. Na própria apresentação da sua candidatura, a imagem do PS surgiu tão “escondida” que isso causou estranheza a alguns dos responsáveis socialistas convidados. Percebe-se que Melo, pragmático, privilegia a federação de todos os descontentes com as governações de Ferreira Torres e Manuel Moreira em detrimento do alinhamento partidário com o PS. A própria escolha de alguns candidatos evidencia isso mesmo. Por outro lado, Melo nunca foi um apoiante convicto de José Sócrates, o mesmo se dirá de alguns dos seus seguidores, e não estará muito disponível para dar a cara pelo PS se pressentir que a colagem a Sócrates e ao Governo pode prejudicar a sua candidatura à Câmara. Se juntarmos a isto as desavenças com a distrital compreendemos que Melo tem vontade que a campanha das legislativas passe depressa e que não atrapalhe muito. O que pensará de tudo isto Cristina Vieira, membro da Comissão Nacional e número dois da Comissão Política Concelhia, com boas relações com os dirigentes distritais?

No PSD o problema é diferente. A concelhia liderada por José Cruz sentiu-se desautorizada pela distrital e pelos órgãos nacionais no processo de escolha dos candidatos autárquicos, que inclusivamente tentou impugnar. E sabe também que no caso de Manuela Ferreira Leite vir a Marco de Canaveses em campanha preferirá ter a seu lado Manuel Moreira e o executivo autárquico em vez do aparelho concelhio – foi isso que já sucedeu em Leiria, num caso com contornos parecidos. Quanto à distrital, ficará na expectativa, comprometendo-se o menos possível com todas as partes, como é apanágio dos seus dirigentes. No meio de tudo isto fica Luís Vales que, apesar de ser candidato a deputado na condição de líder distrital da JSD, tem responsabilidades locais e é autarca ao lado de Manuel Moreira. Também o PSD quererá que este período passe o mais depressa possível.

Finalmente, o enigmático CDS-PP. Os dirigentes distritais queriam concorrer à Câmara – a isso obrigaria a história local do partido – mas foram manietados por Ferreira Torres, tal como tinha acontecido em Amarante há quatro anos. Apoiantes de Torres “conquistaram” a concelhia e, com isso, salvaguardaram que daí não viria qualquer surpresa. O presidente da concelhia, Paulo Santos, integra a lista de Torres para a Assembleia Municipal, num lugar discreto, e é também candidato a deputado, embora inelegível. Apareça por cá o ufano Paulo Portas, pregador da moral e dos bons costumes, e podemos sempre perguntar-lhe o que pensa deste conúbio entre o seu partido e o movimento de Ferreira Torres. A propósito, alguém poderá esclarecer se Avelino Ferreira Torres, ex-dirigente nacional e “senador”, ainda é militante do CDS-PP?

 


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