Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
06
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 11:00link do post | comentar

Prolífico

 

"Em 32 anos, não me recordo de nenhuma empresa que se instalasse no Marco de Canaveses e tivesse promovido a prolificação de emprego".

  Artur Melo, in "País Positivo" - Agosto de 2009

 


O Dr Melo ha-de tentar visitar de vez em quando o concelho do Marco ou então a definição dele de 32 anos é diferente da minha... talvez...

BS a 7 de Setembro de 2009 às 14:30

Eu também não me lembro de nenhuma empresa de fora do concelho ou estrangeira que tenha escolhido o Marco para se instalar. E obviamente que tenha algum impacto em termos de emprego. Penso que foi este sentido que Artur Melo deu à frase.

Mas tal como ele podemos estar enganados. Alguém pode dar exemplos?

Conheço algumas empresas do concelho que optaram por deslocar as suas sedes para fora do Marco.

Era boa discussão tentar perceber a razão de tal escolhas.

Eu como empressário quando tive que criar uma empresa de serviços em 1988 e mais recentemente outra em 2000, não tive possibilidade de trazer esse investimento para o Marco por um conjunto de dificuldades das quais destaco a falta de recursos humanos adequados no concelho. Este ponto também levantado pelo Artur Melo.

Existem obviamente outros factores que afastam este tipo de investimentos a que o poder político sempre foi alheio, e em grande parte porque a maior parte dos políticos nunca tiveram experiência empresarial. Veja-se o actual presidente que tem um optimo curriculum repleto de funções politícas e nada mais.

Não basta dizer-se de 4 em 4 anos que se vão criar condições para atrair investimento. È preciso saber como.

Não sei se Artur Melo se referia apenas a investimento estrangeiro ou a empresas vindas de fora do concelho. O que sei é que é necessário ter cuidado com frases tão definitivas.
Embora em número reduzido, há empresas que têm investido no concelho, apesar do contexto difícil. No sector da extracção e produção de granito, no comércio e distribuição automóvel, nas indústrias têxtil ou de moagem, há empresas de referência e até capital estrangeiro.
É claro que é insuficiente para as necessidades do Marco e tenho lembrado as vantagens de apostar numa estratégia concertada para a atracção de investimento - escreverei sobre isso nos próximos dias num renovado órgão de informação regional. Todavia, não se pode esquecer que a situação de ruptura financeira causada pelo desgoverno dos executivos de Ferreira Torres impõe hoje a derrama e as taxas máximas de IMI e IMT, o que impede a Câmara, qualquer que seja a sua liderança, de implementar por essa via medidas activas de promoção do investimento.

O Sr. Artur Melo devia conhecer melhor o concelho do Marco pois é uma ofensa pôr um cartaz a dizer o que vais fazer em Alpendurada a quilómetros de acabar S. Paio de Favões . Deve pensar que Favões acaba ali. Só pode, ou decerto nem conhece Favões , ou pensa que faz parte de Alpendurada....
Dm a 8 de Setembro de 2009 às 10:48

Dr. Melo deveria ter-se informado melhor antes ter proferido uma frase tão dura e fria.
Ainda no ano passado uma empresa de cofres Caradona Benito" investiu milhares de Euros num novo pavilhão onde outrora laborou uma empresa têxtil de capital Alemão, investiu em novas máquinas e tem nos seus quadros algumas dezenas de trabalhadores que praticamente todos eles são de Marco de Canaveses.
No entanto deu para entender a mensagem que Dr. Melo quis transmitir, mas estes problemas de falta de investimento quer nacional ou estrangeiro, as deslocalizações das empresas para países economicamente mais atractivos (pobres), acontece em todo o nosso país e isso reflecte a forma passiva como o nosso Governo assistiu e continua assistir a este flagelo que todos os dias atira centenas de pessoas para o desemprego e para uma vida de incertezas, continua a ser inadmissível a facilidade que as empresas têm de abrir falências deixando dividas por pagar indemnizações por pagar, etc..etc....
Por isso o que acontece no nosso concelho é apenas uma ínfima parte do que acontece em Portugal inteiro.
Leonel Guimarães a 8 de Setembro de 2009 às 14:42

Eu fui-me informar na base de dados da D&B e fiz as seguintes pesquisas:
Empresas fundadas após 1978, com mais de 50 empregados e 2.000.000€ e encontrei 35 empresas.

Entre as quais 19 empresas de construção civil e 3 empresa têxtil.

Aumentei o número de empregados para 100 e o número reduziu para 15 empresas no total.

Aumentei a facturação para 5.000.000€ e o número reduziu para 5.

Das quais uma JAPAutomotive é centenária e está neste momento em Paredes.
A M.Coutinho tem cerca de 50 anos.

Restam 3 (TRÊS):
Têxtil do Marco fundada em 1985 (24 anos de idade);
Granidera fundada em 1987 (22 anos de idade);
Densodouro que não encontrei a data da fundação.

Verifiquei ainda que à partida são tudo empresas de pessoas do Marco.

O facto de nas 35 existirem tantas empresas baseadas em trabalhadores de menor valor acrescentado (desculpem-me esses trabalhadores), e por isso facilmente susbtituidos por mão de obra ainda mais barata de outras origens, é extremamente preocupante. Analizem os dados do IEFP.

Se realmente tivessem estudado estavam preocupados.

Eu estou.
O Artur estará concerteza.
Ambos queremos algo diferente para o Marco e não é uma mudança tranquila.
jvaldoleiros a 8 de Setembro de 2009 às 23:02

Não vou comentar o afirmado pelo candidato Artur Melo, mas pelo conhecimento que tenho do Concelho julgo que ele não está longe da verdade. No entanto fico admirado com o comentário do Sr. Leonel Guimarães.Parece-me que revela um total desconhecimento do que é o Desenvolvimento Económico e Social do Marco de Canaveses, a menos que esteja a defender a candidatura do PSD,pelo que esta representa face ao maior retrocesso que há memória, em termos sociais e económicos no CONCELHO. Esteve muito bem o leitor JValdoleiros ao trazer á liça números insuspeitos e irrebativeis por quem quer que seja,provenientes duma ENTIDADE de prestigio nesta matéria como é a DUNS & BRADSTREAT. Contra factos, não há argumentos. E já agora acrescentava eu, ou melhor, aconselhava a leitura dos dados fornecidos pelo MOPE,ou pelo IEFP.Permitam-me que termine com um velho aforismo "Quem te manda a ti, sapateiro,tocar rabecão"? Não pretendo com isto achincalhar quem quer que seja. Mas não falem do que não sabem.

Saudações Democráticas

José António
José Antonio a 9 de Setembro de 2009 às 03:23

Senhor José António no meu comentário não pretendo defender nenhuma candidatura em concreto, aliás ainda não decidi em quem vou votar, apenas já decidi em quem não vou votar.
Não contesto os números que o senhor Valdoleiros aqui apresentou, aliás alem de defender a opinião dele também servem para esclarecer os leitores do Blog menos informados ou sem tempo para tais investigações.
Sou também plenamente de acordo que haja mais e melhor investimento no nosso concelho que novas e melhores Politicas fomentem um melhor desenvolvimento socioeconómico do nosso concelho.
No meu comentário referi também que entendi a mensagem que o Dr. Artur Melo quis transmitir, só não concordei com a forma como foi dito, dei um exemplo concreto de uma empresa que estrangeira que investiu no Concelho, obviamente que não é o suficiente para as necessidades mas cabe aos responsáveis do concelho trabalhar e arranjar soluções para que se consiga cativar mais investimentos.
Desde já o esclareço também que não sou politico nem vivo da Politica, nunca fui e não sou ligado e nenhuma candidatura.
Cumprimentos para todos.
Leonel Guimarães a 10 de Setembro de 2009 às 23:33

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