Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
08
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 12:45link do post | comentar

Importa-se de repetir?

 

"É nossa intenção, durante este mandato, procurar junto das instituições universitárias, a implantação de um pólo de Ensino Superior, dando assim seguimento aos contactos por nós feitos, no passado, para esse efeito".

  Avelino Ferreira Torres, in "A Verdade" - 04/09/2009


Um homem que nem sequer o mínimo (saneamento básico) implantou no concelho, sonha com uma universidade . . .
Pense já no planeamento do limpa-fossas " e do abastecimento da água através de autotanque . . .
porfirio a 8 de Setembro de 2009 às 13:30

Sempre a pensar no futuro (dele).
Porque não pensar numas pós-graduações ou doutoramentos, quem sabe o FT se pode inscrever.
Já agora sugiro ao sr dr do Brasil para tratar este assunto junto da Universidade que o licenciou num verão.
E assim se perpetua a demagogia.
O pior cego é aquele que não quer ver, mas no Marco já há muita gente a ver, e bem!
Nuno a 8 de Setembro de 2009 às 15:15

Esta "promessa" é velha e gasta, sobretudo para quem anda nestas lutas há mais tempo.
Em Setembro de 2002, interpelei o então vereador da Educação, Fernando Torres, sobre uma entrevista sua ao jornal "Margem Douro" em que anunciava a realização de contactos com vista a instalar no Marco uma instituição de ensino superior. Nesse requerimento queria saber qual a "estratégia e os princípios subjacentes a esses contactos, designadamente quais foram as instituições de ensino superior contactadas, se se trata de ensino universitário ou politécnico, quais os cursos a instalar e a sua relação com as necessidades das empresas do concelho, quais as contrapartidas oferecidas pela Câmara Municipal e qual a localização desejada para as respectivas instalações".
Cinco meses e muitas insistências depois (!) recebi uma resposta do dito vereador, dizendo que a notícia não era correcta e que, afinal, tinha sido no mandato anterior que tinham sido desenvolvidos alguns contactos. Ele limitara-se a um contacto informal com uma instituição e aguardava a entrega de um dossier para melhor análise. Ou seja, muita parra e nenhuma uva, ao fim de vinte anos de maioria CDS.
Esta intenção de Ferreira Torres é mais do mesmo e agora em dose requentada. Quem acredita que isso seria uma prioridade?
José Carlos Pereira a 8 de Setembro de 2009 às 19:13

É impressionante como os políticos são de tal modo demagogos. Primeiro porque é uma promessa que dificilmente poderia ser cumprida dada a situação de crise que existe no ensino superior. Este vive um período onde os exageros do passado estão a obrigar a uma estruturação forçada por falta de recursos e mesmo de alunos para encherem os cursos.
Depois são os mesmos políticos que não garantem o básico mas oferecem este tipo de ilusões para ganhar votos.
O mais grave é que existem pessoas que "compram" estes políticos, e não são só pessoas de uma educação mais básicas. Existem pessoas inclusive que deveriam ter uma cultura a cima da média.
Eu no passado já critiquei amigos e mesmo alguns familiares por acreditarem nestas criaturas, mas nós portugueses sempre acreditamos nestas histórias.
jvaldoleiros a 8 de Setembro de 2009 às 20:01

Ainda bem que não esperei pelo Ensino Superior no marco para tirar o meu curso de Engenharia. A esta hora seria mecânico de uma oficina qualquer...
Jorge, permite-me que acrescente ao teu comentário o seguinte. Nem com o Ensino Superior no seu auge haveria possibilidades de instalar uma instituição do género no Marco. Vejamos os exemplos de outras cidades do interior onde existe ou existiu Ensino Superior.
Rui Brito a 9 de Setembro de 2009 às 00:57

Numa coisa ele é perito: abrir concursos para cantoneiros e coveiros. Como sabia que ninguém procurava este trabalho, indicava as pessoas. Depois ele próprio "dava-lhes a formação", "atribuía-lhes o grau de ensino" e colocava-os dentro da Secretaria da Câmara Municipal. Ele "fazia" tudo. Agora, como sabe que o eleitorado está mais esclarecido e é mais exigente, vem com essa ideia. Todo ele é absurdo. Outra coisa: o seu filho, Vereador, não sabe conversar. Entra mudo e sai calado, nas reuniões. [RISOS].
A. Castro Alves a 9 de Setembro de 2009 às 13:28

Ser mecanico é tão digno como ser engenheiro...
e existem muitos engenheiros que sabem menos que alguns mecanicos...

Desculpe-me mas esta vindo de uma professora deixa ficar mal a profissão.

Então desde quando se promovem que não vale a pena estudar?

Concordo que a dignidade é merecida por todos.

Mas um engenheiro tem que saber mais do que um mecánico. Se um professor pensa de outro modo devia mudar de profissão.

Tenho muitos professores na família e nunca ouvi uma barbaridade assim
jvaldoleiros a 9 de Setembro de 2009 às 21:16

Dª Maria Helena, compreendo a ironia sobre o conhecimento de alguns engenheiros, e até certo ponto até posso partilhar. Como também compreendo que os professores não queiram ser avaliados...
Pergunte a um mecânico se gostaria de ser Engenheiro. Já agora pergunte porque razão não o conseguiu ser.
Naturalmente vivemos num mundo de oportunidades.
Acredite que dou muito valor à profissão de mecânico, pois tenho 16 à minha responsabilidade. O meu desempenho profissional, depende directamente do desempenho dos 16 produtivos que trabalham comigo. E já tenho muitos anos de profissão.
Rui Brito a 10 de Setembro de 2009 às 00:17

Compreendo (?) a agressividade das respostas dos srs Engs mas mantenho o que disse: se um jovem deseja ser mecânico deve fazer a sua formação para tal, se deseja ser engenheiro faz a formação correspondente. Nem toda a gente quer ter a mesma profissão e os motivos são vários. Mas estão enganados quando acham que todos os mecânicos desejam ser engenheiros. E ser profissional da educação é isso mesmo, abrir os horizontes aos jovens para que encontrem as profissões que lhe trarão a subsistência mas também os façam sentir felizes e realizados. E não se esqueça, Eng Rui Brito que muitos mecânicos empreendedores criam as suas próprias empresas e consequentemente, postos de trabalho. Foi neste sentido que fiz o comentário, todos fazem falta na sociedade e a forma como escreveu: A esta hora seria mecânico numa oficina qualquer, é que não me pareceu muito correcta.
Quanto à avaliação de professores, Eng Valdoleiros (são primos, não é verdade?) só pode falar de alguns ou dos professores que conhece dentro da sua família, pois a mim nunca ninguém me viu nem em manifestações contra a avaliação nem nunca coloquei o meu nome em qualquer abaixo-assinado, e fiz a minha, cumprindo todos os prazos estipulados pelo ME. Aliás, tenho perdido muito em termos pessoais e profissionais por não ter alinhado em muitas iniciativas de professores contra o ME.
E termino afirmando que nunca disse que não vale a pena estudar mas sim que se deve estudar para se ser um bom profissional na área da sua eleição. Todos os profissionais são importantes para a construção de qualquer sociedade.
mariahelenalves a 10 de Setembro de 2009 às 12:20

O que disse literalmente foi:
“Ser mecanico é tão digno como ser engenheiro...
e existem muitos engenheiros que sabem menos que alguns mecanicos...”
Sobre a primeira parte estamos todos de acordo. E acrescento que a dignidade não se obtém com títulos, e por isso dispenso, e aliás agradeço, que não me trate por Eng. pois essa sigla só representas as minhas habilitações e não é um título que se agarrou ao meu nome. Quem me conhece bem sabe que não só pessoa de títulos e respondo unicamente por Jorge ou Valdoleiros. E digo isto sem agressividade nenhuma.
É da segunda parte que discordo. E explico melhor.
De facto, tal como o meu primo posso concordar, que existem muitos Engº que pouco sabem, alguns nem sequer andaram em nenhuma faculdade ou as suas ditas habilitações foram alcançadas sabe-se lá como. Mas não posso concordar que uma profissional da educação utilize uma afirmação destas.
E porquê?
Primeiro, porque se existem tais engenheiros (e não estou a falar dos falsos engenheiros) é porque o sistema de ensino FALHOU, e por falta evidente de avaliação deu uma licenciatura a quem não a merece. Andar uns 16 anos a estudar, a gastar o dinheiro de todos (inclusive dos mecânicos e doutros que não tiveram oportunidade de estudar) e não tirar proveito deste investimento de todos neles é uma vergonha.
Segundo, este tipo de afirmação é a justificação mais usada para muito abandonarem prematuramente o sistema de ensino, com a desculpa que afinal até “…existem muitos engenheiros que sabem menos que alguns mecânicos…”.
De facto sabe que a EDUCAÇÃO tem uma utilidade primordial para o sucesso quer individual, quer colectivo dos portugueses. A excepção do mecânico que dá o emprego ao engenheiro não pode ser usada no contexto de uma discussão deste tipo. Por exemplo no nosso concelho temos um marcuense engenheiro que sempre disse que foi a sua formação que o catapultou ao sucesso que hoje tem. Como já deve saber chama-se Belmiro. Eu pessoalmente só devo o sucesso às minhas habilitações.
Se olharmos para os vários dados estatísticos de concelho do Marco podemos ver que esta CULTURA de que não vale a pena apostar na Educação tem dado mal resultados.
Espero pelo menos que os candidatos que já praticaram funções executivas na autarquia se desmarquem desta CULTURA, e expliquem porque pouco fizeram quando lá estiveram e se agora forem eleitos porque terão uma atitude diferente.
Eu não posso falar pelos primos ou pelos meus irmãos, mas daquilo que mais me orgulho na minha família é que o meu pai é licenciado, o meu avô é licenciado, o meu bisavô foi licenciado (em 3 cursos diferentes). Nenhum deles me deixou alguma herança monetária, mas esta herança para mim foi a mais importante que eu poderia ter recebido.

Pois admira-me que tão altas formações tenham levado tanta gente da sua família a ser seguidora fiel, anos a fio, do CDS e de Ferreira Torres e de repente, passar tudo a socialista.
E não lhe adianta tentar dar um sentido às minhas palavras, diferente daquele que têm pois no Marco de Canaveses (ao contrário do que acontece consigo) todos conhecem a minha forma de estar na profissão e não preciso de manter este tipo de diálogo para me dar a conhecer.

Sabe que pelo modo como conduz este debate não tem muito jeito para defender os seus argumentos.
Primeiro ficou sem resposta ao que lhe disse no meu post anterior.
Por isso, virou-se a atacar a minha família. E mais uma vez com desconhecimento de causa. Mas continue a atacar e desse modo talvez Artur Melo definitivamente tenha TODA a minha família a votar nele em Outubro. Já agora dava jeito que os familiares dos meus familiares também votassem. Alguns desses até estão em listas de outros candidatos mas eu não me importo que mudem de ideias.
Depois, como outros, não diz quem foram os fieis seguidores de AFT, mas eu digo pelo menos um que foi não só seguidor mas seu braço direito. O Norberto Soares não é seu cunhado e a senhora não é sua apoiante.
Olhe que eu não iria nunca apoiar ninguém tão perto de AFT, nem que fosse da minha família. Temos que ser coerentes.
Depois mais uma vez não percebo bem quando se refere “ao contrário do que acontece consigo”.
Se está referir-se à sua forma de estar na sua profissão só tenho que lhe dizer que não tenho que realizar a sua avaliação profissional, não é essa a minha função. Avaliei sim as suas palavras sobre um assunto sério e porque tinha conhecimento da sua profissão continuo a considerar que não foram as melhores palavras. Opiniões.
Sobre as pessoas darem-se ou não a conhecer, é com cada um. Pessoalmente considero-me conhecido por quem me interessa. Pela minha família, pelos meus amigos e por todos aqueles que por razões profissionais eu tenho que trabalhar no dia a dia. E são muitos esses meus “conhecidos “.
Leio este blog (como outros) e não deixo de os comentar (sempre que mo permitem) quando considero que estes comentários poderão trazer algo de positivo à discussão. Só não o faço incognitamente por uma questão de educação e respeito pelos outros.
Não é para ser conhecido.
jvaldoleiros a 11 de Setembro de 2009 às 23:01

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