Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
28
Set 09
publicado por José Carlos Pereira, às 12:40link do post | comentar

Tem lugar amanhã o debate entre os candidatos à Câmara de Marco de Canaveses na Rádio Clube de Penafiel. Está agendado um segundo debate para o dia 8 de Outubro na Rádio Marcoense. Estas oportunidades não podem ser desperdiçadas pelos candidatos da área democrática para interpelarem Avelino Ferreira Torres sobre assuntos que “desmascaram” a sua governação anterior e põem a nu as suas debilidades. Cito alguns exemplos:

- Como se sente na pele de candidato condenado a pena de prisão, embora com execução suspensa, por crimes praticados enquanto presidente da Câmara? Sente orgulho por isso? Confiaria a condução dos seus negócios privados a uma pessoa condenada por crimes de gestão danosa? Apresenta-se como um exemplo de conduta aos marcoenses?

- O que pensa do facto do segundo candidato da sua lista ter sido também condenado a prisão, com pena suspensa, por crime continuado praticado no exercício de funções de vereador?

- Quanto custa a sua campanha eleitoral e quem a paga? Qual é a estimativa de custo para os meios utilizados, que superam o conjunto dos meios de todos os seus concorrentes?

- A dívida de 45 milhões mais juros que deixou como herança, e obriga ao pagamento de 300 mil euros por mês à banca, foi a contrapartida de que obras estruturantes? Que investimentos reprodutivos e fulcrais para a qualidade de vida dos marcoenses foram concretizados? Água e saneamento? Parques empresariais qualificados? Incubadoras de empresas? Biblioteca? Arquivo Municipal? Teatro? Centro cultural? Sala de espectáculos? Infra-estruturas turísticas de qualidade? Requalificação da cidade e dos principais pólos urbanos? Onde estão os investimentos que justificam o “prémio” de ter sido a segunda Câmara do país a declarar a ruptura financeira?

- Como justifica o negócio do cineteatro Alameda com um grupo imobiliário local? Não acha que foram depauperados os dinheiros públicos ao decidir pagar dois milhões de euros por uma obra inacabada, que devia ter sido concluída pelo empreiteiro que adquirira o imóvel?

- Qual foi a sua posição na negociação do contrato de concessão da água e saneamento e o que é que pensa hoje sobre esse contrato? Qual foi o sentido do seu recente depoimento no Tribunal Arbitral?

- É uma coincidência que o mesmo grupo imobiliário estivesse envolvido no negócio do cineteatro Alameda, participasse na concessão da água e saneamento e ainda fosse adjudicatário de várias obras da autarquia?

- Quantos milhões foram transferidos para o Futebol Clube do Marco, através de direcções que sempre lhe foram fiéis, com resultados que conduziram à falência e extinção do clube?

- Como justifica a ilegalidade de assumir compromissos não cabimentados, de valor superior a três milhões de euros, na véspera das últimas eleições?

- Como justifica as sucessivas ilegalidades detectadas pela Inspecção-Geral de Finanças e Inspecção-Geral das Autarquias Locais, com várias participações efectuadas nos tribunais?

- Como justifica o plano de recrutamento de pessoal para a autarquia ao longo dos anos? É simples coincidência o facto de diversos dirigentes, autarcas e familiares de autarcas do partido por que sempre concorreu serem funcionários da autarquia?

Estes debates radiofónicos são importantes porque permitem confrontar Ferreira Torres com a realidade e com o peso da sua “herança”. Mais uma vez, afirmo que o que está em jogo, em primeiro lugar, é salvaguardar o respeito pelas regras mais elementares do jogo democrático na nossa terra. Será bom que os candidatos que se opõem a Ferreira Torres não esqueçam o exemplo de Amarante em 2005, em que o PSD cedo percebeu que não podia ceder à tentação de querer colocar Armindo Abreu e Ferreira Torres no mesmo plano, sob pena de causarem danos irreparáveis ao município, contribuindo para a vitória de Torres.

 


isenção nos comentários ficava melhor! falou do debate entre candidatos e no resumo no falou de Ferreira Torres! Fale dos outros candidatos tambem... parece que só existe para o senhor 1 candidato ao marco
carlos a 28 de Setembro de 2009 às 16:13

Sou isento, mas tenho a minha opinião. Que não escondo.
A pior coisa que pode acontecer ao Marco é AFT vencer as eleições. Contra isso me baterei nestas páginas.

Eu quero ouvir, e vamos ver se será um debate, ou um monólogo. O SR. Doutor Manuel Maria depois de "engrenar" não pára de falar, isto se Avelino Torres o deixar começar a falar. O Artur Melo, nao fala, apenas ouve, Norbeto Soares, está pronto mas ninguém lhe liga. António Varela continua na esperança de avançar.
Não levem a mal este jogo de palavras. Gosto de ouvir todos, mas se o DR. MAnuel Maria estiver calado, gosto mais de o ouvir caladinho..
Cartoonista Vilabonense a 28 de Setembro de 2009 às 17:12

Caro José Carlos Pereira,

Sou um leitor assiduo da blogosfera marcoense, se bem que um leitor passivo. Aproveito este seu post para acrescentar um assunto que seria bom os candidatos debaterem e apresentarem as suas propostas.
Desde o ano lectivo que passou, que a gestão dos diversos Agrupamentos de Escolas do concelho, é feita pelo Conselho Geral, no qual estão 3 representantes da autarquia. Assim a intervenção na area da educação pode agora ser uma intervenção de facto muito efectiva. Seria bom que os vários candidatos nos dissessem como pretendem utilizar e participar na gestão das várias Escolas. Que ideias e projectos tem para o seu desenvolvimento. Com o novo modelo de gestão escolar a participação das auttarquias é uma realidade, e uma realidade que devemos conhecer como irá ser usada.

Um abraço,
DT
Diogo Tovar a 28 de Setembro de 2009 às 17:47

Tem toda a razão. Essa matéria é muito pertinente.

Caro Dr. José Carlos

Li com atenção a sua preocupação relativamente ao candidato AFT, no entanto estou em crer que os outros candidatos estarão atentos, se não houver medo do confronto - e aqui creio que há um (ARTUR MELO) que não o tem, pois já provou isso mesmo - e que a teia será desmontada como urge fazê-lo. Permita-me que corrija o leitor Diogo Tovar relativamente ás competências do Conselho Geral dos Agrupamentos de Escola. Afirma o Sr. em questão "que a gestão dos Agrupamentos de Escolas do concelho, é feita pelo Conselho Geral, no qual estão 3 representantes da autarquia...", pois é completamente FALSA esta afirmação. É que o órgão atrás mencionado não tem esta competência. Quem gere, é o Director, nas diversas áreas -pedagógica,cultural,admnistrativa. financeira e patrimonial. Ao Conselho Geral compete-lhe a nobre missão de aprovar( de entre outras) o Projecto Educativo, como documento da maior relevância para a actividade da Escola, tendo em conta o que foi definido pelo Conselho Pedagógico. A participação das Autarquias embora seja importante, dado que sentirá o pulsar da Escola, contudo terá que se cingir ao peso dos votos dos outros representantes que terão também uma palavra a dizer sempre que for colocado à votação qualquer assunto dentro das suas competências e são cerca de 18 votos, que a somar aos três da Autarquia perfaz o total dos 21 membros do Conselho Geral.Portanto há que colocar os pontos nos iis e não valorizar o peso da Autarquia. Esta deve importar-se mais com a componente Logistica e outras de natureza Social, estes sim de grande importância para os mais variados Agrupamentos. À Escola deve pedir-se que ensine com qualidade , à política o que é da política

Saudações

José António
Anónimo a 28 de Setembro de 2009 às 21:26

É bem-vindo o seu esclarecimento. De todo o modo, há muitos anos que defendo uma ligação forte entre a escola e a comunidade e, aqui, as autarquias têm uma importância relevante.

se AFT fosse uma pessoa honesta, respondia a essas questões. MARCOENSES vamos fazer com que AFT nunca mais ponha os pés no MARCO.
José Augusto Pereira a 28 de Setembro de 2009 às 22:22

Brilhante. Claro que este tipo perguntas incomoda muita gente, principalmente os que têm falta de calcio na coluna vertebral.
Claro que o amigo só fala de AFT. Pois. Mais nenhum dos candidatos tem cadastro e a incompetência não é crime
Augusto Soares a 28 de Setembro de 2009 às 22:43

Nem mais.

Caro Dr.
É claro que se pretende uma forte ligação da Escola à comunidade, mas não pode ser feita como se fez no nosso concelho quando se politizaram as escolhas para Director e aí os representantes da Autarquia estiveram muito mal. Pergunto qual foi o papel dos Pais e Encarregados de Educação neste processo todo? E os representantes das Organizações que foram cooptadas, como actuaram? Encostaram -se à Autarquia ou analisaram com conhecimento de causa o respectivo programa( leia-se Projecto Educativo) apresentada á votação? Como as votações nuns casos, fizeram correr muita tinta, presumo que não souberam analisar aquele documento e depois deu no que deu, ou seja, intervenção da D.R.E.N. e até retiradas de candidatura ao cargo de Director com projectos que se encontravam elaborados quase na perfeição por quem se interessa por estas coisas da Educação. Por respeito às pessoas envolvidas não me pronuncio sobre o/s autor/es do referido Projecto, mas que tinha/m qualidade ,não tenho pejo em afirmar que sim.

Cumprimentos

José António
José Antonio a 29 de Setembro de 2009 às 00:14

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