Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
07
Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar | ver comentários (4)

O presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro, apresentou no passado sábado a sua candidatura à presidência da Federação Distrital do PS/Porto. O seu discurso evoca um conjunto de valores e princípios caros aos socialistas. Defende uma maior abertura do partido, faz a defesa da regionalização, é claro no apoio ao candidato presidencial Manuel Alegre e dá um grande enfoque às eleições autárquicas.

José Luís Carneiro defende que o processo autárquico deve começar a ser preparado desde já, com o intuito de conquistar a maioria das Câmaras. Não teme coligações à esquerda onde elas façam sentido e propõe um Plano de Desenvolvimento Integrado para a Área Metropolitana do Porto e para o Vale do Sousa e Baixo Tâmega.

Carneiro anunciou estar disponível para uma nova candidatura autárquica, mas não é líquido que esteja a pensar em Baião. Paulo Pereira, o actual vice-presidente, dá garantias de poder ganhar a Câmara de Baião e assim José Luís Carneiro poderia abalançar-se para um novo desafio, de maior risco e envergadura.

Neste caso, cabe perguntar: Por que não Marco de Canaveses, um concelho que Carneiro bem conhece e onde estudou durante alguns anos? Não seria estimulante para si tentar conquistar uma Câmara que o PS nunca ganhou? O que pensariam disto os militantes socialistas marcoenses? E Artur Melo?

 

Não estive na apresentação de José Luís Carneiro, até por entender que esse acto se destinava primordialmente aos militantes do PS, qualidade que não tenho. Mas José Luís Carneiro sabe que lhe desejo o melhor. E como sei que conhece o que se vai escrevendo por aqui, espero que não fique importunado com o desafio "marcoense".

 


06
Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 11:00link do post | comentar | ver comentários (1)

A presidente da Junta de Freguesia de Soalhães, Cristina Vieira, enviou-nos o cartaz de divulgação da V Feira Cultural de Soalhães, a realizar no próximo fim-de-semana, entre os dias 11 e 13 de Junho.

Uma excelente oportunidade para visitar Soalhães.


05
Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 11:00link do post | comentar | ver comentários (3)

O site da Câmara Municipal de Marco de Canaveses disponibilizou há poucos dias – e com algum atraso - as actas do mês de Abril das sessões do executivo e aí pude constatar novidades que desconhecia relativamente ao movimento Marco Confiante com Ferreira Torres.

Em primeiro lugar, registe-se o facto dos dois vereadores deste movimento terem faltado à sessão de 14 de Abril que aprovou os documentos de prestação de contas relativos ao ano de 2009. Estranho ou talvez não. Ferreira Torres sempre assumiu que as contas não eram o seu forte e, numa matéria difícil e que exige estudo e análise, preferiu não se comprometer. Faltou earrastou consigo a vereadora Natália Ribeiro. Espero, a este propósito, que o executivo seja exigente com as justificações de falta que recebe.

Depois, na sessão de 22 de Abril, foi aprovada a suspensão de mandato da vereadora Natália Ribeiro até Dezembro próximo, por “motivos de ordem de saúde e pessoais”. A vereadora já tinha assumido o lugar que Lindorfo Costa recusou e agora, para a sua substituição, também Mário Luís Monteiro, vereador do CDS entre 1989 e 1997, declinou o lugar, preferindo manter-se na Assembleia Municipal. Para o cargo de vereador, pelo menos até ao final do ano, foi assim chamado o quinto candidato da lista do movimento, Ricardo Vasconcelos, um estreante nas lides políticas locais.


04
Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 13:45link do post | comentar | ver comentários (4)

O vice-presidente da Câmara, José Mota, meu particular amigo desde os tempos da Escola Secundária, presenteou-nos com uma reflexão a propósito do exemplo que aqui trouxe sobre o investimento da Câmara Municipal de Paredes nos centros escolares.

Com efeito, Paredes vai investir cerca de 50 milhões de euros na construção de quinze centros escolares, fechando todas as escolas com menos de cem alunos. Estes novos equipamentos serão dotados de tudo o que se possa imaginar, incluindo pavilhão desportivo, gabinete médico e de nutricionismo, meios tecnológicos, biblioteca e cantina. No caso de Mouriz, o exemplo da reportagem televisiva, o equipamento fica no meio da futura cidade desportiva, o que enobrece ainda mais a opção tomada.

Não posso revelar os dados que me foram avançados pelo presidente da Câmara, Celso Ferreira, mas esse investimento de 50 milhões pesa relativamente pouco no orçamento da autarquia, considerando os fundos comunitários e as poupanças introduzidas com a nova rede escolar. Nada que uma Câmara média como Paredes ou Marco de Canaveses não possa suportar.

Sucede que, no nosso caso, a factura que a Câmara Municipal paga pelo desgoverno das maiorias CDS, com encargos mensais de 400 mil euros, tudo compromete. Se não houvesse essa dívida, a autarquia podia amealhar o suficiente para pôr de pé um investimento como o de Paredes. É esta verdade que não pode ser escamoteada e deve ser levada – sempre! – a todos os marcoenses. Para vergonha de quem geriu (?) a autarquia durante vinte anos.

Na actual condição, a Câmara vê-se impedida de se financiar na banca e de, assim, alavancar projectos desta dimensão. Compreendo a amargura de José Mota por esse facto, mas isso também deve servir para que o actual executivo, nas poupanças que possa fazer para investir, seja muito criterioso nas opções de investimento. Como já disse, não pode querer “ir a todas” e deve privilegiar o que é verdadeiramente estruturante, designadamente o abastecimento de água e saneamento e os equipamentos escolares.

Quanto à segunda parte do texto de José Mota, vale a pena dizer que sempre fui adepto da política do Governo de concentrar as crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo em equipamentos melhores e dotados de todos os meios para uma aprendizagem de sucesso. Aos autarcas, nomeadamente aos de freguesia, exigia-se um papel pedagógico junto das famílias, explicando que é preferível os seus filhos viajarem alguns quilómetros de autocarro e terem uma escola de excelência do que ficarem ao pé de casa numa escola modesta e vinculada a um modelo de ensino esgotado.

Já nem falo da pequena vaidade de um autarca poder dizer que “tenho uma escola na minha freguesia”. De que vale isso se uns anos depois essas crianças acabam nas obras de construção civil e em outros trabalhos indiferenciados por falta de incentivo para o sucesso e de uma aprendizagem completa para a vida activa?


03
Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 12:20link do post | comentar | ver comentários (2)

O vice-presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, José Mota, escreveu-nos na sequência do post sobre o exemplo de investimento na educação do município de Paredes, reflectindo sobre a realidade financeira marcoense e as opções da Carta Educativa local:

 

"Caro José Carlos, na minha qualidade de cidadão do Marco e de pessoa que já dedicou algum tempo a reflectir sobre a nossa terra e as nossas gentes, não pude deixar de me interrogar sobre o tema desta mensagem, quando tive conhecimento da sua publicação no teu blog.

Depois de ler o texto principal e os dois comentários que tive oportunidade de conhecer, ocorrem-me dois pensamentos.

 

1. Sobre a capacidade financeira da autarquia:

- As exíguas disponibilidades financeiras são uma realidade à qual não vale a pena fugir nem mesmo por parte daqueles que pensam que, assim, elas deixam de existir. Por muito que custe admitir, esta realidade vai continuar a acompanhar o futuro do Marco por muitos anos e só quem optar por uma atitude de completa irresponsabilidade pode permitir-se tão grave esquecimento. Sendo assim, como analisar qualquer plano de investimentos sem ter em consideração esta condicionante tão forte? Não é possível!

Chegados a este ponto importa dizer que o plano que a Câmara de Paredes apresentou para a reestruturação do seu parque escolar ascende a 50 milhões de euros!!! É isso mesmo 50 milhão de euros, e desconhecer esta realidade é uma falta grave na análise da questão pois "não se fazem omeletas sem ovos"...

Os bons exemplos são sempre bem vindos mas do mesmo modo que Portugal não é a Alemanha, o Marco não é Paredes, e se alguma dúvida existir, a primeira diferença já está exposta mesmo acima e diz respeito à capacidade financeira da autarquia.

Mas importa, agora, passar a outra dimensão do mesmo problema que é o que decorre da reorganização geográfica da rede escolar.

 

2. Sobre a reorganização geográfica da rede escolar:

A este propósito é conveniente recordar que a primeira versão da Carta Educativa que o Executivo Marcoense apresentou à Assembleia Municipal não mereceu aprovação. À data, foi até interessante ouvir alguns argumentos que se perfilaram contra a proposta da Câmara Municipal, de que destaco a problemática sobre o encerramento do Jardim-de-infância de S. Nicolau; agora, passados dois anos, é ainda mais interessante perceber como alguns protagonistas políticos se vão posicionando sobre a matéria.

Para os que já não se lembram, recordo que a proposta da Câmara do Marco assentava num conjunto de princípios, de entre os quais se destacava a necessidade de criar condições para que cada nível de ensino pudesse ser leccionado separadamente, havendo que ganhar dimensão que permitisse que os alunos dum nível não fossem "misturados" com alunos de outro nível, não havendo turmas com dois e três níveis. Para que assim acontecesse teríamos que apontar para escolas com um mínimo de 60 alunos, o que levaria ao encerramento de algumas em freguesias que não garantissem o número de crianças suficientes.

Nessa altura a proposta da Câmara Municipal era inaceitável, até para alguns líderes políticos que aplaudiam esta metodologia noutros municípios vizinhos mas que por cá, por terras do Marco, não aceitavam tal orientação!

Pois, então, vale a pena dizer que o excelente exemplo de Paredes assenta num patamar bem mais elevado, sendo a reorganização geográfica feita com base em escolas com um mínimo de 100 alunos. Esta metodologia, a ser seguida no Marco, provocaria o encerramento de escolas em mais de 20 freguesias, ficando apenas em funcionamento 9 Escolas em todo o concelho.

Não vou emitir qualquer opinião sobre a bondade desta opção, ou a falta dela, mas penso que é um excelente exemplo para que no Marco possamos reflectir sobre o processo educativo e a sua dinâmica.

 

Abraço

José António Mota"


02
Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 00:15link do post | comentar | ver comentários (4)

Tem sido notícia nos últimos dias a criação do Movimento pró-Partido do Norte, que visa legalizar um partido de cariz regionalista a tempo de participar nas próximas eleições. Uma ideia que se percebe mal, até porque os seus principais proponentes, o antigo deputado e actual dirigente distrital do PS Pedro Baptista e o ex-dirigente do CDS-PP João Anacoreta Correia, teriam de se desfiliar dos seus actuais partidos para aderir ao novo Partido do Norte e nada disseram sobre tal facto. Além disso, a Constituição proíbe a constituição de partidos regionais.

Um movimento que defende a regionalização e combata as assimetrias regionais é uma coisa, um partido é outra completamente distinta. A Região Norte tem sido sistematicamente prejudicada pela ausência de um patamar de administração regional, mas criar um partido parece-me totalmente fora de propósito.

Ao falar do Partido do Norte, não pude deixar de me lembrar do nado-morto que foi o Partido Português das Regiões, impulsionado por Avelino Ferreira Torres, em meados dos anos noventa, com propósitos pouco claros. Uma vez que era autarca pelo CDS, Ferreira Torres perderia o seu mandato caso aderisse a um novo partido, pelo que tratou de arranjar protagonistas à medida do seu projecto. Assim surgiram os nomes de Arlindo Neves e Manuel Vaz, ex-presidentes das Câmaras de Gondomar e Póvoa de Varzim, respectivamente, e também de Luís Monteiro da Silva, hoje conhecido por Luís Duarte, ex-vereador e ex-presidente da Concelhia do PSD/Marco. A aventura do PPR durou dois ou três anos.

Como se vê, os tempos passam, mas os dislates continuam...


01
Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar | ver comentários (2)

Numa altura em que a Câmara Municipal de Marco de Canaveses tem pela frente o desafio de decidir sobre os investimentos estruturantes para o futuro do município, peneirando os projectos em função das exíguas disponibilidades financeiras, defendo que a aposta nos centros escolares deve ser privilegiada em benefício das novas gerações e do combate ao abandono e insucesso escolar. Isso mesmo referi aqui há dias, na sequência do que expressei na Assembleia Municipal aquando do debate sobre a Carta Educativa.

Pois bem, quando pensamos nestas matérias devemos olhar para as boas práticas e para os excelentes exemplos de investimento na educação que acontecem neste país. E um dos casos de sucesso que merece ser assinalado está aqui bem perto, em Paredes.

A autarquia paredense decidiu fazer da educação uma das bandeiras do concelho e, depois de outras medidas de combate ao insucesso e de promoção da inclusão, está a levar por diante a construção de quinze centros escolares.

A RTP passou ao longo do último domingo uma reportagem sobre um desses centros escolares em construção, em Mouriz. Trata-se de um investimento de 2,3 milhões de euros e que albergará 375 crianças. Uma obra arrojada, de arquitectura magnífica, com evidentes preocupações ambientais e plenamente integrada no espaço envolvente, que contará com vários equipamentos desportivos. Aprender numa escola destas é meio caminho andado para almejar o sucesso.

A reportagem pode ser vista aqui.

 

Ontem tive oportunidade de visitar a escola em construção com o presidente da Câmara, Celso Ferreira. O que se vê na reportagem televisiva não faz completa justiça ao que está a ser construído.

 


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