Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
19
Out 09
publicado por José Carlos Pereira, às 00:45link do post | comentar

Por esta hora, António Coutinho deve andar a fazer contas à composição da nova Assembleia Municipal. Creio que, se dependesse dele, manteria a mesma equipa, que incluía Mário Luís Monteiro (CDS-PP, agora eleito pelo movimento Marco Confiante) e Rui Brandão (PS).

Falta, contudo, verificar se os partidos e movimentos voltam a indicar esses deputados municipais e esclarecer se Mário Luís Monteiro exercerá o seu mandato na Assembleia ou se é chamado a tomar posse na vereação - foi o 4º da lista para a Câmara e a eventual renúncia ou suspensão de mandato de Ferreira Torres e Lindorfo Costa a isso conduziria. Torres, neste momento, alimenta o suspense.

Esta minha leitura parte do pressuposto que o PSD proporá uma mesa plural, com representantes dos três partidos e movimentos mais votados. Foi isso que defendi na campanha de 2005 e que António Coutinho levou à prática. Espero que mantenha essa vontade de abertura e de integração das diferentes forças políticas.

 


Não concordo, Zé Carlos. Acho que a Mesa da AM não tem, neste momento, que ter essa representação. António Coutinho deve ter mãos livres para escolher uma Mesa do PSD, que representa a maioria. E isto é dito por quem - eu -, no discurso da noite das eleições, pediu ao António que continue a garantir verdadeira liberdade e igualdade de tratamento na condução da AM. É preciso saber ganhar. É preciso saber perder. E também é preciso saber que uns ganham e outros perdem. Se o PSD tem maioria na AM, deve agir em conformidade. E isto não tem, obviamente, nada a ver com as pessoas que fazem parte da Mesa actual.
J.M. Coutinho Ribeiro a 19 de Outubro de 2009 às 02:28

Vejo que não concordamos sobre esta matéria. António Coutinho tem, naturalmente, as mãos livres para propor a sua lista e ir a votos - recordo que só terá maioria absoluta se o independente que venceu a Junta de Santo Isidoro se alistar no grupo municipal do PSD.
Defendo, no entanto, a pluralidade na Mesa da AM como forma de representação institucional das forças mais votadas. É também uma maneira de vincar a diferença face ao que se passou nos anos de Ferreira Torres / Monteiro da Rocha, em que a Mesa foi sempre monopartidária e um veículo da maioria no poder.
Aliás, na Assembleia da República, por exemplo, o próprio regimento estipula representações na Mesa, com lugares de vice-presidente e secretário para os partidos mais votados, independentemente das maiorias formadas.
É claro que parto do princípio que os representantes do movimento Marco Confiante se comportarão de forma democrática, com respeito pelas instituições e pelos marcoenses ...

A minha opinião é muito mais semelhante à de Coutinho Ribeiro, pois penso que neste momento Manuel Moreira não tem só a legitimidade, mas também a obrigação de colocar nos diversos órgãos autárquicos os elementos mais indicados para puderem prosseguir a política que foi sufragada.
Penso também que com estes resultados será mais sensato a oposição defender as suas posições mas da bancada da Assembleia Municipal. Igualmente recomendo a estes não se esquecerm de defender fora desta Assembleia as posições que agora não ganharam o apoio popular.
Passarmos mais um mandato sem encontrarmos soluções para as grandes dificuldades que o Marco passa hoje e voltarmos de novo a discutir unicamente o passado seria demasiado mau para o futuro do concelho.
Hoje deveria deixar-se de discutir o passado recente, e mais uma vez lugares (que já foram ganhos), mas começarmos a discutir como está a ser implementado o programa da candidatura vencedora que teve a vantagem de não ter que esperarar por uma investidura oficial para começar a trabalhar.

A minha posição é de natureza institucional e de dignificação do órgão deliberativo do município. A presença de representantes das forças políticas na Mesa em nada inibe a faculdade de fazer oposição.

Não inibe, concordo, mas responsabiliza e estes são tempos de assumir as responsabilidades. Não são? Ou daqui a quatro anos estaremos a continuar a falar do que não foi possiver ser realizado por causa da herança?
jvaldoleiros a 20 de Outubro de 2009 às 21:06

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