Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
08
Nov 09
publicado por José Carlos Pereira, às 23:25link do post | comentar

Armindo Loureiro, que venceu as eleições para a Junta de Freguesia de Tuías, escreveu-nos a dizer que toda a sua equipa renunciou ao mandato, provocando assim novas eleições para a Assembleia de Freguesia. Tudo por causa do desentendimento com a oposição quanto à nomeação do executivo da Junta. A carta pode ser lida aqui.

 

Publicamos a carta pelo interesse político que tem, apesar de algumas referências infelizes de Armindo Loureiro a terceiros.


Esta já é a segunda resposta que faço a esta carta infeliz. A primeira foi realizada no blog Marco Hoje mas por razões estranhas desapareceu o post que se referia a esta carta e o meu comentário. Considerei (e ainda considero) que Armindo Loureiro teria ganho vergonha na cara e que tenha pedido que fosse retirada a sua carta.
Mas como a carta volta a ser tornada pública considero que devo voltar a responder às questões lá postas sobre a minha pessoa.
Primeiro, o que foram as “bocas”?
Comentei e voltaria a comentar nos seguintes termos que:
“Impressionante como é a “política" de bastidores no Marco. Não percebo porque estes "arranjos" não são claros, ou antes perceberei porque não são claros. Agora o que não percebo de todo é que sejam os próprios a confirmar a "lama" em que andam enrolados.
E isto de um Presidente da Junta!”
As afirmações que AL escreveu foram as seguintes:
“…Antes do acto eleitoral do passado dia 11 de Outubro fui abordado por um afim que, de uma forma simples me disse o seguinte:
- Deveríamos nos entender para não possibilitar que haja a possibilidade do fulano poder vir a ganhar o próximo acto eleitoral!
Concordei com o afim, tendo o mesmo referido que se eu ganhasse escolheria quem muito bem quisesse e eu, disse-lhe que se fosse o contrário também poderia contar com a minha solidariedade e o que é que veio a acontecer?...”
Isto para Armindo Loureiro pode parecer que é dignificante, mas para mim isto demonstra uma falta de carácter. Considero também que vir por escrito confirmar este tipo de “jogos” demonstra não só a falta de carácter do indivíduo mas também falta de inteligência para perceber que com estas atitudes está a enganar os Marcoenses. Claro que existirão sempre alguns que consideram que estas atitudes são justificáveis.
De seguida AL questiona “o que fiz pelo Marco de Canavezes que seja visível aos olhos dos nossos concidadãos?”
A isso posso responder-lhe que me orgulho muito de toda a minha vida como estudante, parte dela passada em Marco de Canaveses, e na qual fui sempre um aluno que cumpri mais do que “razoavelmente”. Depois em todas a minha profissional fui cumpridor dos objectivos a que me propus. E este objectivos passaram por ter uma boa carreira numa grande empresa multinacional e por mais tarde criar as minhas próprias empresas que proporcionaram emprego a muitas pessoas. Se nesse aspecto não pude “ainda” realizar esse aspecto da minha vida profissional no Marco deve-se em muito a quem tem estado à frente das decisões políticas desta terra. Pois nunca foi proporcionado que empresas inovadoras e que investem em tecnologias avançadas se possam localizar no Marco.
Tenho muita pena, mas é a verdade, e indirectamente só pude contribuir na minha parte com os meus impostos e das empresas que dirigi para o Marco. Numa coisa concordo com AL, é que os impostos que muitos trabalhadores e empresas pagam todos os dias não são “visíveis”, mas quem os gasta tem todo o mérito das obras que são realizadas com esse dinheiro. Agora quando pela primeira vez, nos últimos anos, quero fazer publicamente alguma coisa pelo Marco sou atacado por nada ter feito antes. Interessante, não é? Incomoda-o que lhe digam umas verdades?
Por fim, não preciso de perguntar a ninguém quem é o Armindo Loureiro, pois já o conheço há muitos anos e já tenho uma opinião formada há muito tempo. Foi e sempre será um BUROCRATA que considera antes de mais que é importante por ser importante e nunca deu um passo para fora da sua concha para perceber como é o resto do mundo.
Como o próprio diz, foi campeão do mundo de pesca desportiva, mas nunca pegou numa cana de pesca. Eu não fui campeão mas peguei muitas vezes nessas canas de pesca no Tâmega e no Douro com o meu Avó e com os verdadeiros atletas do Marco, e esses sim mereceram os vários títulos que obtiveram. Não sei agora se me percebe, mas quem tiver dois dedos de testa e o conheça perceberá de certeza.
PS: Já agora, na minha profissão ganhei vários prémios nacionais e mundiais, mas foi com o meu trabalho, não foi com o trabalho dos outros.
jvaldoleiros a 9 de Novembro de 2009 às 21:48

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