Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Nov 09
publicado por José Carlos Pereira, às 18:00link do post | comentar

António Coutinho gosta de ser presidente da Assembleia Municipal de Marco de Canaveses. Viu-se isso no anterior mandato e nas recentes eleições, quando Coutinho foi para a frente do combate ao lado de Manuel Moreira. Foi também a oportunidade para Coutinho acertar contas pessoais com o passado, quando aceitou integrar as listas de Avelino Ferreira Torres e do CDS-PP, a última das quais aconteceu em 1997.

Coutinho tem uma actividade profissional intensa, mas isso não o impede de dedicar boa parte das suas atenções à Assembleia Municipal. Além de liderar o grupo empresarial familiar, Coutinho é membro da Direcção da ACAP - Associação Automóvel de Portugal e nas últimas semanas esteve em destaque ao participar num seminário do "Jornal de Negócios", em que apresentou a experiência de internacionalização do seu grupo em Angola, ao lançar um novo investimento no parque empresarial Mindelo Park, em Vila do Conde, e ao investir na comunicação social, designadamente no jornal "Repórter do Marão". Recentemente, foi eleito para a Assembleia Distrital do Porto do PSD, depois de receber elogios de Marco António Costa na campanha eleitoral.

O que faz correr António Coutinho na política? É apenas a vontade de participar  e contribuir, de forma mais ou menos voluntária, para o futuro da sua terra ou será que, no seu horizonte, admite funções mais executivas na autarquia marcoense? Em 2017, daqui a oito anos, Coutinho terá a sua carreira empresarial consolidada. Estará em condições de ser então o candidato natural do PSD à sucessão de Manuel Moreira?


Isto é que é confiança em Manuel Moreira!
ANTÓNIO OLIVEIRA a 29 de Novembro de 2009 às 22:35

Não é confiança mas antes um cenário perfeitamente plausível.
É natural que Manuel Moreira seja de novo candidato à Câmara pelo PSD nas próximas eleições, pelo que o cenário de sucessão, independentemente dos resultados de 2013, colocar-se-á de forma obrigatória em 2017.

Tem razão! mas partindo do pressuposto de que teremos Manuel Moreira e o PSD 12 anos no poder, não existirá um natural desgaste que irá prejudicar António Coutinho em 2017 ? Porque não antecipar para 2013 a candidatura de António Coutinho ? Olhe que nestas coisas da política a idade conta muito. Em 2017 António Coutinho terá talvez 57 ou 58 anos e os portugueses cada vez mais estão a apostar em autarcas mais jovens.
ANTÓNIO OLIVEIRA a 30 de Novembro de 2009 às 13:24

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