Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
05
Mar 10
publicado por José Carlos Pereira, às 00:45link do post | comentar

Nos últimos dias, alguma comunicação social "descobriu" que certas autarquias empolam as suas previsões de receita, sabendo à partida que as mesmas são irreais, como forma de assegurar o requerido equilíbrio orçamental. Sabem que é assim, mas preferem esconder a cabeça na areia e esperar pelo fim do ano para ver como decorre a execução do orçamento. Uma das televisões passou mesmo declarações de novos autarcas que se depararam com esta realidade.

Pois bem, essa foi uma "táctica" há muitos anos implementada por Lindorfo Costa na Câmara Municipal de Marco de Canaveses, quando geria as finanças do município nos tempos das maiorias CDS. Eram milhões em venda de património, que nunca se vendeu...

Recordo-me bem dos debates acesos na Assembleia Municipal a este propósito e da defesa que Lindorfo Costa fazia desse expediente. Valha a verdade que o vereador do CDS  nunca escondeu que aquela era uma opção deliberada.

Por isso, não pude deixar de sorrir quando vi os autarcas de Faro e Leiria virem denunciar essa prática, apontando-lhe os defeitos, quando cá pela nossa terra há muito havia quem visse nisso uma boa prática.


Já tive oportunidade, no Marcohoje , de manifestar a minha opinião sobre o tema. E não posso deixar de questionar que um responsável político afirme; “É um artifício técnico, que não é ilegal, nem de esconder”, frisa, embora admita que o procedimento é pouco transparente", não seja responsabilizado.
Aparentemente se o Orcamento é um documento de intenções que antecipadamente se sabe não ser exequivel, serve para quê?
antonio ferreira a 5 de Março de 2010 às 09:36

Nem mais. Anda toda a gente a brincar ao "faz de conta"...

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