Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 10
publicado por J.M. Coutinho Ribeiro, às 01:21link do post | comentar

 

Nas próximas eleições para a liderança do PSD/Marco voto na lista de Rui Cunha. Obviamente. E é, desde logo, um voto pela positiva. Em 2001, quando fui candidato à presidência da Câmara do Marco, nas terríveis condições em que o fui, Rui Cunha foi solidário desde o princípio. Foi o nº 2 da lista para a Câmara, mas deixou sempre a sua disponibilidade para ceder o lugar a quem pudesse desempenhar o lugar melhor do que ele. Fizemos essa campanha juntos, quando havias poucos capazes de o fazer, fosse por medo de Avelino Ferreira Torres, fosse porque a "teia" dos interesses se sobrepunha ao PSD e ao Marco. Já nessa altura eu soube o que era ter a estrutura do PSD local contra. E a estrutura do PSD local eram os irmãos Cruz. Os mesmos que, agora, são os adversários de Rui Cunha. Os mesmos que, em 2005, tentaram torpedear a candidatura de Manuel Moreira. Os mesmo que, em 2009, insistiram em sabotar a campanha do PSD. Donde, o meu voto em Rui Cunha é, também, um voto pela negativa: um voto contra quem vê os partidos como uma forma de ascensão pessoal. Um voto, pois, contra os irmãos Cruz (contra aqueles dois, que contra os outros não tenho nada).

Se Rui Cunha perder as eleições, eu perdê-las-ei com ele (tal como aconteceu nas últimas). Se ele as ganhar, sabe que não ficará a dever-me nada. Nada. O passado recente confirma-o. Nos últimos dias da campanha para as autárquicas, em que não regateei esforços para que Manuel Moreira ganhasse e ganhasse com maioria absoluta, fiz questão de esclarecer que, se tal viesse a acontecer, o meu ciclo político no Marco estaria terminado. E terminou. Fui votar nas eleições para a liderança nacional do PSD e para os delegados ao congresso e nada mais. Desde a tomada de posse (ou do Plenário de Militantes que se seguiu?) falei duas vezes telefonicamente com o presidente Manuel Moreira - sobre questões do partido - e nunca mais nos encontrámos. Nem havia necessidade. Tal como sublinhei na altura, a minha função de mandatário esgotava-se na função. O Marco estava livre. Os eleitos que tocassem guitarra, porque foi para isso que foram eleitos. Deixei, inclusivamente, de intervir civicamente na blogosfera local. Trata-se, pois, de um regresso pontual: para manifestar o meu apoio a Rui Cunha e para contribuir para que o PSD do Marco se livre definitivamente dos irmãos Cruz. Porque Rui Cunha quer ajudar - eles só estragam. Pouco, mas estragam. Pela inutilidade maldosa.


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