Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 10
publicado por José Carlos Pereira, às 13:55link do post

Artur Melo, vereador e actual presidente da Comissão Política Concelhia do PS/Marco, recandidata-se ao cargo que detém no partido nas eleições deste sábado. É um caminho natural, mesmo se marcado por recuos e avanços no último mês.

Para mim, sempre foi evidente que Melo se recandidataria à liderança do PS. A forma como decorreu o antes e o depois do processo eleitoral autárquico, a reacção de Melo e dos seus apoiantes mais próximos aos (maus) resultados obtidos e até a criação logo no início do ano de um blogue com propósitos bem definidos eram sinais que não me deixavam dúvidas sobre as reais intenções de Artur Melo. Creio que o que fez Artur Melo anunciar em meados do mês passado que não seria candidato foi o facto de saber que não podia contar com o voto dos militantes que atraiu para o partido – o agendamento das eleições para 17 de Abril não permite que essas pessoas tenham o tempo de militância necessário para votar.

Contudo, Melo viu-se depois pressionado pelos seus apoiantes – um apoio mais pessoal que político ou partidário – e foi incapaz de encontrar um nome consensual no seu grupo para protagonizar uma candidatura. Perante isto, teve de recuar nos seus propósitos e avançar com a recandidatura, sem que ficasse explicado por que motivo mudou de intenções. Fez bluff com os militantes? Estava à espera da vaga de fundo? O que o fez mudar?

Vir dizer que a candidatura de Rolando Pimenta era uma coligação negativa contra si é extraordinário. No mesmo dia em que Melo voltou com a palavra atrás e decidiu recandidatar-se, Pimenta apresentou a sua candidatura. Pimenta tentou reunir todas as correntes do PS/Marco, julgando então ser o único a concorrer à liderança. Não percebo onde estava a tal coligação negativa. Quando muito, Melo poderia acusar Pimenta de reunir apoios dispersos, mas onde estaria o mal disso, tratando-se de uma candidatura que queria unir? Não foi Artur Melo que também procurou, antes das autárquicas, contar com o apoio dos que se lhe opuseram, como Luís Almeida e eu próprio? E as ideias e projectos de Melo para o partido e para o concelho nos próximos dois anos, num período em que é sabido que vai estar na oposição ao PSD? Quem as conhece?


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