Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 10
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar

Rui Cunha apresenta-se às eleições do PSD/Marco com vontade de ganhar um lugar que foi seu entre 2006 e 2008 e que perdeu para José Cruz há dois anos.

Depois de algumas hesitações que o fizeram chegar a abandonar a ideia da candidatura, nomeadamente quando se colocou a hipótese do próprio presidente da Câmara, Manuel Moreira, entrar na disputa, Rui Cunha reuniu nos últimos tempos um consenso alargado à sua volta e voltou à luta. Leva novamente consigo o vice-presidente da Câmara, José Mota, como candidato à presidência da Assembleia Concelhia.

Rui Cunha foi vereador na recta final do mandato 2001-2005, quando Coutinho Ribeiro renunciou, e é líder da bancada na Assembleia Municipal desde 2005, sempre solidário com o executivo de Manuel Moreira. Conta com os apoios dos principais autarcas do partido e liderou há pouco a lista única à Assembleia Distrital.

Os resultados das eleições para os delegados ao último congresso do PSD mostram que a disputa pode ser acesa e muito renhida entre Cunha e Cruz. Uma vitória de Rui Cunha promete um apoio convicto e construtivo a Manuel Moreira, mesmo contando na sua lista com alguns militantes que não são indefectíveis da governação de Moreira e podem ser uma “consciência crítica”, tantas vezes benéfica para quem está no poder. Uma vitória de José Cruz seria mais do mesmo, ou seja a estrutura partidária divorciada dos seus autarcas, preocupada com as questões internas e desligada dos projectos para o concelho.

Cabe aos militantes do PSD decidir qual é o melhor caminho para o seu partido trilhar, quando dispõe de uma maioria confortável na Câmara, na Assembleia Municipal e em muitas freguesias.


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