Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 10
publicado por José Carlos Pereira, às 12:45link do post | comentar

A propósito do post anterior, fui rebuscar os meus papéis e as actas da época, um período muito conturbado, marcado pela declaração de ruptura financeira da autarquia e pela aprovação do contrato de reequilíbrio financeiro, pela disputadíssima decisão sobre a adesão do município à Comunidade Urbana do Tâmega e ainda pela condenação em primeira instância do então presidente Avelino Ferreira Torres pelos crimes de peculato e peculato de uso.

Na sessão da Assembleia Municipal de 9 de Julho de 2004, pretendi saber do estado das negociações com o consórcio AGS (composto por Aquapor – Serviços, SA, Camilo Sousa Mota & Filhos, SA e Construções Ferreira, SA) perante a conhecida desistência do consórcio CGEP (Compagnie Génerale des Eaux e Aqualia Gestión Integral del Água), vitorioso no concurso. A acta refere que questionei Ferreira Torres sobre “o ponto de situação do processo de privatização da concessão da exploração e gestão dos sistemas de abastecimento de água para consumo público e de recolha, tratamento e rejeição de efluentes do Concelho”, manifestando a minha “preocupação pelo facto de ter vindo a público que um processo semelhante em Paços de Ferreira fez subir as tarifas em cerca de trinta por cento”.

Avelino Ferreira Torres “informou que já chegaram as conclusões, pelo que pensa que o contrato irá ser assinado na próxima reunião de Câmara”. O que só veio a ocorrer em Setembro.


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