Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 10
publicado por José Carlos Pereira, às 22:30link do post | comentar

O “Jornal de Notícias” de hoje publica uma referência às recentes deliberações da Câmara e da Assembleia Municipal de Marco de Canaveses que aprovaram a nulidade da deliberação do executivo de 15 de Março de 2004, por via da qual foi decidido adjudicar a “concessão da exploração e gestão dos sistemas de abastecimento de água para consumo público e de recolha, tratamento e rejeição de efluentes do Concelho do Marco de Canaveses”, bem como a nulidade das deliberações camarárias que posteriormente alteraram os termos da adjudicação e/ou aprovaram com alterações a minuta do contrato.

Nessa notícia, o vice-presidente da Câmara, José Mota, adianta algumas das razões do executivo.


É pena a noticia não transmitir a verdade dos factos.
Porque é que não dizem que as tarifas são as aprovadas pela câmara?
Ainda no ultimo jornal a verdade, vinha a dizer que o Torrão estava de fora do contrato e agora queixam-se que os esgotos correm a céu aberto?
O povo do Marco é que vai sofrer com isto, pois se agora a câmara não tem dinheiro, depois de pagar as indemnizações legais à empresa (que pelo que ouço falar são de muitos milhões de euros) como é que ficamos?
É o que temos por cá.
J. Pinto a 30 de Abril de 2010 às 08:48

A verdade dos factos ocuparia páginas e páginas do jornal.
O "pecado inicial", que consistiu na adjudicação da concessão nos termos e nas condições em que ocorreu, condiciona muitíssimo a actuação da autarquia. E o concessionário, que incumpriu o contrato a que estava obrigado e nunca se dispôs a negociar numa base aceitável, joga com as armas que o próprio contrato lhe dá.
Veremos como o processo decorre, embora quanto a mim ainda falte muito tempo para uma decisão final.

Para quem defende o PSD e Manuel Moreira com unhas e dentes, está muito mal informado. Devia saber que estamos à beira de pagar indemnizaçoes milionárias porque o seu amado presidente andou 2 anos (dois!) a fugir aos advogados da empresa Águas do Marco...
Se tivesse renegociado não se teria chegado a este ponto.
Alvaro a 30 de Abril de 2010 às 23:46

Não defendo o PSD nem Manuel Moreira. Enquanto autarca e candidato defendi o que pensava ser melhor e, em 2005, a minha opinião era bem diferente do caminho que o PSD depois seguiu.
O leitor demonstra que desconhece muito do que se passou - o incumprimento contratual, as sucessivas fugas ao diálogo e à negociação por parte da Águas do Marco, a proposta da Câmara de alteração unilateral de contrato (prevista no próprio contrato) e só depois veio o recurso ao Tribunal Arbitral por parte da concessionária (também previsto no contrato).
Veremos o aí vem, mas uma coisa é certa: a Câmara nunca poderá pagar uma indemnização de milhões!

Eu é que desconheço!!!?? Então não houve um autarca PSD vizinho a quem uma empresa de advogados foi pedir para falar com Manuel Moreira, já que nao conseguiam, porque o homem passava a vida a fugir? Informe-se...
Alvaro a 5 de Maio de 2010 às 20:20

Tem piada essa de uma empresa de advogados precisar de meter cunha a um autarca do PSD para falar com Moreira. Por que razão precisariam de meter cunhas, se estavam tão cheios de razão?

Estou a ver que desconhece mesmo o processo... A "cunha foi para falar com Manuel Moreira... O senhor só se preocupa em defender a sua dama em vez de se preocupar com a má-condução do processo. Em vez de renegociar este Executivo meteu-nos numa trapalhada que não sei como vamos sair dela. claro que quem é de gaia não se preocupa muito com o Marco...
Alvaro a 7 de Maio de 2010 às 01:28

Só que eu devo ser muito burro, e preciso que me explique em que é que houve incumprimento contratual, pois eu ainda não percebi?
E já agora a Câmara nunca poderá pagar essas indemnizações porquê? Talvez por andar a gastar dinheiro mal gasto com festinhas e comes e bebes!
Uma coisa lhe garanto, a si e aos marcoenses, se a câmara voltar a ficar com as Águas, não terá tão cedo dinheiro para novas obras nas redes existentes nem para redes novas de abastecimento à população!
Mas como é óbvio a câmara actual só quer reaver os serviços municipalizados para os voltar a privatizar a quem lhes interessa, como aconteceu com o lixo!
J. Pinto a 4 de Maio de 2010 às 10:32

O incumprimento contratual era evidente logo em 2005, já que a concessionária não estava a desenvolver o plano de trabalhos previsto contratualmente. Isso era uma das condições para a rescisão unilateral do contrato e foi isso que defendi na campanha de 2005, já que era uma das saídas mais favoráveis à autarquia.
Quando digo que a Câmara nunca poderá pagar a indemnização requerida é porque a Câmara não tem nem nunca terá esses milhões para pagar.
Qualquer solução é melhor do que aquela que temos. O próprio serviço prestado aos utentes pela Águas do Marco deixa muito a desejar. Na parte final do anterior mandato a Câmara delineou uma alternativa conjunta com a Câmara de Penafiel, que passava pela constituição de uma empresa intermunicipal. Baião arranjou uma outra alternativa, ligada à Águas do Douro e Paiva. Haverá sempre caminhos possíveis a seguir e o que interessa não é fazer desta questão uma arma política. O que importa é resolver, nas melhores condições, uma lacuna gravíssima para a qualidade de vida dos marcoenses .

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