Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
03
Mai 10
publicado por José Carlos Pereira, às 12:45link do post | comentar

O candidato derrotado à presidência da Comissão Política Concelhia do PS/Marco, Rolando Pimenta, enviou-nos para publicação um texto no rescaldo do acto eleitoral em que reuniu 49% dos votos e elegeu 10 dos 21 membros que compõem aquele órgão concelhio:

 

"SEM DRAMAS NEM HISTERISMOS APESAR DE…

“Não consideramos os nossos opositores (internos ou externos) inimigos. Aliás, há métodos que nem com os inimigos se utilizam. E foram, infelizmente, utilizados nesta campanha. É óbvio que não confundimos atitudes de alguns elementos afectos à outra lista, com a dignidade da maioria dos socialista que a integram – a quem endereçamos as nossas cordiais saudações democráticas – Os actos ficarão com quem os praticou…” (excerto da carta enviada a militantes socialistas por Rolando Pimenta – 12 de Abril)

Os “túneis” da política marcoense

Apesar de os fins não justificarem os meios, encaramos a derrota nas “internas” do PS Marco com naturalidade. Que resultado seria de esperar quando não há árbitro, ou melhor, este integra a equipa do adversário? Vale (eu) tudo! Por isso, mais uma razão para continuarmos a nossa luta pela democracia interna dentro do partido. Em sede própria denunciaremos as muitas irregularidades formais e materiais cometidas, para que, dentro de dois anos, as eleições internas no nosso partido não se assemelhem a “referendos” terceiro-mundistas…

A unidade possível

Apresentámos propostas escritas no nosso Programa de Acção e quer na Sessão Pública de apresentação de candidatura, quer na Sessão de Esclarecimento, explicitámos claramente as nossas propostas. No outro lado, o vazio… Esperamos que não nos venham pedir para colaborar num “projecto” de poder pessoal…

O PS Marco terá de se manter unido em torno de ideias e princípios. A nossa luta pela democracia interna e pela transparência continuará:

- Será admissível que não se prestem contas à Comissão Política Concelhia, ao Secretariado e aos Militantes?

- Será admissível que os militantes não sejam ouvidos, nem os órgãos concelhios, no processo de constituição das listas para as eleições autárquicas?

- Será admissível que não exista uma Mesa de Assembleia Geral?

- Será admissível que não existam actas e outros documentos fundamentais, relativos à vida interna do partido?

É óbvio que apesar do empate técnico registado, não iremos exigir o cumprimento do nosso Programa de Acção (embora não exista programa alternativo…).

Apenas será possível uma plataforma de entendimento cumprindo os princípios elementares da Democracia Representativa que acima explicitámos muito sucintamente. Não será pedir muito e a qualidade da nossa democracia agradeceria.

 

Rolando Pimenta (ex-candidato à liderança da CPC do PS Marco)"


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