Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
26
Mai 10
publicado por José Carlos Pereira, às 00:15link do post | comentar

No âmbito da Feira das Colectividades que decorre no próximo fim-de-semana em Marco de Canaveses, em paralelo com o Festival do Anho Assado, assinalar-se-á no sábado, dia 29 de Maio, o Dia Nacional das Colectividades e o 86º aniversário da Confederação Portuguesas das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.

A Associação das Colectividades do Concelho de Marco de Canaveses é assim anfitriã de um evento de âmbito nacional, que congregará as atenções do movimento associativo reunido em torno da Confederação Portuguesa das Colectividades.

O programa das comemorações inclui uma evocação do Centenário da República, na qual intervirei a convite da Associação marcoense.

 

O programa identifica-me “abusivamente” como historiador. Sou um modesto licenciado em História, que seguiu outros rumos profissionais a partir dos estudos de pós-graduação. Os meus trabalhos universitários de investigação, de pesquisa de fontes e de reflexão histórica não são suficientes para que me intitule como historiador.

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Parabéns à Associação das Colectividades do Marco de Canaveses ,pelo facto de ter sido escolhido, pela Confederação Nacional ,o nosso concelho para este grande evento. Com certeza a Associação marcoeense bem o merece, apesar de muitas vezes ser vítima dos "bota-abaixo". Felicito-a também por tido o bom senso de convidar para orador o Dr. José Carlos Pereira, distinto marcoeense. Parabéns.....
marcoense a 26 de Maio de 2010 às 13:22

É de facto uma distinção para a Associação das Colectividades da nossa terra.
Agradeço as suas palavras simpáticas.

Como Associativista, também me congratulo com o evento. De facto, reconheço que Manuel Moreira é um dos poucos políticos que, na sua nota curricular, regista, como cargos desempenhados, "dirigente associativo". De facto, a riqueza deste Movimento Social e a sua especificidade em Portugal (aconselho a leitura dos velhos textos de Costa Godolphin ), fazem das chamadas Colectividades um marco na participação cidadã.
Fui dirigente associativo desde os meus 18 anos, com intervalos (como este que vivo no Marco).
Quando passei pela vida académica, como docente e investigador, elegi, sempre, o Movimento Associativo e o seu papel na dinamização das comunidades como tema de aulas e de estudos; ainda hoje tenho, para trabalhar e concluir, uma "eterna" tese de doutoramento, cujo tema é "Animação, Associativismo e desenvolvimento local : o movimento associativo e a intervenção social local em Portugal, no século XX".
Digo isto, não para "puxar dos galões", mas para dizer que tenho orgulho de ser associativista, pois fui, dele, praticante, dirigente e estudioso.
Como Autarca (Vereador de oposição), entre 1993 e 1997, em Arruda dos Vinhos, tive a honra de criar um Conselho Municipal de Colectividades e, no seu seio, dinamizar a feitura de exaustivo regulamento de atribuição de subsídios. Semelhante trabalho fiz em Beja, entre 1997 e 1999, então como consultor da respectiva Câmara, com a novidade de se ter implementado um plano de formação associativa.
O Associativismo é, pois, para mim uma paixão.
Por isso, julgo que, aqui, no Marco, ele tem de ser visto, pelo Poder, como um aliado para a acção cultural e desportiva e, por tal, ser regido, na sua relação com esse Poder, por regras transparantes, no que a apoios financeiros concerne, onde existam critérios quantificáveis que não ofereçam dúvidas, o que hoje não acontece, ainda. Recordo que, já em Dezembro de 2006, um Deputado Municipal do PS (Virgílo Costa) e o Vereador do PS (Luís Almeida), chamavam a atenção para tal.
Depois, há que resistir á "tentação totalitária" de tudo municipalizar. Já por diversas vezes escrevi que tenho sérias dúvidas sobre se muitas das Associações, criadas no último mandato, para "agrupar" as Colectividades, os Artistas, etc, terão nascido, autenticamente, do seio dos interessados , ou não são o rosto de iniciativas "municipais" com fins tutelares.

Há 2 anos, ouvi, com esperança, o Presidente da Confederação, aqui no Marco, enaltecer a necessidade da formação associativa, mormente de dirigentes. Espero que seja desta que a Associação das Colectividades do Concelho, em parceria com a Academia das Colectividades (com sede no Porto), consolide tal desejo, em nome da qualidade e autonomia do Movimento Associativo
Abel Maria Simões Ribeiro a 27 de Maio de 2010 às 18:45

Concordo que devemos evitar a todo o custo a tutela dos poderes oficiais sobre os movimentos associativos.
A sociedade civil tem de ser forte e adulta para fazer emergir do seu seio as diferentes agremiações, sem cuidar de se preocupar se está a agradar ou não ao poder político.

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