Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Jun 10
publicado por José Carlos Pereira, às 00:15link do post | comentar

A Democracia

 

Os 36 anos decorridos desde a revolução de Abril trouxeram um crescimento sem precedentes ao concelho, tirando partido do processo de consolidação democrática e do desenvolvimento sentido em todo o país.

O PSD venceu as eleições autárquicas de 1976, tornando-se o Dr. Amadeu Marramaque como o primeiro presidente da Câmara eleito. Seria reeleito em 1979 pela coligação Aliança Democrática.

De 1982 a 2005 o CDS venceu todas as eleições autárquicas disputadas, tendo como presidente da Câmara Avelino Ferreira Torres.

Em 2005 venceu novamente o PSD, com o Dr. Manuel Moreira, que foi reeleito em 2009.

Neste período há ainda a registar que três políticos locais foram eleitos deputados da Assembleia da República: Arcanjo Luís (PSD), na primeira legislatura, em 1976-78, Eng. Fontes Orvalho (PS), durante a legislatura do bloco central, em 1983-85, e Alberto Araújo (PSD), entre 1985 e 1995.

Apesar do crescimento verificado, há alguns indicadores básicos que nos mostram as oportunidades perdidas e o caminho que falta percorrer para construir um município com maior qualidade de vida:

Ambiente (2006) – População servida: Água: Tâmega (70%); M. Canaveses (36%); Amarante (84%); Saneamento: Tâmega (40%); M. Canaveses (27%); Amarante (53%); ETAR: Tâmega (35%); M. Canaveses (25%); Amarante (43%)

Índice de poder de compra (2007) – Portugal 100; Norte 86,2; M. Canaveses 61,6

IRS (2008) – Rendimento colectável per capita: 2.544 €

Exportações – de 63,058 M€ em 2001 para 41,472 M€ em 2008

Protecção social – Beneficiários do RSI (2008): 4.385 – 2º no Tâmega

Desemprego (Maio de 2010): 4.047 desempregados – 3º no Tâmega e Sousa


Não sei se a série de textos acabou, mas, tendo lido e "coleccionado" todos, queria agradecer-lhe a oportunidade que me deu de conhecer, melhor, a história contemporânea do Marco.
Como "neo-residente" (farei 3 anos de marcoense residente em Julho), tenho buscado algumas fontes para conhecer melhor a História desta terra a que escolhi chamar minha, onde não tinha raízes, mas onde tive uma tia-avó, que nunca conheci, falecida em 1950, nascida em Vila Boa do Bispo e sepultada em Manhuncelos.
Essa buca de "fontes" de informação histórica foi, agora, estimulada pelo seu conjunto de textos.
Que, uma vez mais, lhe agradeço.
Abel Ribeiro a 30 de Junho de 2010 às 12:48

Sim, esta série de textos acabou. Agradeço as suas palavras e congratulo-me que este modesto contributo lhe tenha permitido conhecer melhor a nossa terra

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