Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Jul 10
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar

A leitura das actas da Câmara Municipal de Marco de Canaveses é um manancial de novidades e de motivos para reflexão. Ao ler a acta da sessão ordinária de 9 de Junho passado, não pude deixar de atender a duas situações muito curiosas.

A primeira está relacionada com o facto do vereador Avelino Ferreira Torres ter questionado a maioria, presume-se que de forma determinada e exigente, sobre a aplicação de medidas de austeridade por parte da Câmara e a elaboração de um plano de contenção de despesas. Ai se o ridículo matasse...

A segunda situação decorre dos vereadores Avelino Ferreira Torres e Artur Melo terem votado contra os protocolos com os bares da cidade no âmbito do Festival de Montedeiras. Melo votou também contra o protocolo com a Associação das Colectividades para a realização do mesmo evento.

Ao lado das questões formais, o vereador socialista, na sua declaração de voto, defende que o Festival devia "reflectir outras preocupações, como actividades de sensibilização para o uso e prevenção das drogas, colóquios com temas de interesse para os jovens e então à noite finalizar com o espectáculo propriamente dito".

Já estou mesmo a imaginar os jovens marcoenses e forasteiros a passarem a tarde em colóquios e conferências sobre o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas, o uso de preservativo, a educação, o desemprego e saídas profissionais, à espera que as bandas comecem a tocar...


Meu caro - deixe-me tratá-lo assim apesar de não nos conhecermos - discordar não implica entrar em ataques pessoais.
Eu também quero um Marco melhor e também reivindiquei no meu tempo que a juventude devia ser mais ouvida e tida em conta. Em 1983 era essa a minha intenção quando representei os estudantes marcoenses no Conselho Municipal, um órgão autárquico que já não existe.
Sou o mais possível favorável a debates, colóquios e conferências sobre todos os temas relevantes. Isso faz falta e ainda me lembro de, aos 18 anos, participar num debate sobre a legalização do aborto, no Marco, com a então secretária de Estado Teresa Costa Macedo. Penso, no entanto, que querer forçar essa discussão em conjunto com um Festival de música é, no mínimo, forçado.
Quanto ao acesso às ferramentas e à informação, em todas as gerações há quem aproveite tudo o que tem à disposição e quem se limite a ver "andar os comboios".

Em conclusão: Mais um ataque a Artur Melo. Descanse que se chegar a presidente de algum partido vai ser ao PSD, nunca ao PS... Por não saber o que diz é que nunca vai chegar a vereador. Que raio de dor de cotovelo, pá!
Alvaro a 23 de Julho de 2010 às 15:38

Se me lesse com mais atenção perceberia que não pretendo filiar-me em nenhum partido.
Com dor ou sem dor, não me conhece. Acha mesmo que o meu sonho de vida era ser vereador?

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