Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
08
Ago 10
publicado por João Monteiro Lima, às 11:25link do post | comentar

Os deputados do PCP eleitos pelo distrito do Porto, endereçaram ao Governo um conjunto de perguntas sobre a escola  da EB 2,3 de Toutosa. Transcrevem-se na integra as perguntas do deputados comunistas.

Pergunta ao Governo  N.º 3815/XI/1

Situação da EB2,3 de Toutosa (Marco de Canaveses)

 

Foi numa sessão pública da “Assembleia Municipal de Jovens” realizada no Marco de Canaveses, que um grupo de alunos da Escola Básica EB 2,3 de Toutosa, naquele Concelho, alertou a opinião pública da situação preocupante que ocorre na sua própria escola.
Ficou então a saber-se que e edifício da Escola EB 2,3 de Toutosa, construído há já 17 anos, se destinava a abrigar 18 turmas mas, que, neste momento, tem 28 turmas, mais dez que a sua lotação adequada. A superlotação é mais que evidente, sendo que a falta de espaços levou já – disseram os alunos – a que a Escola “abdicasse”, entre outras coisas, da sala de estudo, do clube de informática, do “laboratório” de matemática e da própria sala de directores de turma, agora “transformada” em sala de aula.
A superlotação e a falta de espaços específicos, como os que foram atrás enunciados, levando em muitos casos ao reaproveitamento de espaços e à divisão de algumas das salas, provocam inúmeros problemas e dificuldades na gestão do espaço e do tempo e, inevitavelmente, no processo pedagógico de aprendizagem e formação dos alunos. Há cerca de 600 alunos a ocupar um espaço escolar em princípio projectado e preparado para cerca de 380!
E se, quanto à exiguidade de instalações a situação parece bem evidente, os alunos da EB2,3 de Toutosa verberaram igualmente a situação degradada do edifício, onde as infiltrações de água causadas por problemas no telhado e os temporais, provocam a utilização frequente de baldes como recurso para apanhar a água que cai em algumas salas.
Perante a situação atrás descrita, e tendo em atenção o disposto nas disposições regimentais e constitucionais aplicáveis, solicita-se ao Governo que, por intermédio do Ministério da Educação, responda às perguntas seguintes:

 

1. Como pode justificar o Governo que a EB2,3 de Toutosa tenha chagado a um tal ponto de superlotação escolar, com um número de salas de aula a funcionar que é cerca de 55% vezes maior do que as que deveria ter de facto a funcionar e para as quais foi projectada?
2. Tem o Governo a noção que nesta escola há cerca de 200 alunos a mais do que lá deveriam ter aulas?
3. Tem, ao menos, o Governo a noção de que a existência de uma tão elevada superlotação escolar nesta Escola, faz com que inúmeras salas específicas não funcionem (salas de estudo, clube de informática, laboratórios, sala de directores de turma) e que, desta forma, estas centenas de alunos de Toutosa estão a ser profundamente prejudicados e discriminados no respectivo processo de aprendizagem?
4. E quanto à infiltração de águas e à degradação das instalações, como se pode aceitar o que está a ocorrer na EB2,3 de Toutosa?
5. Sendo absolutamente consensual que esta Escola tem que ser alvo de alargamento de instalações e de obras de manutenção e conservação, quando é que o Governo pensa levá-las a efeito? "

 

 

 

 



Caro João Lima, permita que "cole" um comentário que em Outubro deixei neste blog a propósito do ranking das nossas escolas.
"Salvo melhor opinião, não será estranho aos resultados ora obtidos, a elevada taxa de ocupação das nossas escolas. Consultando a Carta Educativa, verificamos que, no ano lectivo de 1998/1999, a taxa de ocupação das EB 23 de Alpendorada, Marco de Canaveses e Toutosa , foi de 158%, 175% e 105%, respectivamente. No ano lectivo de 2006/2007, para as mesmas escolas, a taxa de ocupação registada foi de 161%, 160% e 107%, respectivamente. A EB 2 3 Sande apresenta uma taxa de ocupação de 74% e 79%, nos anos lectivos de 2001/2002 e 2006/2007.
Relativamente ao ano lectivo de 2006/2007 verificamos que a ES de Alpendorada apresentava uma taxa de ocupação de 44% e a ES de Marco de Canaveses o valor registado foi de 134%. Numa leitura linear podemos inferir que, caso tivesse havido maior cuidado no planeamento do ano lectivo, as duas escolas teriam tido uma taxa de ocupação de 100%, com benefícios para todos.
Apesar da educação não se resumir a números, poderemos afirmar que as escolas do nosso concelho não têm capacidade para a sua população, situação que se verifica desde 1998 e os recursos estão menos bem distribuídos.
A EDUCAÇÃO deve ser vista a nível concelhio, abandonando uma visão “feudal” em que cada um procura o melhor para os seus. Naturalmente que haverá outros motivos para justificar os resultados."
A situação de Toutosa infelizmente é comum a outros estabelecimentos de ensino do nosso concelho.
antonio ferrreira a 8 de Agosto de 2010 às 23:37

Caro António Ferreira
Estamos completamente de acordo, a educação tem que ser vista a nível concelhio.
Tanto quanto sei o sdeputados comunistas abordaram a questão da escola de Toutosa porque tiveram um conhecimento mais aprofundado da situação. Certamente que outras escolas terão problemas semlhantes e outros também de grande importância.
Pena é que o executivo não aposte a sério na educação.

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