Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
30
Set 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

As Assembleias Municipais têm várias funções, sendo que as mais importantes são os debates (que nem sempre são) dos temas mais relevantes para o concelho.

Ainda sou do tempo das Assembleias em que a oposição ficava a falar para si, presenciei o agora vereador do PS, e à data deputado municipal, Artur Melo e Castro iniciar uma intervenção e o então Presidente da Câmara e o grupo municipal que o suportava abandonarem a sala, o resultado foi um só: Artur Melo falou apenas para o PS e para a CDU (eu e Jorge Baldaia, na altura), corria o ano de 98 ou 99. Nesta altura, a maioria dos deputados seguia as indicações do líder e do pouco que ouviam da oposição nada retinham.

Hoje, em pleno ano de 2010, já há eleitos (nem todos, infelizmente) na Assembleia Municipal que ouvem a oposição e "aproveitam" as intervenções conforme mais lhe interessa.

Tudo isto para dizer que, no dia seguinte à Assembleia Municipal, numa freguesia do Marco na Sessão da Assembleia, o secretário da Junta de Freguesia "aproveitou" a minha intervenção na AM para responder a um eleito. Mais coisa menos coisa, do género,"se o eleito da CDU na AM fala de assuntos de há 5 ou 6 anos, também posso falar dos assuntos do passado".

Este eleito na tal freguesia esquece, eventualmente, deliberadamente que a prescrição não se aplica aos assuntos mais importantes do concelho. Se falei do contrato da água ou do início de mandato do actual executivo, ou do não cumprimento do estatuto do direito à oposição foi porque esses assuntos não podem ser esquecidos. Nem que passem 100 anos.

As Assembleias Municipais têm uma nova função que parece que esta a vingar ... pelo menos para alguns, "ouvir para aplicar".


Podemos saber qual é a freguesia?
Para saber com o que podemos contar nessa freguesia.
Anónimo a 30 de Setembro de 2010 às 00:29

Deve ser alguma freguesia tipo VILA BOA DE QUIRES.. Políticos tentando imitar outros políticos e parecem cópias exactas.. falam da mesma forma e fazem as mesmas coisas, ou seja... FALAM MUITO E NADA FAZEM

Podem comprovar isto em
http://janelamarcoense.blogs.sapo.pt

Caro Vítor Hugo,
não avançando o nome da freguesia em questão excluo desde já a tua freguesia.

Caro leitor,
este ainda não é o momento de divulgar o nome da freguesia, espero pela próxima acta da reunião da AF para ler o que foi dito.
Irei exigir cópias das actas dessas sessões que são entregues tarde e mas horas aos eleitos.

Respeito, mas com toda a certeza essa parte vai ser omitida.
Anónimo a 30 de Setembro de 2010 às 23:52

Caro leitor,
espero que nada seja omitido, aliás gostaria que quem deu o exemplo da minha intervenção tivesse a coragem de assumir com frontalidade. E de passar a escrito o que foi dito, já que as reuniões não são gravadas o que impede a qualquer pessoa saber o que foi dito e com que sentido

Caro Joao,com a atitude deste executivo,faz pena ver o presidente com tao baixo discurso,a culpa e sempre dos outros...nunca dele! Porque sera nesta altura de crise,BAIAO tem tantos projectos e tanto investimento e o na nossa terra nada...so festas,festinhas,fogo de artificio a torto e a direito,investimento?-Nada... Cordialmente . RMN
R M N a 30 de Setembro de 2010 às 22:20

Caro R M N,
o exemplo de Baião deveria ser estudado, a atitude José Luís Carneiro, a forma como promove o concelho no País e fora dele, os investimentos que se sucedem, a aposta nas associações e respectivos apoios são exemplos de uma forma de fazer política diferente. Obviamente, para melhor.

No meu ponto de vista,se me permitem intrometer-me nesta amigável troca de opiniões,direi que a diferença entre José Luís Carneiro e Manuel Moreira reside na capacidade de trabalho,que aquele autarca do nosso vizinho concelho,demonstra,dedicando-a à sua terra natal.Ao contrário de Manuel Moreira,aquele autarca fala pouco e executa muito.Ou seja,aquilo que promete cumpre.
Miguel Fontes a 1 de Outubro de 2010 às 00:05

Caro Miguel Fontes
Já percebi que o nosso barco é o mesmo, pois estamos muitas vezes de acordo. O meu Amigo diferencia neste comentário os dois autarcas, e poderiamos juntar ainda o autarca de Resende, António Borges, eleito pelo PS, como alguém que trabalha pela sua terra, agindo mais e falando menos.
Um Abraço,

A primeira grande obra da equipa liderada por José Luís Carneiro, foi alterar o relacionamento com a oposição, exactamente na Assembleia Municipal. A oposição passou a ser vista como parceiro e não como obstaculo. E quando se conjugam esforços, o resultado a todos satisfaz. Por cá e pelo que me tenho apercebido a oposição "ainda" é vista como um obstaculo.
antonio ferreira a 1 de Outubro de 2010 às 00:24

Caro António Ferreira,
possivelmente é essa postura de democrata que faz JLC ser reconhecido pelos diversos quadrantes politicos.
Por cá, se querem que sejamos "obstaculos" lá saberão o porque, mas que demonstrem que sabem o que fazem, o que em muitos casos não tem acontecido.

Caro João

Posso acrescentar que José Luís Carneiro, quando visita uma freguesia em assuntos que envolvam trabalho camarário, chega a ser acompanhado com os Directores de Departamento que mais se ajustem ás necessidades dessa visita, além da própria Oposição que é chamada a tal e por vezes se pronuncia propondo ideias e soluções das quais não há qualquer rebuço em serem seguidas por quem tem a palavra final e poder de decisão. A isto chama-se humildade democrática, que é, o que falta no nosso Concelho e fico-me por aqui, pois muitíssimo mais haveria para dizer...

Saudações Democráticas
José António
José António a 1 de Outubro de 2010 às 00:58

Amigo Jose Antonio
É a democracia na sua essencia e na pratica e não na teoria como por ca, onde se apregoa uma coisa para a seguir a contrair e desatar a "bater" na oposição

Toda a vida defendi a máxima que nunca se deveriam colocar todos os ovos na mesma cesta.
Ora isto vem a propósito do discurso de Manuel Moreira,frequentemente autoritário,direi mesmo, arrogante,mais consentâneo com regimes ditatoriais do que com as boas práticas democráticas,respeito pelo seu opositor,dignidade na função, ou do órgão em causa, a Assembleia Municipal.
Acresce,caro João Monteiro Lima,que desde muito cedo,elementos da maioria partidária que apoiam Manuel Moreira,na Assembleia Municipal,publicamente o incentivaram a governar,como poder absoluto, menosprezando desde logo o papel da tal Oosição.
Como vê,comparando o modo de fazer política de José Luís Carneiro com Manuel Moreira,direi simplesmente que aquele é um democrata de corpo inteiro e este só lhe veste a pele.
Miguel Fontes a 1 de Outubro de 2010 às 23:58

Caro Miguel Fontes,
Um democrata para o ser verdadeiramente tem que sê-lo e parecê-lo, como aquela história da mulher de César.
Não basta assumir que se é democrata, há que mostrar, continuamente, respeitando a diversidade de opiniões, as oposições e as pessoas.

pesquisar neste blog
 
blogs SAPO