Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Nov 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

Ao ler a última edição do Jornal A Verdade, no texto alusivo à convenção autárquico do PSD Marco, leio que (e acreditar no que lá vem escrito) Manuel Moreira terá deixado garantias que a acção social e o projecto "Escola Feliz" são para continuar apesar da situação financeira do município.

Sobre a acção social, nada a dizer pois era o que mais faltava a Câmara cortar no (já parco) apoio aos necessitados.

Sobre o projecto "Escola Feliz" penso que Manuel Moreira se terá (pelo menos) equivocado, pois este projecto não é da responsabilidade da Câmara. O Projecto "Escola feliz" é oriundo da Assembleia Municipal e conta com a colaboração do executivo. Já no período eleitoral, houve a tentação dos candidatos do PSD de "puxarem" para eles um projecto que se quer de todos e para todos. Aliás, tive oportunidade de escrever sobre isso, bem como de abordar esse assunto com alguns dos mais altos responsáveis da campanha social-democrata.

Agora leio que Manuel Moreira tenta puxar para a Câmara a responsabilidade do projecto, dando a entender que o projecto prosseguirá apesar das dificuldades financeiras do município, o que não corresponde à verdade. O projecto irá continuar até porque o mesmo é financiado pelos padrinhos das escolas. A participação da Câmara não está relacionada (só) com o dinheiro mas mais com a logística do projecto.

Percebo a tentação, mas não deixarei de dizer que não é assim.


Meu caro João M. Lima

Estou em total sintonia com o meu amigo,nesta denúncia pública do modo,que me atrevo a qualificar,como indecoroso,de Manuel Moreira chamar a si o mérito de obras,que não foram nem da sua iniciativa,nem da sua autoria.
No caso presente,que o meu amigo refere,o projecto "Escola Feliz",todos sabemos tratar-se duma iniciativa da Assembleia Municipal,apoiada por toda uma série de entidades empresariais e individuais (os padrinhos),limitando-se a Câmara Municipal a conceder apoio logístico,como muito bem explicitou João M. Lima.
E já agora convém recordar que tais "iniciativas" de M.M. pecam pela falta de originalidade,já que repetidamente cai no mesmo erro,ao decidir "apropriar-se" de obras feitas por terceiros.
Refiro-me,obviamente,às obras da REFER para eliminação das passagens de nível ferroviárias,às obras de beneficiação do IC 19 pelo Instituto de Estradas de Portugal.
Poderia recordar ainda a tentativa de "usurpação" dos méritos dos programas que o governo socialista implementou,como a distribuição de fruta e vegetais aos alunos do 1º ciclo do ensino básico,como o programa das actividades extra- curriculares como o inglês,a música e a educação física.
Todas estas "obras" de Manuel Moreira,parece terem tido o crédito suficiente,para merecerem por parte da "nossa" imprensa regional um destaque,muito discutível,só possível pela ainda mais discutível,linha editorial que tutela a maioria dessa imprensa regional.
Nada de estranhar,ao fim e ao cabo,pois são apenas e só,os frutos dos tempos que correm.
Miguel Fontes a 19 de Novembro de 2010 às 00:55

Caro João Lima,

Os "louros" a quem os merecem. Realmente o referido projecto nasceu no seio da Assembleia Municipal: mesa da assemblei municipal (António Coutinho, Rui Brandão, Mário Luís) e lideres dos grupos municipais (João Lima - CDU; Vergilio - PS; Pedro Costa e Silva - CDS/PP e Rui Cunha - PSD). Tudo o que dizes no teu texto corresponde à verdade.
Falamos ainda algumas vezes sobre as referidas tentações de apropriação do projecto. Não é verdade, João? No entanto é meu sincero desejo que o projecto dê frutos positivos para bem da educação no nosso concelho e de uma maior qualidade da mesma.

Abraço,
Pedro Costa e Silva
Pedro Costa e Silva a 19 de Novembro de 2010 às 09:53

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