Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
21
Dez 10
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

 O Presidente da JSD Marco, Luis Pereira Pinto, enviou-nos um comunicado da JSD que transcrevemos:

 

Comunicado

 

Assunto: Governo do Partido Socialista trava o desenvolvimento do MCN

 

O interior também é Portugal!

 

A questão da falta de coesão territorial tem sido amplamente debatida ao longo das últimas décadas. De facto, a questão da interioridade serve de bandeira em todas as campanhas eleitorais. Embora sem grandes resultados práticos, a verdade é que a recorrência deste debate confere pelo menos, a certeza de que o problema existe e o diagnóstico está feito.

A construção de infra-estruturas públicas, as acessibilidades e os incentivos fiscais foram muito importantes para o desenvolvimento destas regiões, no entanto o problema mantém-se.

A litoralização é um fenómeno crescente, a população decresceu significativamente nas regiões do interior, a economia esvaziou-se, a criação de emprego líquida apresenta um saldo claramente negativo e os fenómenos de emigração voltaram a manifestar-se, fruto da falta de oportunidades e da crescente degradação das condições de vida do interior e do próprio país.

Há sem dúvida, medidas específicas que poderão resultar aqui ou ali numa melhoria localizada das condições de vida das pessoas.

Ainda assim, a falta de capacidade financeira do país que se prolongará, provavelmente, por décadas, leva a que todas as propostas políticas tenham de ser devidamente analisadas com vista a não criar ainda mais assimetrias regionais.

Marco de Canaveses é um concelho do interior do Distrito do Porto, e tem vivido uma situação difícil muito por culpa da desastrosa gestão financeira que nos geriu durante 23 anos. Facto que levou à necessidade de fazer um contrato de reequilíbrio financeiro que obriga a edilidade marcuense a esforços financeiros gigantescos. Dessa forma o investimento no futuro começa a ser posto em causa, e tememos que Marco de Canaveses pare no tempo. Preocupa-nos por acreditamos que temos potencial económico para evoluir, levando à fixação dos jovens, cada vez mais formados e capacitados para o salto tecnológico e inovador que necessitamos.

Segundo dados do IEFP (Instituto Emprego e Formação Profissional), no mês de Outubro, Marco de Canaveses tem cerca de 4021 desempregados, sendo que cerca de 10% são jovens desempregados. Estes dados mostram a tendência evolutiva deste flagelo desde Janeiro de 2010 até Setembro em 7,1%, muito por culpa da falta de capacidade de competitividade das empresas marcuenses.

Além destas dificuldades, o Governo do Partido Socialista liderado pelo Eng. José Sócrates tem tido uma atitude claramente discriminatória para com o interior e para com este concelho. Foram prometidos duas obras essenciais na nossa óptica que não chegaram a ser realizadas, que prejudicam os jovens marcuenses de forma directa e indirecta. Afectam a nossa acessibilidade e concorrência empresarial no distrito e no país.

Incompreensível é o facto de, repetidamente, o Marco de Canaveses não ser contemplado com um único projecto de investimento específico para o concelho por parte do Governo, em sede de PIDDAC.

Electrificação da Linha Caíde – Marco

Não obstante, a prometida electrificação da linha do Douro, nomeadamente no troço Caíde-Marco e a respectiva requalificação das estações de Marco de Canaveses, Livração e de Vila Meã, foi abandonada ao abrigo de questões de contenção orçamental.

Esta obra pretendia aumentar a frequência e velocidade dos comboios para 120km/h incluindo a supressão de passagens de nível. Adquiria ainda relevância pelo enquadramento na região, potenciando o seu desenvolvimento, através da cativação de investimento.

Acreditamos que a aposta na linha sub-urbana para comboios mais rápidos e confortáveis viria a beneficiar o tráfego de pessoas entre os grandes centros urbanos, permitindo, desta forma, que núcleos maiores adquirissem uma maior centralidade dentro da sua condição geográfica.

Numa altura de crise económica, esta linha permitiria a deslocação dos jovens para os seus locais de trabalho e de estudo, de uma forma mais rápida e confortável. Não podemos concordar com esta situação por ser injusta e discriminatória para os Portugueses que vivem neste concelho. Marco de Canaveses é Portugal. Queremos mais, precisamos de mais.

IC35

Falamos também do IC35, obra que permitiria o acesso rápido entre o baixo concelho e a A4, na zona do ramal de acesso Penafiel/Sul.

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, anunciou este ano, que iria suspender por tempo indeterminado os concursos para a construção de várias auto-estradas, entre elas a concessão do Vouga, que incluiu o IC35.

Depois de sucessivos anúncios do arranque do concurso público e de reuniões para definição do traçado, eis que o governo decide colocar o projecto na gaveta, e não garante que de lá saia tão cedo.

Este é um processo que se arrasta há mais de 10 anos e que já mereceu uma decisão extraordinária e unânime da Assembleia da República.

Na ressaca da queda da Ponte de Entre-os-Rios, o parlamento decidiu aprovar, por unanimidade, um conjunto de intervenções, classificadas de prioritárias, para o eixo Penafiel-Castelo de Paiva.

Esta obra é importante para Marco de Canaveses, nomeadamente para o baixo concelho, onde se encontra cerca de 1/3 do tecido empresarial, bem como a maior fatia da receita de IRS e IRC.

As empresas das freguesias de Alpendorada, Favões, Magrelos, Torrão, Várzea do Douro, Vila Boa do Bispo, e indirectamente as freguesias do eixo ribeirinho do Douro, S. Lourenço do Douro e Sande beneficiariam com esta medida pois permitiria encurtar em cerca de metade o tempo de demora para que conseguissem fazer chegar o seu produto ao principal porto de embarque da zona Norte, o porto de Leixões. Em tempos de crise conseguiríamos diminuir os gastos de uma indústria que, directa e indirectamente, gera uma bolsa empregadora para mais de 16 mil pessoas.

A CPS da JSD de Marco de Canaveses, não se resigna e não aceita que o desenvolvimento do nosso concelho seja prejudicado por uma atitude altruísta e de cortes cegos do Governo PS, afectando o aumento da qualidade de vida das populações do interior.

O Governo PS continua a mostrar que não honra os compromissos assumidos. Piora no que toca a descentralização de investimentos públicos, tendo a região Norte, e com grande enfoco e persistência prejudicado o nosso concelho.

Assim apresentamos a nossa expressão de combate político, lançando hoje dois outdoor’s para que os Marcuenses percebam que o nosso concelho não avança pela irresponsabilidade deste Governo Socialista e pelo seu centralismo injustificado.

Os jovens Marcuenses podem ter a certeza inabalável que faremos o que estiver ao nosso alcance para defender estes dois investimentos urgentes e importante para o nosso concelho. Levaremos via deputados da JSD a nossa preocupação e angústia no desinvestimento sucessivo neste concelho, a Assembleia da República.

Nos tempos difíceis definem os líderes, ficam na história os corajosos, os que não atiram a toalha ao chão. Mas, também os solidários e os que apresentam ideias construtivas para o desenvolvimento da nossa terra. Não ficam, de certeza, aqueles que passam mais tempo a ouvir, do que a agir.

Temos assistido a um comportamento inadmissível por parte da oposição socialista marcuense, no que toca a estas questões com sucessivos e inqualificáveis comunicados, bem como a uma posição destrutiva em sede Câmara e Assembleia Municipal, defendendo sempre as tomadas de posição do Governo Socialista do Eng. José Socrates em detrimento do desenvolvimento do nosso concelho.

Acreditamos no futuro de Marco de Canaveses, um Marco inovador e empreendedor, para tal pedimos mais investimento na nossa região.

Acreditamos num interior mais justo!

Queremos um Marco empreendedor e desenvolvido!

Não nos calaremos enquanto este Governo continuar com esta atitude discriminatória!

Estamos Aqui… Por Marco de Canaveses!

 

A CPS da JSD Marco de Canaveses

 

Luís Pereira Pinto

Presidente da JSD Marco de Canaveses

 

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Esta malta do JSD não sabe quem viabilizou o Orçamento do Estado?

Que eu saiba foi o PSD, ou estarei enganado?
José Carlos a 21 de Dezembro de 2010 às 00:41

Eles limitam-se a debitar a cassete.São bons alunos coitados, o Mestre é que é fracote.Mostra-se cada vez mais incapaz de arranjar novos argumentos e daí vira o disco e toca sempre o mesmo,o IC 35,a electrificação da Linha do Douro,o Serviço da Dívida,etc..
Como de momento estou disponível,vou colocar a esses bons alunos,certo que o saberão solucionar,o seguinte problema:
- Tenho um enorme empréstimo/dívida para com a banca,empréstimo a liquidar em 20 anos,com taxa de juro variável(depende do Euribor - taxa de juro do BCE)),felismente com um período de carência de 4 (quatro) anos,isto é,durante os primeiros 4 anos do contrato só terei que pagar juros.Compreendido?
Sabendo que o BCE - Euribor baixou e muito felismente,permitindo-me uma poupança significativa nas verbas dos juros a pagar,devo gastar essa poupança para mostar serviço ou devo amortizá-la ao saldo da dívida para reduzir as verbas das futuras prestações mensais e consequentemente das verbas dos juros e prevenir melhor o futuro?
Nunca duvidei da capacidade intelectual destes alunos,daí estar certo que todos passarão no teste.Concordam que nem é difícil,pois não?
Já agora se porventura tiverem dúvidas,podem cabular e perguntem ao Manuel Moreira,qual foi a solução por que optou.
Miguel Fontes a 21 de Dezembro de 2010 às 20:13

O "João Moura" não teria escrito melhor.
Está cá tudo,o IC 35, a electrificação da linha Caíde - Marco, a perseguição obsessiva do governo socialista e de Sócrates ao Marco de Canaveses,etc,,
Só falta explicar,porque é que sendo Penafiel(concelho limítrofe) uma Câmara do PSD,o seu presidente Alberto Santos,não passa o tempo a queixar-se por tudo e por nada, da governação socialista de Sócrates.
Não sabem?
É simples.Aprendeu desde novo,que quem não tem cão,caça com gato.
E mais.Não passa o tempo a descarregar em cima da oposição as suas frustações,antes pelo contrário,mostra-se sensível às suas opiniões.
Então agora o M.M. e os seus acólitos,que nunca ligaram pêva às críticas construtivas e sugestões da oposição,queriam que o P.S. do Marco, feito Egas Moniz e família, metesse os pés ao caminho e fosse à corte de Lisboa prestar vassalagem e interceder por quem permanentemente os desconsidera e os marginaliza das decisões?Pedir aquilo que estes senhores em 5 anos não foram capazes de fazer?
E para depois se apropriarem da autoria dessa colaboração/ajuda,tal como têm feito com variados programas do Governo de Sócrates (actividades extra-curriculares,fruta escolar,transportes escolares,melhoria do traçado do IC 19, eliminação de passagens de nível pela Refer,etc..) e usarem demagogicamente o trabalho dos outros?
Não,de modo algum seria aceitável,mesmo estando em causa interêsses e expectativas, mais que legítimas dos nossos conterrâneos.
O Povo foi soberano,decidiu entregar os destinos da sua terra a quem já confessou a sua impotência para resolver problemas de extrema importância para muitos de nós,a quem continua a camuflar a sua incompetência e incapacidade,com o contínuo chorrilho de desculpas com a governação socialista.
Para que os tais dilectos discípulos de M.M.,aprendam alguma coisa,indicar-lhes-ei, como exemplo,uma Câmara fortemente endividada,a autarquia de Vila Nova de Gaia,com 254 milhões (salvo erro),que reduziu na despesa corrente cerca de 16 milhões (salvo erro) e em receita para investimento vai aplicar 116 milhões de euros ou seja,faz uma poupança de 11% e aumenta o investimento em bens de capital em 64%.
Os números,mais coisa,menos coisa,que referi foram dados à estampa pelo JN.
Trata-se duma autarquia com enorme déficit,mas que tem um modo correcto de abordar a dificil conjuntura actual,reduz a despesa e aumenta o o investimento para criar riqueza.
Onde está a diferença em relação à autarquia marcoense? Na côr política? Não,pois também é de larga maioria social-democrata.
Já compreenderam então onde está a diferença?
Pura e simplesmente na competência!
Miguel Fontes a 21 de Dezembro de 2010 às 23:26

Caro Miguel Fontes

Tenho vindo a verificar, que o leitor é TERRIVELMENTE eficaz a desmontar aa asneiras deste EXECUTIVO CAMARÀRIO. Quanto á JSD não faço comentários grandes, porque, como já se viu têm pouca ou nenhuma originalidade. Será que estes elementos fazem parte da tal "geração rasca" de que falava MANUELA FERREIRA LEITE, ex-dirigente do PSD?

Creio que não, pois sou dos que acredito, que os jovens quando bem orientados e coordenados são duma pureza total e de grande espirito de sacrificio.
Toda a vida lidei com milhares de jovens e reconheco-lhes capacidades, mas este seu (deles) post é mesmo uma "cassete" e parecem reflectir a "voz do dono".

Saudações

José António
José António a 22 de Dezembro de 2010 às 01:26

Parece que em parte o post lançado pela jsd já atingiu o seu objectivo, chamar a atenção do partido do Governo e dos intervenientes políticos do ps no marco para o desinteresse do governo na nossa região. Pelo menos, atiçou os bloguistas do costume, que tanto escrevem, tanto dizem, mas que na hora da verdade, no momento das pessoas depositarem a sua confiança nas urnas, ninguém lhes dá crédito. Parabéns à JSD. Quanto às provocações sobre um tal de João Moura e aos exercícios de gestão financeira proposto, parece-me ridiculo alguém pensar sequer em colocá-lo. Parece-me que com a irritação, os moços aqui são outros.

Rui Silva a 22 de Dezembro de 2010 às 19:52

Não esteja tão confiante amigo Rui Silva,em futuras votações.Cada ano que passa os Marcoenses vêem aumentar a sua desilusão em M.M. e o seu PSD e o número dos descrentes e desiludidos cresce todos os dias.
As comparações entre o "regime ditatorial" de AFT e o regime arrogante,pleno de autoritarismo,de um perfeito autismo de M.M.,já se fazem na praça pública e nos nossos mídia - estou a ver que não lê o JN.
Faça uma introspecção e "cure-se" da Mudança Tranquila.
Aceite o conselho, o nosso Marco agradecer-lhe-á.

Miguel Fontes
Miguel Fontes a 23 de Dezembro de 2010 às 00:46

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