Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Dez 10
publicado por João Monteiro Lima, às 23:05link do post | comentar

Decorreu na noite de ontem, no Auditório Municipal a Assembleia-Geral da AE Marco, para deliberação sobre o Plano de actividades e Orçamento para 2011. A participação dos associados terá sido na casa dos 20 a 25 associados, não tendo faltado à reunião algumas das pessoas afectas à lista que se candidata como alternativa às próximas eleições (ver notícia na edição em papel do Jornal A Verdade), nomeadamente Pedro Costa e Silva, José Alberto Sousa e Hernâni Pinto.

A direcção da reunião decorria sob os comandos de Joaquim Madureira, presidente da Mesa da Assembleia e dentro da normalidade civilizacional que deve nortear uma reunião deste género (perguntas e respostas), quando, segundo apurei, de um momento para o outro, os tiques ditatoriais tomaram conta da reunião e já havia quem queria impor limitações à adesão de associados, entre outras pérolas, acompanhados de injúrias a pessoas próximas da lista alternativa. Ao que parece e julgar pelos semblantes, nem as pessoas afectas à lista oriunda da actual direcção terão apreciado este descambar da reunião.

Quando me contaram este episódio, pensei que estava a assistir a um filme que vezes sem conta se repetiu em tantas associações deste concelho, durante um determinado período de tempo. Defendo que as fotocópias serão sempre pior que os originais, e ainda há quem, passados mais de 5 anos, teime em copiar que é imcopiável, e se torne pior do que o original.

A composição das listas aos órgãos sociais de uma qualquer associação deve merecer, esta sim, um crivo, apertado digo eu, para que sejam escolhidas pessoas que saibam dignificar quer os órgãos que ocupam quer as instituições que representam. E nos órgãos sociais existem cargos que devem ser desempenhados com isenção, em todas as situações, mesmo quando um associado pede explicações à Direcção.

Ainda há poucos dias participei activamente na Assembleia-Geral dos Bombeiros do Marco e foi-me dada a possibilidade de intervir e de questionar a Direcção, nomeadamente o Presidente, sobre assuntos que me preocupavam. Aqui a condução da reunião ocorreu sem incidentes com total respeito pelas opiniões das pessoas. Aliás, o Orçamento dos Bombeiros para 2011, foi aprovado com duas abstenções, sendo que uma delas foi minha e não me senti minimamente pressionado por quem quer que fosse. Diria que Alípio Mesquita tem uma condução normal das reuniões que dirige.

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Caro João Lima

Algo de contagioso existe na sociedade marcoense,incapaz de se libertar dos tiques do autoritarismo.
Questionaria,quase,como o poeta,"será da chuva,será do vento"?Não,é tão somente da mesquinha natureza humana que a muitos enferma.
Já recordei várias vezes o conto do Pintor e do Sapateiro,que aprendi na minha escola primária, com o velho Mestre de muitas gerações de Marconses,o saudoso Professor Aguiar.
Para quem o conhece,lembrem-se da lição que dele se extrai e para quem não o conhece,procurem conhecê-lo e aproveitar o que bom para a vida, nos dá a lição dada pelo Pintor ao Sapateiro.

Um abraço e Boas Festas
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 24 de Dezembro de 2010 às 17:55

Caro Miguel
mais uma vez o meu amigo tem razão.
Sobre esta história, é sempre mau quando estas situações acontecem, pior ainda em vésperas das eleições.
Tenha lá culpa ou razão quem tiver, é mau demais para ser verdade.

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