Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
05
Jan 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post | comentar

O leitor Emanuel Moreira, um marcoense atento e preocupado com as questões do desporto, enviou-nos um texto sobre os subsídios e os destinados que lhes são dados pelos clubes. Transcreve-se na integra:

 

"Qual o fim dos subsídios atribuídos?"

 

Ter ouvido, numa entrevista, aos microfones da Rádio Marcoense 93.3fm e publicada no site http://marcodesporto.com/, um dirigente de um clube deste Concelho admitir que “…o clube Marcoense aguarda pelo pagamento de uma tranche do subsídio da Câmara Municipal, para regularizar ordenados em atraso…”, leva-me a voltar abordar um assunto para o qual já escrevi anteriormente.

AFINAL OS SUBSÍDIOS ATRIBUÍDOS ÀS ASSOCIAÇÕES DESPORTIVAS SÃO PARA QUE FINS?

 A Constituição da República Portuguesa, na Lei Constitucional refere “Todos têm direito à cultura física e ao desporto”…“Incumbe ao Estado, em colaboração com as escolas e as associações e colectividades desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar a prática e a difusão da cultura física e do desporto, bem como prevenir a violência no desporto”. Desta forma, estes dois pontos deverão ser encarados como as linhas mais gerais que devem ser seguidas pelas autarquias, entidade mais local, no âmbito de um correcto desenvolvimento desportivo.

Ainda na Constituição encontramos o título VII que diz “Compete à assembleia da autarquia local o exercício dos poderes atribuídos pela lei, incluindo aprovar as opções do plano e o orçamento” demonstrando aqui a importância da autonomia das autarquias no desenvolvimento adequado de plano de desenvolvimento.

No que diz respeito ao Sistema Desportivo o principal instrumento legislativo é a Lei de Bases do Sistema Desportivo. Nesta pode ler-se “A presente lei estabelece o quadro geral do sistema desportivo e tem por objectivo promover e orientar a generalização da actividade desportiva, como factor cultural indispensável na formação plena da pessoa humana e no desenvolvimento da sociedade.”…“O sistema desportivo, no quadro dos princípios constitucionais, fomenta a prática desportiva para todos, quer na vertente de recreação, quer na de rendimento, em colaboração prioritária com as escolas, atendendo ao seu elevado conteúdo formativo, e ainda em conjugação com as associações, as colectividades desportivas e autarquias locais”.

Pesquisado o Plano Desportivo Municipal vigente na “Nossa Terra”, constata-se

Objectivos gerais

• Formar um gabinete de desporto dinâmico e multifacetado, com um espaço próprio e junto às suas infra-estruturas de trabalho;

• Criar o Conselho Municipal do Desporto; (JÁ NÃO É OBJECTIVO)

• Definir uma verdadeira politica desportiva para o concelho, elaborando uma carta municipal desportiva, para criar um instrumento de informação que permita definir um plano de desenvolvimento. (JÁ NÃO É OBJECTIVO)

Áreas de Intervenção Após o levantamento da realidade do Concelho de Marco de Canaveses, no que diz respeito ao Desporto, apresentamos algumas linhas orientadoras para o desenvolvimento do Desporto dentro do Concelho. A intervenção que propomos pressupõe a adopção de estratégias de política desportiva que vão de encontro com factores de desenvolvimento desportivo para o Concelho de Marco de Canaveses. Assim, definimos os seguintes pressupostos gerais de intervenção, que serão a base de toda a planificação:

1. Organização e dinamização do Gabinete de Desporto;

2. Generalização do acesso à pratica Desportiva;

3. Criação de um plano de conservação e reestruturação das infra-estruturas;

4. Cooperação com a sociedade civil;

5. Melhoria da qualidade das actividades desportivas;

4. Cooperação com a sociedade civil

No sistema Desportivo, além da intervenção significativa da administração pública (central e local), operam clubes, colectividades e, nos últimos anos, a própria iniciativa privada. É da conjugação, articulação e harmonia de todos estes intervenientes que será possível atingir níveis superiores de desenvolvimento desportivo local.

Linhas orientadoras:

 • Criação de uma politica de subsídios, com base em princípios, critérios e posterior avaliação do desempenho. (PRINCIPIOS E CRITÉRIOS QUE NÃO SÃO DO CONHECIMENTO DA GENERALIDADE DOS MARCOENSES)

AFINAL OS SUBSÍDIOS ATRIBUÍDOS SÃO CANALIZADOS PARA PAGAMENTOS DE ORDENADOS, QUANDO O SEU PRINCIPAL FIM DEVERIA SER PROMOVER, ESTIMULAR, ORIENTAR E APOIAR A PRÁTICA E A DIFUSÃO DA CULTURA FÍSICA E DO DESPORTO, BEM COMO PREVENIR A VIOLÊNCIA NO DESPORTO.


Caro Emanuel Moreira

Antes do mais permita-me tratá-lo deste modo, mais próximo,de maior cumplicidade.
Tenho seguido com muita atenção as suas intervenções em diferentes blogues marcoenses e também na assembleia municipal,sobre a política desportiva posta em execução no nosso Marco.
Subscrevo em absoluto todas as suas preocupações,expressas,como já escrevi,em diversas das suas intervenções.
Espero que o meu amigo não esmoreça nunca,na sua cruzada,certo que não estará sózinho.Há cada vez mais Marcoenses que começam a abrir os olhos e a mente,percebendo o engodo que engoliram nas últimas eleições autárquicas,aquela treta da "Mudança Tranquila".
Em relação à sua mais que justificada interpelação,que titula o seu post "Qual o fim dos subsídios atribuidos?",recordar-lhe-ei que o Partido Socialista no local próprio,a Assembleia Municipal,já demonstrou as mesmas preocupações sobre os princípios,os critérios,etc. utilizados na política autárquica,na atribuição dos subsídios às diversas colectividades desportivas (e não só).
Recordo-lhe que também que o P.S.,votou contra o Orçamento para 2011,não concordando,entre outras rubricas,com a política de atribuição de subsídios,dada a obscuridade detectada nesse orçamento.
O meu amigo Emanuel Moreira,pede e exige transparência,coisa rara na gestão autárquica do nosso município.
Meu caro,permita-me uma sugestão.Pense em acarear com uma intervenção em directo,a maioria do PSD na assembleia municipal e verá como lhe responderão com o seu habitual silêncio.
É que estão lá para defender Manuel Moreira e a sua gestão (calamitosa,diga-se desde já) e nunca os interesses dos Marcoenses,que lhes confiaram o seu voto.
Força Emanuel.
Com os meus cumprimentos
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 5 de Janeiro de 2011 às 20:09

Afinal continuamos como nos tempos do FT.Dinheirinho dos nossos impostos para pagar a jogadores! Cortam-se pequenos subsidios a associações (ex:janeiras-250€), que muitas vezes nem têm dinheiro para pagar a luz, e para o futebol vão milhares!!! Quando é que no Marco se começa a praticar novas políticas? Basta..............
marcoense a 5 de Janeiro de 2011 às 23:26

Acredito que seja tudo mentira ou mal entendido, como já o foi quando o treinador da equipa de futsal saiu e disse o que disse aos microfones da mesma emissora. Poucos dias depois veio dizer que afinal foi mal interpretado. É tudo uma questão de semântica. Será resultado do acordo ortográfico, ainda não sabemos ser esclarecedores no que dizemos.
Aguardarei expectante pelas tomadas de posição e decisão por parte de quem tem a responsabilidade sobre atribuição dos subsídios.
Correia a 6 de Janeiro de 2011 às 09:20

Caríssimo Miguel Fontes,
Grato pelas palavras de apreço, PÚBLICAS, pois muitas tenho recebido em privado talvez pela falta de à vontade para serem expressas e assumidas publicamente por algum sentimento de receio, será?…
O que me move é o bem comum e mais alguma coisa, mas essa só será tornada publica mediante certas condições, pois se o fizer no imediato, nesse mesmo instante sei o que acontece dado conhecer esta Nossa Terra!
Este episódio é sem dúvida grave, mas apenas uma gota no oceano.
Um compromisso assumo, continuarei esta minha cruzada pois o que me move é muito forte e verdadeiro.
Tudo farei para marcar presença na próxima Assembleia Municipal, mas antes endereçarei a quem de direito, a minha intervenção para que sobre ela possam reflectir e trabalhar, obtendo eu e os Marcoenses as respostas naquele espaço, em tempo útil.
SAUDAÇÕES DESPORTIVAS, com votos de um ano de 2011 muito positivo para o futuro do Marco no Desporto!
Emanuel Moreira a 6 de Janeiro de 2011 às 09:55


Apenas para realçar o facto de que algumas vozes que agora poem em causa os subsidios, em comentarios anteriores criticaram a câmara e Junta de freguesia por não apoiarem o futsal do Alpendorada. Será que o problema do futsal não é o mesmo? dinheiro para salários?
Anónimo a 6 de Janeiro de 2011 às 11:40

O problema do futsal não é dinheiro. É falta de credibilidade das pessoas que agora o representam.A verba de 1150 euros mensais que a instituição FCA atribuia à secção dos 5000 que recebia da CMC ia para pagar despesas com a formação (técnicos, combustiveis, viaturas, despesas médicas, etc)... aliás com essa quantia mensal da CMC... mal estavam se não arranjavam patrocínios. Mas não confundam. Isto é imcompetência, ignorância, mas acima de tudo malvadez.
Anónimo a 6 de Janeiro de 2011 às 18:29

a questão do futsal é bem pior do que somente subsídios para ordenados.sempre que posso,desloco-me ao pavilhão de alpendorada para assistir aos jogos de futsal.já o fazia em anos anteriores.e meus senhores,não é pela falta de subsídios,mas sim pela inoperância e incompetência de quem gere aquela secção esta época.somente um treinador sentado no banco,ao lado de um massagista e um director que também limpa o piso quando fica molhado pela queda de algum atleta.é digno de ser presenciado.a ques
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Vieira a 6 de Janeiro de 2011 às 23:24

Caro leitor Correia

Poderá eliminar as suas dúvidas quanto à hipótese de mentira ou de semântica,no caso em questão.Para tal dê-se ao cuidado de ouvir a gravação da Rádio Marcoense ou acreditar que ainda há pessoas idóneas.
Não lhe parece que tal "estória" não é pura ficção?
Em plena assembleia municipal o senhor presidente já referiu que o FCA beneficiava dum subsídio de 5.000 euros em numerário e que em obras o valor deveria alcançar outros 5.000.
Também será ficção,mentira ou uma questão de semântica?
É que tal afirmação também está gravada.
Com os meus cumprimentos
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 7 de Janeiro de 2011 às 00:45

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