Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
24
Jan 11
publicado por João Monteiro Lima, às 17:45link do post

O leitor Paulo Ricardo Teixeira enviou-nos mais um texto da sua autoria, no qual aborda os valores da abstenção. Transcreve-se:

 

 

No passado final de tarde do dia 23 de Janeiro de 2011, estive presente na contagem dos votos na minha freguesia como delegado à assembleia de voto da Secção de votação número um da Junta de Freguesia de Tuías, representando uma das candidaturas. Após a contagem (realizada com o dinamismo e profissionalismo desejados) deparei-me com uma situação de quarenta e pouco por cento de abstenção naquela mesa. Posto isto fui saber o resultado de outras (duas) secções, uma delas seria aquela onde vota a maior parte da juventude da freguesia. O que acontece? Apanhei um enorme susto, pois a taxa de abstenção foi superior a 60% ( a mais elevada de todas as secções de voto da freguesia). A juventude não votou em massa na minha freguesia. Situação esta que se deve ter multiplicado por outras freguesias do país e da nossa cidade.

O direito ao voto que cada um de nós detém, foi alcançando através de muita luta e esforço. Marcas que ficaram em cicatriz na alma dos muitos homens que tiveram o sublime altruísmo de querer dar a nós e, a todos aqueles que ainda nem sequer cá estão, o poder, a liberdade e a honra de poder escolher.

Por isso venho por aqui apelar àquelas que dizem ser as juventudes partidárias da nossa cidade que façam um pouco mais no que toca a este assunto. Nos últimos dias – estes que já seriam dias de campanha presidencial - tenho assistido a guerras entre duas juventudes partidárias. Uma por um lado fez um peditório para supostamente “ajudar” a fortalecer os cofres cujo seu partido –actual governo – ajuda a emagrecer. Do outro lado vejo uma juventude partidária na pessoa do seu presidente oferecer uma máquina de calcular a quem fez o peditório. Muito show-off, muito show-off e, passado uns dias temos cerca de 52% de abstenção.

Com tudo isto pergunto-me a mim e a todos vós do seguinte: Não poderiam estas juventudes partidárias ter saído ao terreno com a preocupação de gastar toda a sua energia num apelo ao voto e guardar os peditórios e as ofertas demagógicas para outra altura?

 

Cordialmente,

 

Paulo Ricardo Teixeira


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