Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Dez 11
publicado por João Monteiro Lima, às 22:55link do post | comentar

Recebi por estes dias no correio, 2 (duas) facturas/ recibos para pagamento da taxa de remoção e deposição de resíduos sólidos urbanos. Não me enganei, recebi duas facturas, obviamente com números diferentes mas relativas ao mesmo período, o segundo semestre do ano 2011. Como apenas sou proprietário de uma habitação, sem divisões suspectíveis de arrendamento, estranhei.

Já em finais do primeiro semestre sucedeu algo semelhante, com a emissão de 2 (duas) facturas para o primeiro semestre. Então desloquei-me à Junta de Freguesia de S Nicolau onde fui informado, após instruções provenientes da Câmara, que apenas cobrariam uma das facturas. Obviamente.

Mais tarde, na Assembleia em Setembro questionei o executivo sobre o porquê de terem sido emitidas duas facturas, ao que aelgaram ter sido um lapso.

Tudo estaria resolvido, se o "lapso" não se tivesse repetido. Em breve deslocar-me-ei à Junta de Freguesia e perguntaei o porquê de emitirem duas facturas para o mesmo período. Tal como o farei na próxima Assembleia Municipal.
Para já deixo o alerta ao leitores para o facto de estarem a ser emitidas duas facturas para o mesmo período e que quem apenas for detentor de uma habitação deverá saber o porquê de tal estar a acontecer antes de pagar

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Meu caro João Monteiro Lima

Vai desculpar-me,mas hoje deu-me para "embirrar" com os seus postes.
Já o fiz em relação àquela vergonhosa situação da gestão autárquica duma das nossas freguesias e agora,imagine para o que me havia de dar,criticar também a gestão autárquica minicipal.
Coisa diga-se de passagem,que,e agora reparo, muito pouca gente faz.Não sei se tal acontece por uma questão de preguiça ou desinteresse dos nossos munícipes,em relação à gestão dos seus interesses,mas vá lá,que diabo,também se trata dos seus dinheiros,como é o caso do amigo João.
Ora,todos temos conhecimento,porque até somos Marcoenses e frequentamos os mesmos locais,onde a "má língua" se pratica,que as queixas e o descontentamento sobre a gestão municipal é tema recorrente e generalizado.
Assim,tanta inércia por parte dos cidadãos marcoenses,é incompreensível
Porque será amigo João?
Terá o meu amigo alguma explicação para tal fenómeno,que se me escape?
Analfabetismo não é com toda a certeza,falta de informação penso que também não (só poderão queixar os surdos-mudos,pois as sessões públicas da Assembleia Municipal e do Executivo não dispoem de "tradutor"para esses cidadãos),que será?

Um abraço
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 18 de Dezembro de 2011 às 01:37

Amigo Miguel
é pena que os marcoenses não mostrem mais o seu desconforto em relação à gestão do PSD. Algum medo em relação a represálias será uma das explicações.
Na situação de descrevo, o que me revolta não é o valor em questão (mais ou menos € 7 em cada factura) mas sim o facto de, depois de identificado o erro, a Câmara continuar a persistir.
Sei que esta situação também aconteceu noutras freguesias e que as pessoas não estão satisfeitas
Veja-se que que se os marcoenses pagarem em duplicado os € 7, quantos milhares de euros entrarãos nos cofres do munícipio?

Caro João Monteiro Lima

Ora aí está uma explicação que,dada a minha maneira de andar na vida,remediado sim,mas honesto,nunca se me tinha passado pela cabeça.
Afinal,trata-se duma política de recolha de receitas extras, impostas por uma maioria absoluta,que não legitimada por um qualquer órgão com poder para tal.
Obviamente,que se tais situações,a cobrança abusiva de quantias não legitimadas,tivesse começado a acontecer só após a tomada de posse do novo e actual governo do PSD e do CDS,seria apenas e só a aplicação dos ditames dos novos senhores do Poder,seguindo a regra não democrática do quero,posso e mando,porque estribados numa maioria absoluta,que mais não fez,que revelar os tiques ditatoriais há muito disfarçados pelos muitos saudosos defensores e adeptos das teorias e práticas do poder fasciszante.
Ora,na minha ingenuidade e crente ainda na ética na política,nunca quis associar à actual maioria partidária do nosso Executivo,a possiblidade de tais práticas abusivas,considerando antes tratar-se apenas de simples erros administrativos.
Porém,e dada a informação do meu caro João M.Lima,que tais erros são a prática habitual,então terei que rever e reformular o meu sentir,a minha opinião sobre a manifesta incapacidade de liderança,que corre pelos corredores do poder autárquico marcoense,permitindo-me desde já avançar uma sugestão para futuros actos eleitorais,que a escolha dos membros das listas do PSD Marco,se processe pelo mérito e competência doa candidatos,que não pela capacidade de subserviência.
É que me atrevo a recordar a um qualquer candidato a futuro líder,que essa classe de "invertebrados",tanto lhes faz servir este como aquele líder,desde que qualquer deles lhes garanta e distribua algumas benesses.
Desculpe-me amigo João,porque levado pelo entusiasmo,extravasei para além do tema em questão.
Em resumo e para terminar o meu arrazoado.
Trata-se ao fim e ao cabo de mais uma manifesta prova de incompetência dos gestores autárquicos,que deveriam recordar-se ter aceite ser eleitos para gerir os interesses da comunidade marcoense,com a máxima transparência,probidade e dedicação à causa pública.

Um abraço
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 18 de Dezembro de 2011 às 16:55

Que credibilidade terá a contabilidade do Municipio? Se esta situação se confirmar, como é possivel facturar em duplicado? Que controlo informático haverá, que permite um erro destes? Ou não será erro?!!!
Anónimo a 19 de Dezembro de 2011 às 12:01

Boa Tarde,
Caro João Lima,
Eu também fui contemplado, pela 2ª vez, com duas facturas, com valor diferente e com o mesmo domicilio, uma de 13,62€ e outra de 6,84€, no primeiro semestre a que recebi primeiro foi a de valor mais alto, que paguei imediatamente, mais tarde quando recebi a 2ª factura fui à secretaria da Câmara Municipal, e foi-me dito que era um erro para ignorar o novo pedido de pagamento, nessa altura questionei qual o critério da atribuição da taxa, pelo que me informaram que tinha a ver com a área da habitação.
Se é assim porquê, a diferença do valor uma vez que é a mesma casa pelo menos que eu saiba não tenho mais nenhuma e muito menos na mesma rua e mesmo numero de porta.
Neste momento estou a pensar liquidar a factura de valor mais baixo e reclamar posteriormente o segundo pedido de pagamento, sempre quero ver se me dão a mesma resposta que deram da primeira vez, para ignorar o segundo pedido por ser erro dos serviços.
Cumprimentos

Anonimo a 19 de Dezembro de 2011 às 18:51

Caro João Lima

Parece afinal,que o erro é fértil e se reproduz rápidamente.Não sei se por mérito do produtor responsável,ou do terreno em que caiu a semente.
Pena é,que não possamos dizer o mesmo dos bons actos de gestão,que também os há.Poucos,diria mesmo,raros,mas seja feita justiça.
Por exemplo,a distribuição de cabazes de Natal a 500 famílias carenciadas,acto que mereceria todo o meu aplauso,não fora a circunstância de se revelar ao fim e ao cabo,apenas mais um golpe publicitário da costumeira política do show-off.
Sinceramente,trazer um fotógrafo na comitiva para registar para a posteridade actos,que deveriam ter somente o significado da mais pura solidariedade e transformá-los em demagógica política social,ainda por cima realizada com os dinheiros dos contribuintes marcoenses,só pode ser motivo do maior repúdio.
Poder-se-ia enquadrar esta distribuição de cabazes de Natal,na qualificação de actos a registar pela positiva,não fora a insensiblidade em usar as carências duma parte da população para a promoção de figuras políticas dos autarcas envolvidos.
Haja decoro!

Cumprimentos
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 19 de Dezembro de 2011 às 21:48

Amigo João,

Infelizmente na contemporaneidade as instituições portuguesas cruzam um período bastante conturbado, quer se trate do domínio público ou privado. Quer pensemos ou não, temos que relacionar no imediato a instabilidade económica instalada que influencia directamente os trabalhadores. Medidas de autoridade sucessivas que dominam o nosso quotidiano, associadas a pressões de vulnerabilidade do vínculo laboral, quebra dos rendimentos contraposto ao aumento brutal das contribuições sociais, mais uma vez ao trabalhador, o aumento do custo generalizado dos impostos com influência directa na subida dos preços dos principais bens e serviços, compreende-se, por isso, alguma desmotivação e aceita-se perfeitamente no quadro do panorama nacional e europeu algum desanimo social.
Outra coisa é responsabilidade política. Esta deriva directamente da vontade livre e democrática exercida pelo povo, pelo uso do seu voto na eleição dos seus representantes. Assim sendo em maior escala de responsabilidade, os agentes políticos haveriam de ser mais conscientes do que aquilo que na realidade são. Note-se que quem endividou o País não foi o trabalhador comum ,no entanto, é o povo português que terá que pagar a factura, culpa de politicas erradas e políticos irresponsáveis. Reconheço por outro lado e reitero a expressão de que toda a regra titula uma excepção, há políticos com grande sentido de responsabilidade dotados de princípios cívicos irrepreensíveis, embora seja uma pequena minoria, existem. Sei que existem também na nossa Terra Marco de Canaveses.
Quanto à questão da duplicação de facturas/recibos para pagamento da taxa de remoção e deposição de resíduos sólidos urbanos, o mais grave na minha perspectiva são os custos associados a esse erro administrativo, apesar de sobejamente ser conhecida a situação económico-financeira do Município Marcoense, não deveria ocorrer este tipo de lapsos. Mas tão ou mais grave do que a duplicação de facturas, é ocorrer o contrário, existirem abundantemente no Concelho focos onde nem sequer chega para pagamento um único recibo. Embora claro, onde esse mesmo serviço público é assegurado pela autarquia ao abrigo do contrato vigente com a empresa prestadora desse serviço. Obviamente que não vou denunciar quem são e onde são, porque essa não é tarefa minha, mas sim da autarquia e das Juntas de Freguesia em fazerem um trabalho de levantamento com dados precisos e eficazes do que aqueles que são utilizados. Isto também é responsabilidade política, no sentido que este custo público não está a ser equitativamente pago, por outro lado resulta na quebra de receita para os cofres da autarquia. Pode não ser um valor significativo, mas em tempos de crise como este, todos os valores insignificantes juntos, podem traduzir no cumprimento de obrigação ou (i)responsabilidade política, como por exemplo, a colocação de uma pequena tampa no centro da Cidade.

Um Abraço João

Carlos Fernandes
Carlos Fernandes a 19 de Dezembro de 2011 às 23:32

Por falar em cabazes de natal.Disse em Toutosa que não foi distribuido nenhum e um grupo carenciado está bem referenciado, pois até vive nas habitações do "Património dos Pobres N.S.da Livração"
Anónimo a 20 de Dezembro de 2011 às 09:10

Por vezes acontecem coisas destas, vamos corrigir:
Diz-se em Toutosa , que não chegou qualquer cabaz de Natal, a familias carenciadas.É fácil referenciar pessoas carenciadas nesta terra, pois vivem em moradias do "Património dos Pobres de N.S.da Livração ".
Espero que não de confirme este "boato" ou então estão a tempo de corrigir,pois faltam 3 dias para que os cabazes tenham significado, embora o natal seja quando um homem(Câmara)quizer!!!
Anónimo a 20 de Dezembro de 2011 às 16:09

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