Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
07
Jan 12
publicado por João Monteiro Lima, às 01:55link do post | comentar

Paulo Ricardo Teixeira, amigo e leitor do Marco2009, enviou-nos o seguinte texto que se transcreve:

 

A hora é agora.        

 

Está difícil ser jovem, está difícil existir nos tempos do agora. O caminho está escuro, a sensação é estranha. Pagamos hoje os retroactivos de políticas vagas e medíocres lideradas por quem fugiu, para filosofar. Há uma angústia que atravessa Portugal, de Bragança ao Algarve, uma angústia que afecta todos aqueles que pensam “eu sou capaz” e vêm os seus sonhos desvanecerem na espera demorada (muitas das vezes nem sequer chega) da chamada para uma entrevista, uma mera entrevista. As oportunidades parecem fugir a uma velocidade  fantasmagórica.

Chegou o tempo em que temos que mostrar a nossa elasticidade, a nossa atitude, a nossa garra, a nossa alma. Eu acredito  que é possível conseguir mas, acredito também na dificuldade inerente a tal processo. Meus caros amigos e contemporâneos, o que era da vida se ela não fosse difícil? Deixemos de  acabar uma licenciatura e pensar que só por isso nos vêm bater à porta, longe vão os tempos em que havia poucas licenciaturas, hoje a produção de licenciaturas está num nível industrial. Temos licenciados em caixas de super-mecado, em bombas de gasolina e, meus amigos, temos que começar por algum lado. Essa é a atitude. Deixar o mundo idealista de Platão, e passaar rapidamente para o terreno aristotélico. Chega de pensar, a hora de agir é agora.  Não quero dizer que temos que nos sujeitar a tudo e mais alguma coisa, quero apenas partilhar que é preciso ter atitude, é preciso arregaçar as mangas e partir para o terreno, seja ele qual for. É preciso trabalhar horas e horas por dia, é preciso entrar às 9:00, às 7:00 ou às 4:00 e sair às horas que tiverem que ser. Chega de ter vergonha, chega de achar que ser Dr é um posto. Chegou a altura de progredir, chegou a altura de colocar de lado todos o vícios que o tempo trás com pó.

Ao longo da minha candidatura a uma juventude partidária marcoense que todos conhecem, já no ano passado, visitamos todas as freguesias do nosso concelho e, vimos em muitas delas, exemplos fabulosos daquilo que é colocar o medo de lado, arregaçar as mangas e, ter atitude.

Temos que estar atentos, saber o que se passa à nossa volta, temos que ser corajosos. Somos portugueses, há na nossa história vários factos que comprovam a nossa garra, somos fortes. Se for necessário, colocamos o mundo a girar ao contrário. Isto é ser português.

Aviso, para o caso dos caçadores de erros andarem por aí, que talvez existam erros ortográficos e sintácticos ao longo do texto que acabam de ler mas, por muito que vos desiluda, isto não é uma questão de português, é uma questão de atitude.

 

Paulo Ricardo Teixeira


Caro Paulo Ricardo Teixeira

Antes do mais quero parabenizá-lo pelo seu post carregado de todas as qualidades inerentes a uma sã juventude,defesa acérrima das suas causas,voluntariedade,ousadia, coragem e a maior solidariedade, que todos quando jovens temos para dar e vender.É gratificante verificar,que a juventude dos nossos dias,afinal não perdeu tudo quanto de bom costumava possuir.
Apenas me permito,um ligeiro reparo,a sua bicada contra Sócrates,contra quem governou nos últimos 6 anos.
Sem pretender entrar em polémicas com o meu caro,recordar-lhe-ei o caso de Durão Barroso,que desrespeitando a confiança nele depositada pelos eleitores,"trocou" o seu amor a Portugal por um "tacho" em Bruxelas.
Recordar-lhe-ei também,que Cavaco Silva é considerado como o pai do "monstro do betão".
Que Santana Lopes não aqueceu o lugar,por manifesta incompetência.
Sócrates errou sim e quem não errou.talvez também aqueles,que aprovaram os PEC.s I,II e III,ou seremos tão ingénuos,que não devamos pedir-lhes responsabilidades na situação a que Portugal chegou?
Mas,meu caro Paulo Ricardo Teixeira,vai antes do mais perdoar-me este desabafo,pela simples razão,que considero que todos,mas todos mesmo,somos muito ou pouco,também responsáveis pela situação a que chegamos.

Cumprimentos
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 7 de Janeiro de 2012 às 16:47

Caro Miguel Fontes,

Fico muito grato com os seus elogios. Espero que seja de facto um texto que estimule a acção da nossa juventude. Como disse Jorge Sequeira na apresentação de Braga 2012 Capital Europeia da Juventude "existem velhos novos e novos velhos, mas o pior de todos é o velho do Restelo que nos diz não vás, cuidado, tem calma, não te metas nisso".
Devo com humildade, dizer-lhe que os meus conhecimentos histórico-politicos não estão num nível tão elevado quanto o seu, talvez fruto dos meus meros 23 anos. Sei que "monstro do betão" não, mas talvez "monstro das ilusões" seria uma óptima alcunha para aquele que veio inúmeras vezes dizer que estava tudo controlado, que não precisava-mos de ajuda externa e, até queria construir um TGV.
Por outro lado, vejo hoje um governo de coligação activo, a agir. Como acabo de verificar pela voz do Dr. Marco António Costa que a Segurança Social liquida 5,7M€ de dividas acumuladas, desde 2008, às Instituições Sociais (não só isto mas muitas mais acções que este governo tomou e, bem). Isto não é iludir, é cumprir o que se promete, nunca esquecendo as pessoas. Estamos num claro itinerário de inclusão. A inclusão de que tanto o PS falava.
Contudo e, para concluir, sublinho a última parte do seu excelente comentário: "considero que todos,mas todos mesmo, somos muito ou pouco, também responsáveis pela situação a que chegamos." Se somos todos responsáveis, somos também nós a pôr mãos à obra. Talvez tenha chegado também a hora de deixar de criticar e dar-mos as mãos.
Se porventura quiser trocar algumas outras ideias, deixo-lhe o meu e-mail prteixeira_1988@hotmail.com para sempre que assim o desejar.

Escrevo,
Paulo Ricardo Teixeira
Paulo Ricardo Teixeira a 9 de Janeiro de 2012 às 02:29

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