Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
17
Mar 12
publicado por João Monteiro Lima, às 17:55link do post | comentar

Deixo aos leitores os resultados das eleições para os órgãos sociais da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia do Marco de Canaveses.

A lista A obteve 99 votos e a lista B obteve 85 votos.

Acompanhei à distância a votação e eis que constato que as mais elementares regras da democracia estão gravemente feridas, aparentemente porque os estatutos assim o permitem.

Explico aos leitores como se procedeu à votação esta tarde: os Irmãos recebiam duas folhas A4, cada uma com a composição de cada lista, seguidamente deslocavam-se a um consultório onde decidiam e deixavam numa urna, visível por todos,a folha correspondente à lista em que votavam. Surrealista, no mínimo.

Tem obviamente uma grande vantagem, permite saber em que votaram alguns Irmãos, especialmente aqueles sobre os quais há uma relação de dependência laboral

Dedicarei algum tempo a consultar a lei civil, tão só porque não concebo, que na minha Terra, numa Instituição desta grandeza, tal possa acontecer. Ou será que a democracia tem limites?

Triste foi também ouvir alguns, pronunciarem-se publicamente sobre uma alegada vitória própria, esquecendo-se em Instituições destas, quem deve vencer é a Instituição e não esta ou aquela pessoa.


Vamos ter mais do mesmo na Irmandade,ou seja,aquela instituição continuará a ser uma coutada de alguns, em detrimento dos interesses dos marcoenses em geral.Nem outra coisa seria de esperar neste acto eleitoral,armadilhado como estava.A ingenuidade paga-se e a lisura de processos há muito que está ultrapassada.Quem acaba por sofrer são aqueles que mais precisam,os doentes.Agora queixem-se.
Anónimo a 18 de Março de 2012 às 00:28

não acompanhei as eleições para a Misericórdia do Marco, mas tanto quanto sei ambas as listas enfermavam de muitos interesses particulares, muito embora os interesses da lista A sejam por demais evidentes. Agora se é como o meu amigo João Lima conta, isto nem no terceiro mundo!!! As listas serem apresentadas para votação em A4 e com o nome dos candidatos, não lembra ao diabo!!!! O boletim de voto teria que ser único, onde constasse lista A e lista B e, o respectivo quadrado, para o eleitor expressar a sua livre vontade, ou então votar em branco ou nulo. Penso que será assim em qualquer parte do mundo, em qualquer eleição, nem que seja uma associação de bairro. E mais não digo-------------Senhores "irmãos", toca a impugnar o acto eleitoral na Misericórdia da nossa terra.
marcoense a 18 de Março de 2012 às 20:13

A crer na informação veiculada pelo post da autoria de João Monteiro Lima e pessoalmente não tenho razões para duvidar,este acto eleitoral pede meças aos mais requintados esquemas populistas de Chavez e Fidel.
Desde o inovador boletim de voto,duas folhas A4,entregues a cada eleitor,com a listagem dos nomes dos candidatos,ao não nada menos inovador sistema de votação,cada eleitor depositava uma delas numa urna à vista de todos,em especial daqueles interessados em "controlar" o acto eleitoral ou melhor os votos de determinados irmãos,hipoteticamente,nada dispostos ao cumprimento da "solidariedade" que lhes tinha sido imposta,perdão,pedida.E como o Mundo está cheio de "ingratos"há que garantir o "tacho".
Afinal,repetidamente,terei que continuar a concluir e a afirmar, que os Marcoenses só têm o que merecem,continuar a ter um hospital,que não está exclusivamente ao serviço das gentes do concelho.
Já há muitos anos,alguém bem conhecedor das realidades do hospital deles,dizia que a melhor coisa,que o hospital dispunha eram os portões suficientemente largos para deixar sair as ambulâncias a caminho do Serviço de Urgência do Hospital de Santo António do Porto.Hoje,o destino delas será obviamente outro,o S.U. do Hospital Padre Américo - Vale do Sousa.
Cada vez mais os marcoenses têm que se socorrer dos advinhos,das mulheres de virtudes,para lhes advinharem a sorte da sua última hora,para em caso de extrema urgência em risco de vida,possam "encurtar" caminho dirigindo-se directamente ao S.U. do Vale de Sousa,não vá o diabo tecê-las.

Miguel Fontes a 19 de Março de 2012 às 00:51

É assim: no mundo das instituições sem fins lucrativos ( conhecidas, actualmente, nos textos das "intituições europeias" como da Economia Social), em Portugal, estas continuam refens de uma suprema hipocrisia e mentira : são "coutadas" de interesses, têm lucros que dissimulam e vivem de "pedir" aos utentes e ao Estado !.
Não são o que diz a formulação legal de IPSS : respostas organizadas "da comunidade" para os seus problemas.
Depois, as eleições para os seus orgãos plasmam tudo isso, ou seja, que "grupo" local vence !.
Dizem que não têm lucros, que vivem das "esmolas" do Governo, mas, as suas contabilidades são "marteladas" para parecerem miseráveis. Vivem acoitadas nas suas Uniões (CNIS, União das Misericórdias, Cáritas Portuguesa, etc), que os vão protegendo. Marcam "ausência" nos foruns europeus da Economia Social ! Cá só vão aos que são feitos pela Segurança Social, ou seja, pelo "dono" do dinheiro... Mas "choram", cá em Portugal, pelos financiamentos comunitários, sem qualquer pudor.
Combater a pobreza nunca significou ser pobre de ide dinheiro, de ideias e de ética.
Exista Honra e Vergonha...
Abel Ribeiro a 21 de Março de 2012 às 19:47

Boa Tarde
Tudo o que o Sr. João Lima diz é mentira ou melhor, uma falsa verdade. A verdade é que a sua mulher fazia parte da lista A e perdeu. Temos pena. Eu cá chamo azia.
francisco a 22 de Março de 2012 às 19:55

Apenas para responder este "Francisco" cobarde, que por cá não se escrevem mentiras.
Mas não será burrice dizer que alguém que pertencia à lista B era da A e esta perdeu.
Burrice e cobardia que tanto abundam
Tenha coragem diga-me isso na cara, se não tem , não chateie.
Cresça e não faça o frete ao patrão

Respondendo a este "individuo" que se aventurou a escrevinhar tantos disparates e aos outros comentários recebidos e não publicados por violarem os princípios do blog, esclareço o que parece que esta gente não percebe ou se percebe, teme.
Não tenho qualquer vinculo laboral na Santa Casa (tal como não tem a minha esposa, trazida á liça por cobardes), não sou descendente de nenhum membro dos órgãos sociais (mas como não defendo a sucessão estilo monarquia, estou à vontade) e não tenho nenhuma ligação profissional à instituição, também não pertenço (feliz e orgulhosamente) a nenhum lobby. Tal como nenhum membro da minha família.
Assim, a participação da minha esposa foi à troca de "zero", nem todos dirão o mesmo, ou melhor, poucos, muito poucos dirão tal.
Mentir é feio, tal como é feio, muito feio ser cobarde. No entanto, quem vomita estes disparates não só é mentiroso como é cobarde. Ou seja, é ... pequenino, ou ...pequenininho. (pode ser que rime)
João Monteiro Lima a 24 de Março de 2012 às 01:02

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