Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
21
Mai 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:05link do post | comentar

Os deputados municipais receberam por email, no final da semana passada, um convite do Presidente da Câmara para, no próximo dia 9 de Junho, visitarem as obras em curso e concluídas no concelho do Marco.

Tal como já sucedeu no passado, a visita será feita no autocarro municipal e percorrerá as diversas freguesias do concelho, onde a Câmara tem obras a decorrer e nela participarão também os vereadores. A visita terá início nos Paços do Concelho, pelas 9h, no dia 9 de Junho

Seria interessante que os eleitos na Assembleia Municipal e na Câmara pudessem já ver em curso as obras de requalificação urbana da cidade, que segundo foi dito na sessão pública de apresentação do projecto, teriam o seu início em finais de Março ou princípios de Abril, e que em meados de Maio ainda não começaram. Mas sobre esta tema que tem gerado alguma polémica na zonas da cidade abrangidas pela intervenção, trarei em breve aos leitores novas informações sobre este atraso, não o fazendo neste momento, por ainda não ter conhecimento sobre os motivos para que a obra ainda não tivesse arrancado.

Haverá quem argumente (e com alguma razão) que esta iniciativa visa mostrar que a Câmara está a fazer obra e que tem necessidade de a mostrar, mas o que também não deixa de ser verdade é que esta visita, também será uma boa oportunidade para deputados e vereadores percorrerem novamente o concelho, passados que estão quase 3 anos desde a última vez que (alguns) visitaram algumas freguesias.

Infelizmente não tenho disponibilidade para participar nesta iniciativa em que gostaria de participar, mas faço votos para que os restantes 62 deputados municipais e os vereadores participem e também desta forma se aproximem dos eleitores, que por vezes só são lembrados de 4 em 4 anos.

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Caro João,

Permite-me este comentário, apesar de ultimamente não ter andado atento ao que se tem passado na vida política marcoense, curioso é o fato de hoje ter efetuado uma breve leitura ao Marco 2009 e deparar-me com este teu artigo e dele, acrescentaria se fosse o seu autor, que para além da visita dos Srs. Deputados e Vereadores no próximo dia 9 de Junho às obras em curso e as concluídas no Concelho, seria também interessante efetuarem uma visita àquelas que foram prometidas e que não foram feitas, ou ainda àquelas que não passaram do papel, como é o caso da Rua do Vilarelho na Freguesia de Avessadas que foi protocolada pelo Município Marcoense na pessoa do Sr. Presidente Manuel Moreira em Outubro de 2009 cujo prazo para a sua execução terminou a 31 de Dezembro de 2010 e que até à presente data encontra-se por realizar (não há aqui lugar para a explicação do historial deste processo e que, até eu, como parte interessada que sou, já não suporto tanto envolto em mentira e falta de palavra, em tempo próprio e no local certo, publicamente colocarei as questões a quem de direito, sem medos e receios de falar e incomodar seja quem for, porque a verdade assiste-me, bem com a injustiça por outro lado). Só para terminar e para se ter a noção do valor da obra em causa, a mesma foi orçada com valores que variam entre os € 15.000,00 e os € 20.000,00 que mesmo apesar da atual situação de crise em que nos encontramos, estamos de acordo que esta verba para um qualquer Município português não é dinheiro o que é sim e mais do que uma suprema verdade, é falta de vontade política a quem confiamos o poder.

Um Abraço,
Carlos Fernandes
Carlos Fernandes a 21 de Maio de 2012 às 02:29

Esta situação descrita leitor Carlos Fernandes é importante ser devidamente esclarecida. Da parte de Carlos Fernandes fica aqui a situação aflorada (mas o Marco2009 está à disposição para, se assim o leitor o entender, prestar mais esclarecimentos), esperando-se que a Câmara explica o porquê de esta situação ainda não ter sido resolvida. Esta também este espaço à disposição para divulgar a posição do executivo sobre a Rua de Vilarelho em Avessadas

Mais uma vez Caro João,

Não há muito mais a dizer em relação a este nítido atropelamento a não ser clarificar os seguintes fatos:

1) O protoloco celebrado teve origem na violação de propriedade privada por parte do Município para alargamento da Rua da Igreja na Freguesia de Avessadas. Foi alargada a dita rua sem consentimento de cedência de terrenos por parte do proprietário.

2) Para o efeito, foi celebrado o malogrado protocolo como forma de contrapartida pela doação de terrenos e ao mesmo tempo estancar a participação efetuada às autoridades por violação do direito de propriedade.

O que antecedeu a estes pontos:

O mesmo proprietário cedeu a totalidade de terreno para a abertura dos terrenos para a atual Rua do Vilarelho, tendo-lhe sido comunicado verbalmente que a dita rua iria ser pavimentada e que não foi e continua a não estar até à presente data. O proprietário assinou um documento na altura para a cedência de terrenos, mas que segundo o informaram, não seria somente autorização escrita para a doação dos mesmos, mas como também para “a obra ficar mais barata”! Recordo a bondade e a idade do proprietário à data, com 80 anos!

Para provar a verdade deste relato, houve em tempos uma candidatura a um projeto “Agris”, mas que não foi aprovada.

Para finalizar, o que mais me indigna neste processo são as mentiras e justificações que se deram para a não pavimentação da rua, primeiro, falta de verba. Não é verdade, pois tenho conhecimento de outras pavimentações quer na Freguesia, quer no Concelho que servem bem menos pessoas e são muito mais extensas e consequentemente mais caras do que a Rua do Vilarelho e ao contrário do que se pense e se diga, esta não serve só uma casa, é apenas uma questão de visitar o lugar!

Segundo, não coagi ninguém a assinar um documento daquela natureza (protocolo). Não apontei nenhuma arma à cabeça de ninguém para o fazer, se o fizeram, foi certamente pelo reconhecimento de uma causa, de alguém que contribuiu com o seu património pessoal para satisfazer necessidades do bem estar coletivo, neste caso concreto, a Freguesia de Avessadas, isto já para não dizer que o mesmo proprietário já o fez noutra Freguesia do Concelho. Como já me sugeriram, não vou intentar ações judiciais para se fazer cumprir o protocolo, porque acima de tudo, penso que algum dia as pessoas vão encharcar este processo nas águas da verdade e não continuarem mergulhadas nas águas do inequívoco!

Por último, sempre pensei que um documento oficial e lavrado por uma Entidade Pública tivesse valor jurídico e como se trata de certa forma de um contrato, também pensei que tais entidades fossem as primeiras a privilegiar o Pacta Sunt Servanda dos contratos, mas enganei-me e isto indigna e não faz com que a sociedade se torne justa, pelo contrário.

Posto isto, também acho curioso ter recebido por estes dias uma fatura do Município para pagamento de resíduos domésticos onde no cabeçalho está plasmado a seguinte frase: Um Marco Cumpridor, é um Marco para todos melhor”! Sempre ouvi dizer, que o exemplo vem de cima! Mas com que moralidade?

Nota: Tudo o que exporto é comprovado documentalmente. Em reparo ao meu anterior comentário, um empresário marcoense revelou-me hoje que efetua a pavimentação por 10.000,00 € e não como alguém responsável no Município afirma custar € 50.000,00.

Posso também comprovar mediante as atas públicas da Junta de Freguesia de Avessadas a posição do Executivo para a realização desta pequena obra, mas grande na certeza na satisfação do bem coletivo destas humildes gentes.

Cumprimentos,
Carlos Fernandes


Carlos Fernandes a 23 de Maio de 2012 às 01:33

Caro João Lima

O leitor Carlos Fernandes lembra de modo muito pertinente,que o circuito propagandístico de Manuel Moreira deveria incluir também a visita aos locais onde obras prometidas na campanha eleitoral ficaram por fazer.
Assim a apregoada transparência e a repetidíssima apropriação do dom da verdade (assume-se constantemente como um arauto da verdade) de Manuel Moreira,teria oportunidade de ser confrontada com a dura e crua realidade da mentira.

Um abraço
Miguel Fontes
Miguel Fontes a 21 de Maio de 2012 às 18:56

Amigo Miguel Fontes,
pode-se dizer que fica feita a sugestão para que o executivo inclua esta situação descrita por Carlos Fernandes (e outras se as houver) na tal visita às obras executadas e em execução?
João Monteiro Lima a 23 de Maio de 2012 às 00:13

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