Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
02
Jun 12
publicado por João Monteiro Lima, às 09:55link do post | comentar

Estive ontem à noite na primeira sessão de esclarecimento sobre a reforma administrativa organizada pela JS Marco. Entrei já no final das intervenções iniciais dos representantes do partidos, pelo que sobre essas opiniões nada posso dizer.

Das diversas intervenções que se seguiram, todas feitas por autarcas, destaco, por um lado, a posição firme da presidente da JF de Toutosa na defesa da sua posição (e da Assembleia de Freguesia local) contra a reforma, ou pelo contra a agregação da freguesia de Toutosa e destaco também a intervenção de José Mota (vice-presidente da Câmara) na defesa de uma reorganização administrativa.

Não tivesse José Mota dito duas frases (duas apenas) e subscreveria na integra tudo. Retiro à intervenção de José Mota, por um lado, a referência ao facto de a "lei estar a aprovada e ter que ser aplicada" - pois tantas leis são feitas e se prova que foram mal feitas e se corrigem (e neste caso, poderemos admitir que há aspectos a corrigir), logo não deveremos aceitar facilmente tudo o que nos é imposto, nem mesmo pela força da lei - e, por outro, o facto, de (José Mota) ser benquista, e já posso dizer que partilho em absoluto toda a intervenção do vice-presidente da Câmara.

Destaco ainda que, apesar do PCP não se ter feito representar, estiveram três membros da comissão concelhia na Sessão, sendo que Isabel Baldaia foi a única a intervir (até mais que uma vez), e mantenho na integra tudo o que já escrevi sobre esta "ausência" dos comunistas.

Das intervenções finais dos representantes dos partidos, destaco duas intervenções, distintas mas acertadas quer de Artur Melo quer de Rui Cunha. Ao contrário do que foi dito já perto do fim da sessão, a intervenção de Rui Cunha não pode ter ofendido ninguém, até porque se o argumento usado "a falta de reposta a perguntas essenciais e a falta de um mapa" fosse válido, também a intervenção de Artur Melo e de Marcos Queirós (representante do CDS) também deveriam ter sido consideradas ofensivas.

Parece-me também que, ou PSD e PS do Marco se entendem sobre esta matéria (CDS e PCP não estão para aí virados), ou então lá teremos uma decisão vinda de Lisboa a determinar a reorganização da nossa Terra. E ainda defendo que cada um manda na sua casa.

De resto, parabéns à JS Marco pela iniciativa, em particular aos meus amigos Leonardo João e Miguel Carneiro que estavam na mesa a moderar o debate


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