Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
02
Out 12
publicado por João Monteiro Lima, às 00:55link do post | comentar

O leitor Carlos Fernandes escreveu-nos a dar conta da proposta aprovada na reunião da Assembleia de Freguesia de Avessadas relativamente à Reforma administrativa

 

Reforma Administrativa: A futura Freguesia do Castelinho


Na última reunião da Assembleia de Freguesia de Avessadas do passado dia 29 Setembro de 2012, foi aprovado por maioria dos deputados e executivo presente a mudança de nome da mesma de acordo com a Reforma Administrativa e o novo mapa de freguesias que funde  Avessadas e Rosém. A nova Freguesia terá o nome de Castelinho.
Realço que esta medida tomada e aprovada à revelia de 99% da população de Rosém e de Avessadas será, por isso, uma decisão tudo menos pacífica, não tomo aqui publicamente a minha opinião, uma vez que a mesma foi dada por mim na referida Assembleia.
Não vou ainda opinar em relação da forma como se desenrolou todo este processo, posso somente garantir que as populações de ambas as Freguesias não vão de ânimo leve acatar uma decisão destas sem o seu prévio conhecimento e aceitação. Os ecos da discórdia já se vão ouvindo. Podemos sim, ter uma certeza, caso vá avante esta decisão, que muitos já tomam como definitiva, é certo a manifestação destas gentes. Aguardamos portanto, novos desenvolvimentos.

Cumprimentos,

Carlos Fernandes


Não posso acreditar que Avessadas vai deixar de existir sem a população saber. Como avessadense há mais de 40 anos isto é não respeitar as pessoas e a história.
Esta junta não vai ganhar mais de isto acontecer mesmo. Vá a eleições Carlos Fernandes as pessoas já ouviram falar de si, até os padres, força que terá toda a gente do seu lado.

Membro da família Reis de Avessadas
Familia Reis a 2 de Outubro de 2012 às 13:37

Caro “Membro” da Família Reis

Agradeço a gentileza das suas palavras, no entanto e para que saiba, não tenciono candidatar-me a tal cargo.
Apenas e tão só, presenciei uma situação que a meu ver não dignifica a democracia portuguesa nem defende a opinião e sentimento de pretensa que as humildes gentes de Avessadas e Rosém têm das suas Freguesias, respetivamente, nem muito menos contra a sua agregação, porque até faz sentido. Para que não digam que critico só porque sim, deixe-me dizer-lhe que sugeri na Assembleia de Freguesia em fazer um "referendo" prévio junto da população antes de se aprovar alteração do nome, para tal, ofereci-me como voluntário para percorrer as Freguesias , mas a ata da reunião já ía feita, e como deve compreender, os meus préstimos já nada valeram.

Um Bem Haja
Carlos Fernandes
Carlos Fernandes a 2 de Outubro de 2012 às 23:11

Caro João M. Lima

O leitor Carlos Fernandes é totalmente assertivo na sua crítica.Reformas administrativas,ou não, que se "fabricam" nas costas das populações,cujos autores nada ou muto pouco se preocupam em auscultar e respeitar os seus anseios,as suas opiniões,procurando consensos alargados,tanto quanto possíveis,deveriam ser SEMPRE rejeitadas.
Poderão questionar-me, que a decisão foi tomada em votação democrática e com larga percentagem de votos a favor.Correcto,mas colocaria uma simples questão.
Os(as) deputados(as) de freguesia estavam lá a defender só os interesses,os desejos, as opiniões dos seus eleitores ou limitaram-se a "obedecer" às estruturas partidárias por onde foram eleitos.
É óbvio que não serei assim tão ingénuo,nem eu,nem o leitor Carlos Fernandes,nem ninguém com vergonha na cara.

Um abraço
João Valdoleiros
João Valdoleiros a 2 de Outubro de 2012 às 18:02

"Os(as) deputados(as) de freguesia estavam lá a defender só os interesses,os desejos, as opiniões dos seus eleitores ou limitaram-se a "obedecer" às estruturas partidárias por onde foram eleitos.
É óbvio que não serei assim tão ingénuo,nem eu,nem o leitor Carlos Fernandes,nem ninguém com vergonha na cara."

Dr. João Valdoleiros, confesso que fiquei muito surpreendido com esta afirmação, então em democracia os eleitos não representam os eleitores?
Ou será que são eleitos e apenas defendem os próprios interesses?
Confesso que nisto da politica o Sr. Dr. tem a experiencia que eu não tenho mas tendo em conta que Sr. é também um deputado municipal eleito pelo voto dos Marcoenses sou obrigado a pensar que provavelmente apenas se limita a "obedecer" à estrutura partidária por onde foi eleito.
Sabe, é que eu também não sou assim tão ingénuo e também tenho vergonha na cara.

Ou será que apenas o Sr. é que é sério?

Estranha forma esta sua de ver a democracia...
Luis Soares a 2 de Outubro de 2012 às 18:48

Dr. João Valdoleiros, muito obrigado pelas suas prestigiantes palavras.

Quanto a esta temática. Não sou desfavorável à alteração do nome das Freguesias. Haja vontade coletiva para população se pronunciar e não ficar à mercê de um pequeno, reduzidíssimo número de cidadãos, que bem ou mal, vinculam uma posição que caberia a todos.

Esta decisão é obviamente polémica por natureza. Primeiro porque poderá ser defendido o principio que nos termos legais a sua realização e aprovação não sofreu vícios e que percorreu os tramites normais.
O segundo principio, poderia ter sido sugerida na publicação dos Editais e na Igreja que a reunião intitulada de Reforma Administrativa, seria para fazer a discussão de alteração do nome da própria Freguesia. Aí a clareza seria outra. A participação do público seria massiva e o final também, até porque certamente a Junta de Freguesia e os Habitantes de Rosém, embora em minoria, teriam também uma palavra a dizer.

Não quero com isto alimentar polémicas. Mas, foi informado aos habitantes das Freguesias envolvidas que a alteração dos nomes iria produzir custos para os cidadãos? Desde logo, junto das Juntas de Freguesia a obrigatoriedade do pagamento de comprovativos de moradas, na incursão da necessidade de alteração de dados de variada natureza. Quem for proprietário, os emolumentos subjacentes ás alterações de registos prediais estão isentos? Estão em causa muitas famílias carenciadas, ninguém pensou nisso?

Como se trata de uma matéria frágil a criticas, foi feita em timings muito curtos para a sua rápida “homologação” e como tal, feriu gravemente a Democracia. Sim são tempos diferentes, principalmente no que concerne aos princípios consagrados na Constituição da Republica Portuguesa, que não são mais do que meros direitos e deveres utópicos de uma sociedade atualmente a caminhar para um regime totalitário que nos é imposto, simplesmente porque não protege os interesses dos cidadãos, mas que pelo contrário, os castiga.

Como Avessadense “adotivo” defendia a realização de um referendo local e depois sim, mediante a aprovação do nome, conduzir ao processo de aprovação. Sinto o meu dever de cidadania cumprido, enquanto poder manifestar e exercer o meu Direito de Liberdade de Expressão, e a Democracia deixar.
Não serei mais conivente com situações desta natureza e não deixarei de fazer tudo o que estiver ao meu alcance para corrigir uma injustiça, não comigo, mas para com uma das Freguesias do Concelho mais carenciadas e qua ainda se chama Avessadas. No entanto, prestigiada pela religiosidade associada que confere inúmeros peregrinos oriundos de todo o País. Não podemos esquecer que é a Freguesia de Avessadas dá nome, ao Feriado Municipal de Marco de Canaveses, pois trata-se da conhecida "Festa do Castelinho" cuja realização encontra-se no seu lugar do Castelinho (mas é discutível). A sua existência data do Séc. XIII. Com esta longa história temporal, o porquê de agora trocar o nome da Freguesia de Avessadas, por um lugar pertencente a esta? Os Habitantes de Rosém, estão de acordo? E os Habitantes de Avessadas, também estão de acordo? Pois não sabemos, ninguém os ouviu.
(Com certeza, que não é uma casa mortuária que vai fazer esquecer esta traição ao povo. O futuro dar-me-á razão).

Cumprimentos,
Carlos Fernandes
Carlos Fernandes a 3 de Outubro de 2012 às 02:49

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