Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
05
Out 12
publicado por João Monteiro Lima, às 17:55link do post | comentar

A JS Marco publica no seu blogue uma proposta de reorganização administrativa do Marco. Deixo aos leitores esta proposta dos jovens socialistas do Marco que tal como referem não é uma proposta fechada.

O trabalho da JS foi quase total, escrevo quase, porque mesmo tendo avaçando com nome para as freguesias, faltou apenas indicar o local para a localização da sede da freguesia, indicação necesária e que deverá ser enviada ao governo no caso de ser aprovado um qualquer mapa.

Poderá haver quem entenda que esta localização poderá ser enviada posteriormente, e entretanto ser negociada com as freguesias, opinião esta que não partilho em nada, pois entendo que uma proposta, ou mais, que venham a ser votadas, deveria estar completa de forma a que, conscientemente, todos os que a votam saibam o que estão a votar.

Um exemplo, a Assembleia de Freguesia de Santo Isidoro pode não se opôr à junção à freguesia de Toutosa e até aceitar que o nome da freguesia seja Livração, mas e se a sede da Junta fôr na actual freguesia de Toutosa o que pensará a Assembleia de Freguesia e como deverá votar o Presidente da Junta que é quem vai votar em sede de Assembleia Municipal?

Deixo aos leitores a proposta da JS Marco

 

 

 

A Juventude Socialista do Marco de Canaveses tem acompanhado, há vários meses, o processo da Reforma da Administração Local. Entre abril e junho, a JS Marco percorreu o concelho e ouviu as populações, os seus desejos e receios, os prós e os contras, fez o que nenhuma outra estrutura político-partidária teve a coragem de fazer.
Neste sentido, a Juventude Socialista assume, desde já, uma posição dianteira e autónoma na reformulação do mapa administrativo do território concelhio. Fruto do trabalho no terreno que tem sido realizado, concluiu-se que será viável a criação de dez novas freguesias que projetem o concelho para uma nova frente de desenvolvimento.
Tendo em conta a posição geográfica de cada freguesia, mas também a história, a forma de vida das populações e a distribuição territorial das infraestruturas, a nossa proposta pretende reunir o passado e o futuro, criar novas centralidades e proporcionar condições para o crescimento e desenvolvimento de cada localidade.
Desta forma, a Juventude Socialista do Marco de Canaveses entende que terão de ser criadas as seguintes freguesias:
 
- Livração (Banho e Carvalhosa, Constance, Santo Isidoro e Toutosa);
 
- Portocarreiro (Vila Boa de Quires e Maureles);
- Marco (Fornos, Rio de Galinhas, Sobretâmega, São Nicolau, Tuías, Ramalhais [atualmente na freguesia de Soalhães] e parte da freguesia do Freixo);
 
- Tabuado e Ovelha (Folhada, Tabuado e Várzea de Ovelha e Aliviada);
 
- Soalhães (Paredes de Viadores e Soalhães);
 
- Castelinho (Avessadas, Freixo, Manhuncelos e Rosém);
 
- Bem-viver (Ariz, Favões e Vila Boa do Bispo);
 
- Paços do Douro (Paços de Gaiolo e Penha Longa);
 
- Ribadouro (Sande, São Lourenço do Douro e parte da freguesia de Magrelos [Magrelos de Cima]);
 
- Alpendorada (Alpendorada, Torrão, Várzea do Douro e parte da freguesia de Magrelos [Magrelos de Baixo]).
 

 

Esta proposta, totalmente da responsabilidade da Juventude Socialista do Marco de Canaveses, não é tida como uma verdade absoluta. É, antes, mais um esforço desta estrutura em contribuir para a cidadania e para o futuro do nosso concelho, porque o futuro é hoje
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Perfeitamente de acordo. A falta de indicação sobre a localização da sede, está definida na lei e poderá ser objecto de posterior concenso.
Januário de Zorra
Anónimo a 5 de Outubro de 2012 às 19:47

Caro leitor,
não sabendo como o deva tratar até porque está cada vez mais parecido com Fernando Pessoa (e os seus heterónimos)
devo dizer-lhe que o jogo deve ser limpo, ou seja, as assembleias de freguesias devem saber o que estão a decidir, para mandatar o Presidente da Junta para decidir de acordo com a vontade da Assembleia.
Mas porque, se calhar, este exemplo, o desagradou (e eu imagino se fosse o contrário e eu tivesse usado o exemplo da sede da junta ser em Santo Isidoro - mas aí os votos já poderiam falar de outra forma), vou-lhe dar um exemplo que desconhece talvez porque os seus camaradas não o ilucidaram e que é o seguinte
uma Assembleia de Freguesia de decidiu o seguinte 3 votos a favor da manutenção da freguesia como está, 3 votos a favor da agregação com outra freguesia, 1 voto contra a agregação e uma abstenção, como se traduz esta decisão num mapa? Juntava-se a freguesia ou não?

Trabalho muito bem pensado e bem feito.Deixem-se de ses.... e se... e se..., nunca mais vamos a lado nenhum.Parabéns e continuem. mt. obrigado, aqui nota-se que ninguem jogou com votos.

Da varanda do tumbio
Anónimo a 5 de Outubro de 2012 às 19:58

Ao leitor que assina "Da varanda do Tumbio",
ainda bem que os jovens socialistas do Marco apenas se preocuparam com o Marco e não com os votos ou tacticismo politico dos partidos que se dispuseram a trabalhar numa proposta.

Esclareço a pedido de várias famílias, e dado que este leitor é recorrente na utilização desta auto-denominação que o Tumbio é um regato de água que percorre a freguesia de Toutosa é dividia a mesma freguesia e que vem desaguar ao rio Odres, daí que este Livracense utilize este termo, mas melhor seria que assumisse o seu nome porque o tempo dos "medos" já lá vai.

Uma boa proposta, discutível é certo, mas pelo menos foram a primeira estrutura partidária a ter a coragem de apresentar uma proposta, os meus parabéns.
Quanto à proposta em si, não me parece que seja passível de aprovação em sede de Assembleia Municipal, infelizmente.
Luis Soares a 6 de Outubro de 2012 às 12:16

Referindo-se à criação da freguesia do Parque das Nações, Jorge Miranda defende que a sua criação, viola a Constituição por não ter existido consulta ao município de Loures nem às freguesias de Moscavide e de Sacavém. O constitucionalista suporta o seu parecer no artigo 249.º da CRP “A criação ou a extinção de municípios, bem como a alteração da respectiva área, é efectuada por lei, precedendo consulta dos órgãos das autarquias abrangidas.”.
A questão que se coloca é saber se todos os órgãos foram consultados e se aqueles que se pronunciarem contra a reforma são tidos em consideração. Não podemos esquecer que entre a publicação da norma e resposta a dar pelas autarquias é de, aproximadamente, quatro meses o que manifestamente é curto.
Assim, a colocar-se novamente a questão da constitucionalidade da norma, este processo pode não estar concluído a quando das próximas eleições autárquicas.
António Ferreira a 7 de Outubro de 2012 às 16:06

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