Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
29
Jan 13
publicado por João Monteiro Lima, às 21:55link do post | comentar

Recebemos do socialista Rolando Pimenta o seguinte pedido de divulgação que se transcreve

 

P.S Marco:

A (in)evolução que se adivinhava…

 

Nestes conturbados tempos em que vivemos não se vislumbram mudanças quanto à forma de fazer política em Portugal: os “mortos” ressuscitam com frequência (recordamo-nos dos casos paradigmáticos de Cavaco e, mais recentemente, dos responsáveis políticos pela governação dos últimos tempos de Sócrates…). O “congelado” Costa hesita (?) em ser descongelado e avançar decididamente contra Seguro. Os amigos do exilado dourado de Paris, vislumbrando resultados da oposição séria e credível de Seguro, atraídos pelo cheiro a poder (de que têm saudades…) tudo fazem para ressuscitar, agarrando-se ao “congelado”… Em breve estaremos na primeira linha, como há dois anos!

E o Marco? Temos, para o concelho em que vivemos, o dever de participação cívica (dentro e fora dos partidos). Queremos, como é natural, o melhor para o Marco. Sustentamos, respeitando opiniões divergentes, que as soluções para o nosso concelho (e para o país) passam por opções marcadamente de esquerda e por isso solidárias, dada a crise para que fomos empurrados. Nesse sentido e dadas as responsabilidades inerentes a termos sido a oposição visível à inoperância política do PS Marco (quem não se encontra no terreno, nunca poderá ser uma alternativa credível de poder) lutámos contra a sucessão dinástica preparada por Artur Melo, porque vislumbrámos claramente a estratégia “troca de cadeiras”: sucessão na concelhia, com a contrapartida de apoio na recandidatura. Só quem andasse muito distraído é que se deixaria ludibriar pelo falso apelo da “unidade interna”… Porém, temos de ser justos: o atual líder concelhio cumpriu integralmente o que fora acordado! Como poderemos apoiar um recandidato que não consegue vencer o seu principal adversário? Afinal, sem opositor interno, Artur Melo não fez melhor resultado que empatar com ele próprio!...

Recusamo-nos a votar duas vezes na mesma eleição! Neste particular a CP Distrital tem responsabilidade por tudo o que daí possa advir. Em democracia existem sempre alternativas. É claro que é tentador para quem controla o “aparelho”, fazer “pesca à linha”, prometendo lugares, sobretudo a quem tem apenas 3 opções na vida: emigrar, tentar uma carreira política, ou ser coerente consigo e com os seus pares.

Dentro da área do PS Marco poder-se-ia encontrar o mínimo denominador comum através de diálogo. Estaríamos dispostos a apoiar um nome como o Dr. João Valdoleiros, apesar de, para nós, não ser o candidato ideal, mas no atual contexto interno talvez fosse o candidato que menos subtraísse…

Na próxima 5ªfeira, cada um dos onze elementos eleitos pela Lista A “Por um PS de Causas” optará em consciência. Os que pensam como nós não avalizarão este processo: estarão ausentes, não se fazendo representar, ou, estando presentes não votarão, ausentando-se da sala no momento da votação.

 

Rolando Pimenta – Membro da CPC


Caro João Lima

Não quereria deixar passar a oportunidade de me pronunciar sobre o conteúdo do post/comunicado do Dr.Rolando Pimenta com a sua visão e interpretação da vivência interna do P.S.,decisão que respeito como democrata que me prezo de ser desde sempre, mas que não corroboro como socialista pelo simples facto de tais divergências, saudáveis, no meu entendimento, deverem ser discutidas no local mais apropriado, a sede do P.S. mas tão somente porque o meu nome foi referido como um possível candidato a candidato à CMMC, comunicado onde o Dr. Rolando Pimenta afirma que não sendo eu, o candidato ideal, sê-lo-ia no seu ponto de vista, o mal menor para o P.S..
Ora, gostaria que fique bem registado para os atuais filiados do P.S. e seus simpatizantes, que em circunstância alguma tive qualquer pretensão nesse sentido. Direi mais. Toda a vida quando assumi ou autorizei que alguém utilizasse o meu nome para qualquer espécie de candidatura (recordo, por ex. a minha candidatura à presidência da direcção do ex- F.C.Marco), fi-lo ciente da minha capacidade para o desempenho do cargo a que me propunha. Não seria agora que iria consentir no uso abusivo do meu nome, para quaisquer jogos de bastidores ou para dirimir conflitos de interesses e, ou avalizar estratégias de falanges partidárias.
Afirmei sempre alto e de modo bem expressivo, que todos me deveriam considerar socialista sim, mas independente, nunca desse modo autorizando quem quer que seja a considerar-me apoiante de A ou B. A minha bandeira é o P.S., o meu único interesse é cumprir o trato que estabeleci com partido, procurando servi-lo, enquanto deputado municipal, do melhor modo possível. Recordo aos que porventura estejam um pouco esquecidos, que na minha intervenção no comício de Fornos na última campanha autárquica, afirmei aos eleitores que nunca seria uma mera caixa de ressonância fosse de quem fosse e não seria agora que estaria disponível para o fazer, nem iria consentir em alinhar com quaisquer estratégias divisionistas.
O P.S. precisa é de gente de mente limpa, aberta, de coração franco e dispostas a tudo dar em prol da unificação do partido. O papel de filiados é muito mais que o simples ato de votar, cumpre-lhes trabalhar em quasiquer condições ou circunstâncias para com o seu exemplo de dedicação sem peias ao partido, engrandecer e fazer crescer a motivação dos simpatizantes a filiarem-se e a contribuirem para que a imagem dum P.S. Marco seja outra, que a curto prazo faça esquecer a atual, deixando de emitir para o exterior todo um jogo de interesses, que não o servir exclusivamente o Socialismo.

Um abraço amigo
João Valdoleiros
João Valdoleiros a 31 de Janeiro de 2013 às 18:16

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