Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
03
Fev 13
publicado por João Monteiro Lima, às 12:55link do post | comentar

Recebemos do socialista Artur Melo o comunicado que se transcreve relativo ao processo de escolha do candidato do PS à Câmara do Marco.

 

 

Comunicado Artur Melo

 

O Partido Socialista do Marco de Canaveses viveu ontem a mais terrível humilhação que há memória. Uma coligação negativa circunstancial capturou a Comissão Politica Concelhia e tornou-o refém dos seus interesses e ambições pessoais. Estes militantes sem terem a coragem de apresentar uma candidatura alternativa à minha, bloquearam o projeto que no PS Marco se vinha a construir desde há anos e criaram as condições para que não possa aceitar ser o candidato do partido à Câmara Municipal.

Na verdade, não se compreende que por duas vezes tivessem tido a possibilidade de apresentar uma candidatura alternativa à minha, por duas vezes não o fizessem. Poderemos perguntar porquê, mas a resposta é óbvia: porque sabiam que a maioria dos militantes em votação direta ratificaria o meu nome. Sim, essa imensa mole humana que respira, vive e sofre com o PS está do meu lado, pois, como eles, amo e luto pelo PS e para que este possa ser poder na nossa terra.

As condições politicam locais e nacionais eram excelentes para que obtivéssemos um grande resultado em outubro nas autárquicas. Pela primeira vez o PS poderia repetir um candidato e os eleitores poderiam avaliar o trabalho realizado durante o presente mandato. Foi sempre isso que quis: ser avaliado pelo que faço. Os nossos principais adversários, PSD e CDS vivem num emaranhado tal, que os torna aos olhos dos marcoenses um filme já visto e revisto. A maioria camarária do PSD vai em oito anos de poder e não consegue resolver os principais problemas do concelho. O CDS por seu lado, não consegue desligar-se do seu passado e mais uma vez se apresentará a votos como se 1982 estivéssemos, sem conseguir perceber o mundo que o rodeia e as transformações que se verificaram.

Era esta a altura em que os marcoenses poderiam confiar em nós. Estava na hora do PS ganhar a Câmara Municipal do Marco. Como foi, então, possível que 6 dos membros da Comissão Politica Concelhia que sempre me incentivaram e apoiaram publicamente, não tivessem tido o discernimento de perceber isto mesmo, e que ao votar com a oposição interna estavam a colocar o PS refém dessas pessoas? E tendo em conta que até à hora da votação não tiveram a coragem de me informar das suas intenções, como classificar esta atitude? Se tivessem votado como se esperava, o resultado teria sido diferente.

Em política não vale tudo e esta tem, forçosamente, de ser feita com ética. Por isso, aqueles que cobardemente não se assumiram nem tiveram a coragem de apresentar uma alternativa, não contarão com a minha confiança politica. De consciência e mãos limpas, não quero estar num lodaçal de interesses mesquinhos e obscuros.

Cumprirei, fiel aos meus princípios e aos do partido a que pertenço, o mandato de Vereador até ao fim.

 

Marco de Canaveses, 01/02/13

 

 

Artur Melo e Castro


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