Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
25
Mar 13
publicado por João Monteiro Lima, às 00:55link do post | comentar

"Esta noite ao passar pelo centro da cidade reparo que a Praça Dr Crispiniano da Fonsêca (junto ao Conforto) estava transformada num parque de estacionamento. A falta de civismo é lamentável, é triste vermos carros estacionados em cima do granito recentemente colocado naquela zona.

Depois do anúncio da colocação dos pilaretes feito na última Assembleia, quem estaciona numa zona que deveria ser apenas pedonal, só vem dar mais argumentos para quem colocar os pilaretes.

Defendo, por dois motivos, que os pilaretes não devem ser colocados, o primeiro, porque a sua não colocação permite que as viaturas subam ao passeio para deixar passar as viaturas de emergência (Bombeiros, INEM ou Polícia), mas também por uma questão estética (que raio, será que alguém acha que os pilaretes (700 pilaretes) ficarão bem?). Mas também o argumento usado por quem defende (a Câmara) a colocação dos pilaretes (o impedir o estacionamento em cima do passeio) não vinga, porque a Câmara não tem igual preocupação na zona envolvente aos Paços do Concelho e permite que por lá estejam estacionadas viaturas

Mas voltando ao assunto deste post, deixo aos leitores (e são muitos, alguns deles com poder de decisão neste terra) outro facto que me chocou, na Rua Amália Rodrigues (quem desce da Câmara para a farmácia, junto ao acesso a uma garagem do edifício do lado direito) estava estacionada uma viatura que ocupava todo o passeio.  Se houver alguém que consiga explicar como passaria uma pessoa sem descer à estrada, agradeço

Numa outra qualquer terra, a viatura ou não estaria lá ou estaria tendo sido multada e quem sabe até rebocada, mas como estamos no Marco, tenho para mim que nada daquilo aconteceu.

Volta e meia leio nas redes sociais a indignação de alguns marcoenses pelo estado caótico do estacionamento naquela zona do Marco, e dou razão a esses marcoenses, e hoje mais estas duas situações me levam a concluir que se o Marco não é uma terra a "saque", pouco faltará


caro João Lima, tem toda a razão discordo da colocação dos pilaretes, eu pergunto aonde andam os 10 policias municipais que nos ficam por uma pipa de maça ao fim do mes, só se veem em algumas festas ou dentro da cmmc escondidos nos gabinetes, por essa gente a trabalhar e pelo menos na cidade manter a ordem, a guarda nacional é outra entidade que não se vê na cidade do marco eu pergunto que tem feito o SR. Presidente da camara nesse sentido
Alvaro Nunes a 25 de Março de 2013 às 08:26

Caro Álvaro Nunes,
Os polícias municipais cumprem a sua função. Embora, em tempos de crise como esta, nunca antes vista, deveriam era estar de prevenção e não a passar multas a torto e a direito, a maioria deles a pessoas desempregadas.
Mauricio Borges a 26 de Março de 2013 às 20:06

O Sr. devia ter mais noção daquilo que diz e escreve, principalmente nos títulos que escolhe. A SAQUE estava o Marco quando os comerciantes queriam trabalhar e não podiam, porque tal só era permitido a determinadas pessoas que eram privilegiadas. A SAQUE estava o Marco de Canaveses quando estava completamente deserto, sem cultura, movimento ou novos sítios onde ir e estar. A SAQUE era no tempo do outro senhor em que se podia tudo, mas só para alguns, a título de exemplo, casos como o da Quinta do Casal, o negócio das Águas do Marco, os Bombeiros antigos, entre outro património usado para fins duvidosos e corruptos. A SAQUE são ainda os seus colegas da Assembleia Municipal que se julgam donos desta terra e estacionam de forma desordeira em qualquer lado. E não é ético da sua parte nem do senhor que aqui comentou, virem apontar o dedo à Polícia Municipal que faz o seu trabalho digno, ao contrário desta política barata e de baixa categoria. Deixe trabalhar os comerciantes e empresários do concelho, pois são eles que fazem com que o Marco evolua e que pagam para o Sr. e os restantes compichas estarem na Assembleia.
Solidário com os Empresários Marcueneses a 26 de Março de 2013 às 15:07

Já por cá escrevi que cada um percebe as coisas como quer. Não está escrito em lado algum que o Marco é uma terra saque, está escrito "quase a saque", ou que pouco faltará.
Se não percebe o sentido figurativo, paciência, poderei dizer-lhe que quem lê o título entende que é se é dito que o Marco está (quase) "a saque", pretende-se dizer que o Marco necessita de ordem
Também não escrevi nada que belisque o trabalho da Polícia Municipal, entendido ou não, se não volte a ler.
Também não falei sobre o comércio mas poderei fazê-lo porque as minhas opiniões são publicas, não me escondo atrás do anonimato
Os meus colegas (de Assembleia) que estacionam em zonas proibidas fazem-no e não deviam, nas também não me parece que haja alguém que os confronte com tal, e é a eles directamente que se deve dirigir (poderá consultar o site da Assembleia e contactar por essa via). Já percebi que não houve a Assembleia Municipal, pois já poderia ter ouvido chamadas de atenção minhas ao estacionamento em zonas proibidas.
se em tempos idos o Marco foi ou não uma terra a saque, saberá que não foi com o meu voto que tal aconteceu, já com o voto de quem escreve sobre anonimato não sei.
E a "dor" pelos comerciantes e empresários é interessante, principalmente porque se pensar bem, se refletir com calma, perceberá que sem veículos nas zonas pedonais mais seguro é para os cidadãos poderem comprar no comércio local.
Com mais passeios, mais amplos, sem obstáculos, melhor é para a circulação de pessoas, não com os veículos nos passeios.
Se é assim solidário com os comerciantes deveria estar no mesmo lado a defender passeios sem obstáculos, medidas/ políticas de atração para a cidade, diminuição do custo das licenças que permitisse uma regeneração de tantos edificios da zona central, a par de um maior policiamento da nossa Terra, assim teremos mais pessoas na cidade.

O cenário que o senhor pinta é que vivemos numa terra de anarcas, sem eira nem beira, só porque as pessoas estacionam onde querem, porque não têm alternativa e querem ir gastar dinheiro no comércio local. Quem ler isto, parece que não há lei e que aqui cada um faz o que quer, quando não é bem assim. Se está assim tão preocupado com este assunto, deveria saber que o mais importante é a mudança de mentalidade no que toca a esta matéria, pois as pessoas só não estacionam dentro dos cafés ou comércios porque não podem, todos queremos um lugar o mais próximo possível do local onde vamos. E os que mais falam são os que mais fazem, os HIPÓCRITAS. Já que está envolvido na questão e está no meio político, deveria apresentar soluções nas Assembleias, pois "falar" não é o mesmo que arranjar alternativas. Afinal, não é essa a vossa função na Assembleia, já que são pagos para isso com dinheiros públicos? Já agora, o senhor sabe que as pessoas utilizam os automóveis para chegar onde bem querem, por isso precisam de lugar para estacionar e não havendo alternativas, acontece o que eu também lamento, mas entendo e não venho para uma esfera pública dizer que a minha terra está "(quase) a saque". O senhor falou na Rua Amália Rodrigues, onde as pessoas estacionam mal e é verdade, mas por exemplo a opção mais próxima, o Parque Radical, onde muita gente deixa lá os carros, mas infelizmente também já lá foram assaltados, que é onde deveriam estar os polícias municipais. Na minha opinião, estas obras vieram melhorar o centro do Marco e o problema do estacionamento sempre existiu, não é de agora, logo é algo que tem de ser resolvido em conjunto, e principalmente pelos políticos da terra; mas, quando me refiro aos comerciantes de porta aberta, são aqueles que necessitam de ter estacionamento perto do seu estabelecimento e penso que me refiro a TODOS em geral, quando o digo. Todos os centros históricos têm de ter estacionamentos próximos, como é o caso do Porto, Amarante ou outras cidades portuguesas. E quanto ao anonimato, o que importa é ter opiniões bem construídas de cidadão, não procuro protagonismo nem tachos políticos, mas se for necessário, como qualquer outra pessoa, dou a cara. Falta de civismo é trabalhar para uma instituição pública e em vez de zelar pelo interesse de todos e pelo bem comum, estar a zelar pelo seu próprio interesse e para bom entendedor, meia palavra basta.
Solidário com os Empresários Marcueneses a 26 de Março de 2013 às 19:51

Respondendo ao leitor digo-lhe que não digo que no Marco só há anarcas, digo que há falta de civismo de algumas pessoas e que o policiamento (e não refiro ao estacionamento apenas) deveria ser maior, mas também que quer a Policia Municipal quer a GNR estão deficitários em meios humanos e materiais.
Estou de acordo que as pessoas buscam os lugares mais próximos , mas daí a dizer que devem estacionar em locais para os peões
estou também de acordo que o parque radical (todo aquele espaço envolvente) deveria merecer também a atenção das forças da ordem, sempre, durante a semana e ao fim de semana, de dia e de noite, mas vamos voltar aos meios que não existem. (Embora o leitor num outro comentário defenda a polícia municipal e num em que assina como Maurício Borges diga que a Policia Municipal multa a torto e a direito)
sobre as propostas digo-lhe que por diversas vezes defendi outras soluções para a requalificação que, tal como o leitor, acho importante. Na ultima assembleia questionei a Câmara sobre o porque de não criar mais lugares de estacionamento em zonas onde tal seria aceitável , por exemplo na Rua Sá Carneiro, desde Farmácia ao Largo do D Carlos, tal como deveriam ser estudadas soluções que tornassem mais atractivo estacionar nas imediações do parque radical
O problema do estacionamento, tal como diz, não é de agora, é de há muitos anos, e a tendência seria o seu agravamento, no entanto, têm que ser estudadas novas alternativas e para tal todas as propostas devem ser pensadas e leitor poderá transmitir as ideias que tem sobre o assunto, pode ser que quem decide as acolha. Eu acho que todas as ideias que tornem melhor a nossa terra devem ser aceites.
O leitor também não leu em nada do que escrevi que achava que o leitor tinha falta de civismo porque inicialmente preferiu não dizer o seu nome, e depois tentou levar a "conversa" para outro campo, mas só esse comentário só lhe digo que se quiser saber quais são os meus interesses dir-lhe-ei mas prefiro pessoalmente. Embora os meus interesses quando escrevo aqui ou participo nas assembleias municipais, sejam sempre os mesmos o Marco e todos nós que cá vivemos.
Quem lê este espaço já percebeu isso, digo bem do que acho que devo dizer, da mesma forma que critico o que entendo que está mal

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