Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Mar 09
publicado por José Carlos Pereira, às 20:05link do post | comentar

O último número do jornal "A Verdade" publica um artigo de opinião do líder do grupo do CDS-PP na Assembleia Municipal, Pedro Costa e Silva, com o seu balanço do mandato. As conclusões do autarca centrista esbarram, a meu ver, num paradoxo. Diz por exemplo que se opôs à opção do executivo relativa à retenção do IRS dos cidadãos marcoenses e que uma governação do CDS-PP teria apostado mais no material, nas infra-estruturas, reconhecendo as debilidades sentidas neste âmbito.

Ora, se a Câmara opta por não prescindir das verbas do IRS e se sente dificuldades em investir tanto como gostaria, isso deve-se sobretudo ao estado depauperado em que o CDS-PP deixou as finanças da autarquia. A ruptura financeira veio manietar a acção do executivo, deste como dos próximos, se foram cumpridores da Lei. É por isso que tenho sempre vincado a responsabilidade de quem conduziu as finanças da Câmara Municipal a este ponto, provocando consequências para toda uma geração. Pedro Costa e Silva toca no ponto: há tanta infra-estrutura básica por realizar e mesmo assim a Câmara tem um endividamento recorde.

Uma última curiosidade: Pedro Costa e Silva fala em nome do CDS-PP, mas de qual CDS-PP? Do de Lindorfo Costa e Monteiro da Rocha, com Ferreira Torres? Ou do de  Cláudio Ferreira e Armindo Loureiro, com Norberto Soares?

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Caro José Carlos Pereira,
Eu nunca fui CDS-PP... fui e sou apoiante de Norberto Soares. É diferente.
Cláudio Ferreira a 31 de Março de 2009 às 08:59

Caro Cláudio Ferreira, não sabia que nunca tinha sido do CDS-PP. Sei, sim, que é membro da Assembleia Municipal, integrado no grupo do CDS-PP, e que, ao contrário de outros, nunca se desvinculou desse grupo. Foi também o 4º candidato daquele partido à Câmara Municipal em 2005.
Se acima de tudo estava o apoio a Norberto Soares, talvez valesse a pena sublinhar isso seguindo o caminho de Norberto quando este passou a exercer o mandato como independente.

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