Olhares descomprometidos, mas interessados, sobre o Marco de Canaveses. Pontos de vista muitas vezes discordantes, excepto no que é essencial. E quando o essencial está em causa, é difícil assobiar para o lado.
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Abr 09
publicado por José Carlos Pereira, às 08:45link do post | comentar

Começando por agradecer os parabéns de Pedro Costa e Silva a este blogue, quero que fique claro que nunca pretendi limitar as opiniões e as convicções do autarca do CDS-PP. Era o que mais faltava. O seu julgamento, e o do CDS-PP, sobre o mandato em curso só a eles diz respeito. Limitei-me a sublinhar um paradoxo que para mim é evidente.

Compreendo como é difícil a Pedro Costa e Silva tentar fazer oposição sem "levar em cima" com a herança deixada pelo seu partido, mas isso ser-lhe-á sempre lembrado. Se não for por outros, será por mim.

Pedro Costa e Silva tenta "desconversar" na sua resposta e dedica-me algumas linhas. Pois bem. Ou o autarca centrista tem estado distraído ou não tem ouvido bem as minhas posições na Assembleia Municipal. Eu tenho concordado com as medidas e opções tomadas pela maioria PSD? As actas estão disponíveis para comparação e não temo dizer que Pedro Costa e Silva e o CDS-PP votaram bastantes mais vezes ao lado do PSD do que eu (e o PS). Agora, é claro que tenho estado do lado da maioria em questões fulcrais: concessão da água e saneamento (embora com estratégias diferentes); negócio do cineteatro; descalabro financeiro e respectivas consequências; relação com FC Marco.

Pedro Costa e Silva está curioso em saber se eu estaria disponível, se fosse convidado, para integrar uma lista liderada por Manuel Moreira ou para concorrer de novo pelo PS. Dita a boa educação que nunca devemos revelar os convites que nos fazem, assim como é evidente que há convites que nunca poderiam ser aceites. A seu tempo se verá qual é a minha posição face às próximas eleições autárquicas. Mas o meu envolvimento neste blogue é um sinal claro do que pretendo para o futuro.

Ah, falta-me lembrar a Pedro Costa e Silva que os mandatos do CDS-PP serão julgados pelos marcoenses pelo menos nos próximos vinte anos - será esse o prazo aproximado do contrato de reequilíbrio finaceiro que manieta a acção de quem estiver à frente da autarquia (e quiser ser cumpridor das suas obrigações).

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Meu caro José Carlos Pereira,

Por esse ponto de vista, jamais se poderão avaliar mandatos autárquicos. E sublinho, mais uma vez, os manifestos eleitorais são, a meu ver , documentos muito sérios em que se baseiam as candidaturas e compromissos assumidos com o eleitorado. Pelo menos, é esse o meu entendimento. Aqui no Marco de Canaveses, o manifesto eleitoral de Manuel Moreira não foi minimamente cumprido, sabendo como se sabia da conjuntura financeira da autarquia. Não é verdade? Por isso, a meu ver, chego a uma conclusão: quem prometeu e não cumpriu, enganou deliberadamente os eleitores.
Está na hora de se fazerem balanços deste 4 anos de mandato.

Pedro Costa e Silva
Pedro Costa e Silva a 1 de Abril de 2009 às 16:50

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